O próximo Sínodo dos Bispos provavelmente focará a ordenação de homens casados

               Em reposta à escassez sacerdotal aguda no mundo, o Papa Francisco pode bem decidir que o próximo Sínodo dos Bispos foque o ministério – incluída aí a questão sobre se homens casados poderiam ser ordenados para celebrar os sacramentos, com efeito criando um sacerdócio paralelo.

A reportagem é de Austen Ivereigh, publicada por Crux

              Após a dura porém frutífera experiência do Sínodo sobre a família, uma coisa ficou clara: Francisco criou um instrumento de discernimento que é capaz de lidar com os grandes problemas da Igreja na contemporaneidade.

O Sínodo reformado – uma consulta mundial, seguida por duas assembleias separadas por um ano, concluindo com um documento magisterial papal importante que redefine a estratégia pastoral para a próxima geração – significa que grandes temas não mais podem ser escanteados com base na ideia de que eles seriam grandes demais para serem abordados.

Se um tópico tão amplo como a preparação da Igreja para o matrimônio e sua forma de lidar com os fiéis divorciados pode ser debatido, isso significa que outras questões candentes podem ser também discutidas. E no topo dessa lista encontram-se questões sobre o ministério: o acesso aos sacramentos, o papel das mulheres e dos leigos, bem como o papel dos diáconos.

Alguns têm dito que os ministérios pastorais vão ser o tema do próximo Sínodo, provavelmente a acontecer em 2018-2019.

Não há dúvidas de que este tema é urgente. Mais da metade das comunidades católicas no mundo não possuem um sacerdote residente.

A Prelazia do Xingu, no Pará, por exemplo, possui 800 paróquias ou missões em um território do tamanho da Alemanha, mas conta apenas com 27 padres, o que quer dizer que mais de 2/3 dos fiéis vão a uma missa dominical não mais do que 2 ou três vezes ao ano.

Xingu pode ser um caso extremo, mas nos países desenvolvidos, seja nas zonas rurais, seja nas cidades, os índices que relacionam a quantidade de padres e a quantidade de fiéis são muito baixos no hemisfério norte, em parte porque as distâncias são enormes e as congregações estão crescendo mais rapidamente do que quantidade de padres formados.

Porém há ainda exemplos dramáticos na Europa, onde catequistas ou leigos administram paróquias nos intervalos das raras visitas feitas pelos párocos.

Em maio de 2007, quando os bispos latino-americanos se reuniram em uma grande assembleia pancontinental no Santuário de Aparecida, em São Paulo, um número considerável deles quis discutir a questão dolorosa da falta de acesso aos sacramentos.

Todavia, um representante vaticano assegurou-lhes que aquele não era nem o tempo, nem o local adequado para abrir tal debate sem a aprovação de Roma.

O então cardeal arcebispo de Buenos Aires, principal autor do documento final de Aparecida, estava bem ciente do desejo de seus iguais por aquela discussão, assim como viu, no Sínodo sobre a Eucaristia em Roma dois anos antes, o quão ávidos os bispos estavam para debater o acesso aos sacramentos por parte dos fiéis divorciados e recasados no civil.

Na época, estes prelados ouviram que o Sínodo, da forma como estava constituído, não era o local para uma tal discussão e Bergoglio concordou – motivo pelo qual, depois da sua eleição, Francisco introduziu um novo formato que pudesse permitir um tal discernimento.

Da mesma forma como o acesso aos sacramentos por parte dos fiéis divorciados e recasados no civil constituiu a questão nevrálgica no Sínodo sobre a família – problema em torno do qual os desacordos aconteceram –, num Sínodo futuro sobre os ministérios teremos a situação das paróquias sem padres.

E, assim como houve uma proposta polêmica e de longo prazo como uma resposta à questão dos católicos recasados – o convite do Cardeal Walter Kasper a considerar a abordagem ortodoxa –, há uma proposta também para as paróquias com escassez sacerdotal.

Uma solução foi lançada há anos por Fritz Lobinger, bispo emérito alemão que viveu em Durban, África do Sul.

Durante os 50 anos em que morou nesse país, e ao longo de suas viagens a muitas partes do mundo, Lobingerobservou o quão inúmeras comunidades cristãs em áreas remotas são conduzidas na prática, por pequenos grupos de leigos e leigas – pessoas maduras e comprometidas.

A solução que ele apresentou é ordená-las após uma breve formação, de forma que possam administrar os sacramentos dentro daquela comunidade unicamente.

Estes “ministros ordenados localmente” – Lobinger diz ser importante não chamá-los de padres, muito embora envolveria exatamente os mesmos sacramentos da ordenação sacerdotal – constituiriam, com efeito, um sacerdócio paralelo, complementar à norma existente no Rito Latino de um sacerdote celibatário, formado em seminário, enviado por seu bispo a paróquias ou missões diferentes.

Lobinger aponta para um precedente em Atos dos Apóstolos 14,23 quando São Paulo e Barnabé designaram – ou ordenaram – “anciãos” nas jovens comunidades cristãs, com o termo não se referindo tanto à idade das pessoas, mas à maturidade ou adequação para a tarefa.

Tratava-se de equipes de homens que não eram enviados às suas comunidades, mas que eram saídos delas; pessoas que ministravam à comunidade em tempo parcial, enquanto continuavam trabalhando em suas profissões; eram fiéis que possuíam famílias.

Isso mostra, afirma Lobinger em livro publicado recentemente em espanhol, que a Igreja, durante vários séculos, ordenou líderes locais escolhidos pela comunidade, pessoas que tinham provado um merecimento ao longo do tempo.

Francisco já deu muitos sinais de estar disposto a abrir a questão da ordenação de homens casados, até mesmo incentivando as igrejas locais a apresentarem propostas.

Dom Erwin Kraütler, da Prelazia do Xingu – ele próprio austríaco de nascimento –, declarou que, em audiência privada com Francisco em abril de 2014, eles comparam dados sobre como a escassez sacerdotal afeta a Igreja na América Latina. Kraütler disse que o papa citou uma diocese mexicana – presume-se que seja a de San Cristóbal, em Chiapas – onde paróquias eram administradas por diáconos, que somente precisariam ser ordenados a fim de celebrarem a missa.

Francisco descreveu a proposta de Lobinger como uma de várias “hipóteses interessantes” e instou Kraütler a sair e construir um consenso na conferência episcopal por “propostas ousadas e concretas” que, então, poderiam ser trazidas a Roma.

“O papa disse que está aberto à questão, que quer ouvir as igrejas locais. Mas disse que nenhuma igreja local, ou nacional, deveria decidir por conta própria”, segundo declarou o arcebispo a um jornal irlandês na época.

Isto, é claro, foi exatamente a mensagem que o papa deu à Igreja alemã quando se falava, em 2013, sobre a readmissão de casais divorciados à Comunhão após um acompanhamento individual, caso a caso.

A proposta de Lobinger vem sendo desenvolvida na América Latina por um teólogo brasileiro da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Antonio José de Almeida, quem publicou recentemente um livro sobre os “novos ministérios”.

Almeida aponta para os 40 mil “Delegados da Palavra” em Honduras, ou para os 400 diáconos indígenas de Chiapas, como sinais da emergência de vocações “presbiterais” originadas na comunidade, do tipo aquele referido em Atos.

O teólogo, por sua vez, está assessorando uma comissão da Igreja brasileira que reflete a respeito do assunto, a qual inclui dois cardeais próximos ao Papa Francisco: Dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, e Dom Raymundo Damasceno Assis, de Aparecida.

Se eles concluírem que a ordenação de anciãos locais não só é uma solução para a escassez sacerdotal, mas também um sinal de que o Espírito Santo está falando à Igreja, Francisco mostrar-se-ia altamente propenso a convocar um Sínodo para deliberar sobre tema.

Enquanto isso, Lobinger está publicando um livro de debates em inglês – a obra estará disponível em breve – chamado “The Empty Altar: AnIllustrated Book to Help Talk AbouttheLackofParishPriests” (O altar vazio: um livro ilustrado para ajudar a falar sobre a falta de párocos, em tradução livre).

Aos que gostam de se prepararem com antecedência para os Sínodos dos Bispos, uma obra dessas parece ser de leitura essencial.

Fonte – IHUSINOS

Decisão do STF fere de morte o Ficha Limpa, afirma presidente da Associação dos Tribunais de Contas

Nota pública sobre decisão do STF que retira dos Tribunais de Contas a competência para julgar contas de prefeito ordenador de despesa

O 11 de agosto, data de criação dos cursos jurídicos no Brasil, deveria ser um dia para celebrarmos a Justiça. No entanto, a decisão do STF (RE 848826), na tarde de ontem, que retira dos Tribunais de Contas a competência para julgar as contas de prefeito que age como ordenador de despesas, sela a vitória da injustiça e da impunidade. A decisão representa um imenso retrocesso no controle das contas governamentais e vai na contramão dos esforços populares e suprapartidários de combate à corrupção e de moralidade na gestão dos recursos públicos.

Além de esvaziar, em grande medida, as competências constitucionais dos Tribunais de Contas, no que se refere a aplicação de sanções e determinação de ressarcimento aos Prefeitos que causaram prejuízos ao erário, a decisão do STF fere de morte a Lei da Ficha Limpa, considerando que a rejeição de contas pelos Tribunais, e não pelas Câmaras, constitui o motivo mais relevante para a declaração de inelegibilidades pela Justiça Eleitoral (84%).

Trata-se de uma das maiores derrotas da República brasileira após a redemocratização. Concede-se, na prática, um habeas corpus preventivo aos prefeitosque cometem irregularidades, desvios e corrupção, Os votos proferidos pelos 5 ministros em favor da efetividade da Lei da Ficha Limpa e da competência dos Tribunais de Contas nos estimula a mobilizar toda a sociedade, as demais entidades de controle e os meio de comunicação para corrigirmos esse retrocesso. Não nos resignaremos.

Valdecir Pascoal
Presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE)

Decisão do STF inviabiliza Ficha Limpa e beneficia candidatos com contas rejeitadas

ALDIR

Decisão do STF inviabiliza Ficha Limpa e beneficia candidatos com contas rejeitadas
Deliberação de plenário libera a candidatura de pelo menos 80% dos políticos declarados inelegíveis, nos termos da legislação sancionada em 2010. Entidades ligadas à criação da lei avaliam ofensiva jurídica mais eficaz contra a decisão

Idealizador da Ficha Limpa, Márlon Reis diz ver decisão do STF com “grande pesar”
Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) referendada na sessão da última quarta-feira (10) libera a candidatura de ao menos 80% dos políticos inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa a concorrer as eleições de 2016. Em julgamento conjunto de dois recursos extraordinários (REs 848826 e 729744), ministros entenderam que é exclusividade da Câmara Municipal a competência para julgar as contas de governo e da gestão de prefeitos. De acordo com a deliberação do plenário, cabe ao tribunais de contas apenas auxiliar o Poder Legislativo municipal, emitindo parecer prévio e opinativo, mas que poderá ser derrubado por decisão de dois terços dos vereadores.
As entidades ligadas à criação da Lei da Ficha Limpa começaram a se mobilizar tão logo a sessão do STF foi concluída. Um dos idealizadores da lei e membro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o ex-juiz Márlon Reis avalia que a decisão da Corte é a “de efeito mais drástico” sobre a regra sancionada em 2010. De acordo com o especialista, as instituições estão avaliando a “saída jurídica” mais eficaz para recorrer à questão.
“Estudamos uma maneira de tentar modificar esse entendimento, porque ele não pode ser prevalecido”, destacou ao Congresso em Foco.
Márlon Reis explicou que existe possibilidade de apresentar embargo de declaração ainda no âmbito deste processo. O advogado relata que a decisão foi tomada em uma ação individual, e que o STF pode ser chamado a falar no Controle Concreto de Constitucionalidade. “As entidades não vão desistir. Vamos buscar sensibilizar o Supremo para que esse entendimento seja mudado. Essa não é a palavra final”, destacou.
No primeiro recurso (848826), o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, enfatizou que, pela Constituição, a atribuição para julgar as contas do chefe do Executivo municipal são os vereadores, já que são eles os representantes dos cidadãos. A divergência apresentada por Lewandowski foi seguida pelos ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Marco Aurélio e Celso de Mello. Foram vencidos os votos do relator, ministro Luís Roberto Barroso, e dos ministros que o acompanharam: Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli.
“Grande pesar”
No julgamento do segundo recurso (729744), o ministro-relator, Gilmar Mendes, decidiu ainda que nos casos de omissão da Câmara Municipal, o parecer emitido pelo tribunal de contas em questão não poderá ser utilizado para gerar a inelegibilidade do político nos próximos pleitos eleitorais. O ministro destacou que o dispositivo, segundo a redação dada pela Lei da Ficha Limpa, aponta como inelegíveis aqueles que “tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do artigo 71 da Constituição Federal”.
“Entendo, portanto, que a competência para o julgamento das contas anuais dos prefeitos eleitos pelo povo é do Poder Legislativo (nos termos do artigo 71, inciso I, da Constituição Federal), que é órgão constituído por representantes democraticamente eleitos para averiguar, além da sua adequação orçamentária, sua destinação em prol dos interesses da população ali representada. Seu parecer, nesse caso, é opinativo, não sendo apto a produzir consequências como a inelegibilidade prevista no artigo 1º, I, g, da Lei complementar 64/1990”, afirmou o relator, ressaltando que tal entendimento é adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Márlon Reis contesta: “A norma que trata da inelegibilidade dos políticos que tiveram contas rejeitadas é a que tem mais ampla utilização dentre todas as da Lei da Ficha Limpa. Por isso, vimos com grande pesar a decisão tomada ontem (quarta, 10). Essa decisão amplia o descontrole. É obvio que vereadores não vão julgar tecnicamente as contas. As contas de gestão são contas técnicas, não políticas. Um vereador não pode aprovar contas de um prefeito que não fez licitação quando deveria fazer, por exemplo. Mas o Tribunal de Contas pode dizer: ‘Não, a lei mandava fazer licitação nesse caso’”, detalhou à reportagem. “Foi um grave equívoco cometido pelo STF”, acrescentou.
Abuso de poder
Essa não foi a primeira deliberação do Supremo a beneficiar candidatos com problemas na Justiça Eleitoral. Como este site mostrou em 3 de agosto, o ministro Luís Roberto Barroso rejeitou, em julho, reclamação em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questionava a decisão da Justiça sobre um pedido de “quitação eleitoral” – documento que confirma que o eleitor está em dia com as leis pertinentes. O pedido havia sido aceito e beneficiado o político sul-mato-grossense Nelson Cintra Ribeiro, sem levar em consideração a Lei da Ficha Limpa. Na reclamação (RCL 24224), o procurador argumenta que Nelson foi condenado a inelegibilidade de três anos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS) por abuso de poder político. Entretanto, apesar de os fatos serem referentes ao pleito de 2008, conforme a redação anterior da Lei 64/1990, alterada posteriormente pela Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade atribuída deveria ser de oito anos, e não três, como acatado pelo tribunal.
Na decisão, Barroso afirmou que ainda está em análise no STF a possibilidade de aplicação do prazo de oito anos de inelegibilidade em casos específicos de abuso de poder e em situações anteriores à Lei Complementar 135/2010 (Lei da Ficha Limpa). Apesar da constatação, Janot diz que a decisão do ministro afronta a autoridade do Supremo, verificada nas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) 29 e 30 e da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4578, nas quais, segundo o procurador-geral, o STF entendeu ser possível a aplicação da Lei da Ficha Limpa a fatos anteriores à sua vigência.
À época, Márlon disse à esta reportagem que o próprio Supremo acompanhou o voto do relator sobre a inelegibilidade retroativa, ou seja, referentes a acusações anteriores à validação da lei. Ele enfatizou esperar “que a rigidez inerente à Lei da Ficha Limpa seja preservada” pelos ministros quando a matéria for julgada pelo plenário da Corte. Para Márlon, a reclamação apresentada por Rodrigo Janot é “completamente válida”.
Fonte – Congresso em Foco

 

A rua principal ao bairro de Fátima asfaltada há menos de três meses está quase intrafegável

      ALDIR

A rua é a principal de acesso ao bairro de Fátima, ao lado do hospital Guarás. Há pelo menos uns três meses a prefeitura de São Luís asfaltou a artéria. Foi um serviço tão precário com a utilização de asfalto de péssima qualidade, que o local ficou pior do que era antes. Como o local é de tráfego de veículos pesados como coletivos e caminhões de cargas que se destinam ao mercado do bairro de Fátima, observações que não foram levadas em consideração pela prefeitura de São Luís, o que aliás é uma prática natural dos improvisos feitos pela Semosp, num total desrespeito a população da nossa cidade.

      Como tentativa para ludibriar a população em pleno período de campanha eleitoral, a prefeitura de maneira improvisada vem jogandocamadas asfálticas sobre outras, sem qualquer preparação técnica, tentando influenciar o eleitorado com vistas a que apostem em mais quatro anos de atraso e desmandos.

      Lamentável sob todos os aspectos é que o dinheiro do contribuinte está sendo mal aplicado e a gestão municipal não tem um mínimo de sensibilidade para recuperar um dos mais antigos e histórico cartão postal – a praça João Lisboa, completamente abandonada, tendo apenas um aspecto que se identifica perfeitamente com a atual administração municipal – o relógio parado.

Como bloquear Pokémon Go em firewalls ou redes de empresas

ALDIRAs pessoas estão esquecendo suas prioridades ao mergulharem na caça aos Pokémons, colocando em risco suas necessidades mais básicas.

“Como bloquear Pokémon Go na rede da empresa” é uma pergunta quase surreal. Afinal, porque empresários, administradores e líderes deveriam se preocupar com isso?

As empresas investem para contratar ótimos profissionais, que busquem atingir suas metas e saibam gerenciar seu próprio tempo. Logo, restringir o acesso dos profissionais a qualquer tipo de conteúdo não deveria ser uma preocupação. Eles conhecem suas responsabilidades e irão conseguir manter o trabalho em primeiro plano.

Mas, infelizmente, a realidade tem se mostrado mais dura. As pessoas estão esquecendo suas prioridades ao mergulharem na caça aos Pokémons, colocando em risco suas necessidades mais básicas! Pessoas já foram atropeladas ao atravessar a rua correndo atrás dos bichinhos virtuais!

Então, se o jogo é capaz de se vencer o instinto de autodefesa do ser humano, o que ele fará com a produtividade de uma equipe? Com certeza alguns colaboradores mais fanáticos terão seus resultados afetados.

Mas bloquear Pokémon Go é a solução?

A resposta é não, pois o jogo, baixado no celular, não precisa da rede corporativa para ser jogado. As pessoas usam seus dispositivos pessoais e conexões 3G ou 4G para jogar. Então qualquer tipo de bloqueio no firewall ou na rede corporativa é inútil.

A melhor alternativa é a educação. Instruir o seu time a jogar com parcimônia, de forma a não afetar a produtividade e deixar o julgamento de cada um traçar o seu caminho. Aqueles que exagerarem terão sua produtividade claramente afetada, e, nestes casos, o líder deve ter uma conversa mais direta com esse colaborador, para colocar as coisas no eixo.

Fonte – Migalhas

A responsabilidade de ser pai

Dom Severino Clasen
Bispo de Caçador

 Vivemos tempos diferentes. As grandes mudanças sofridas na sociedade nos últimos anos inquieta muita gente. Há avanços tecnológicos e regressos no cuidado com o ser humano e com a criação. Há conquistas científicas, mas perda da confiabilidade nas instituições, sobretudo políticas. Com a grave crise política a instituição família é a mais afetada. Imposições midiáticas manipulando as consciências humanas, sem escrúpulos, invadindo lares e destruindo a harmonia familiar. A falta de ética nos mais diversos setores da sociedade enfraqueceram a responsabilidade do cuidado pela vida. Diz o Papa Francisco na Exortação pós-sinodal sobre o amor na Família: Diz-se que a nossa sociedade é uma “sociedade sem pais”. Na cultura ocidental, a figura do pai estaria simbolicamente ausente, distorcida, desvanecida. Até a virilidade pareceria posta em questão. Verifica-se uma compreensível confusão, já que, em primeiro momento, isto foi sentido como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e impedimento à emancipação e à autonomia dos jovens. Por vezes, haviaos casos em que no passado reinava o autoritarismo, em certos casos até a prepotência”. Mas, “como acontece muitas vezes, passa-se de um extremo ao outro”. O problema nos nossos dias não parece ser tanto a presença invasora do pai, mas sim a sua ausência, o fato de não estar presente. Por vezes os pais estão tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho ou estão nas próprias realizações individuais que até se esquecem da família. E deixam as crianças e os jovens sozinhos”. A presença paterna e, consequentemente, a sua autoridade são afetas também pelo tempo cada vez maior que se dedica aos meios de comunicação e à tecnologia da distração. Além disso, hoje, a autoridade é olhada com suspeita e os adultos são duramente postos em discussão. Eles próprios abandonam as certezas e, por isso, não dão orientações seguras e bem fundamentadas a seus filhos. Não é saudável que sejam invertidas as funções entre pais e filhos: prejudica o processo adequado de amadurecimento pelo qual as crianças precisam passar e nega-lhes um amor capaz de orientá-las e que as ajude a maturar. ((AL n. 176).

Esta reflexão quer reconhecer a dignidade do “ser pai” e sua importância incondicional para uma família equilibrada e justa. O cuidado, valor evangélico, fortalece no homem o dom de ser pai. A sua presença junto à família, é uma âncora que sustenta e conduz para a felicidade. O retorno aos conselhos evangélicos, do amor, da paz e da justiça, se tornam os meios eficazes para que os pais se sintam seguro junto à família.

Quero felicitar a todos os pais pelo seu dia, e lembrar a linda passagem do Filho Pródigo, em Lucas 15, 11-32, na qual o pai, tomado pela ternura paterna, repleto de amor, coberto de responsabilidade, envolvido de misericórdia, olha distante, na espera do filho desaparecido. O filho sempre é uma figura enigmática, ou perto, ou distante e tantas vezes tão perto e tão distante, mas nunca distante do olhar esperançoso do pai misericordioso. Pai que tem no coração os sentimentos de compaixão, sempre quer o abraço do filho. O abraço vai além. Põe anéis, símbolo da aliança do verdadeiro amor e pertença. Põe chinelos nos pés, pois sempre está pronto para ir ao encontro do filho. Veste roupa nova, porque sempre quer o conforto do sentir-se em casa, seguro, amado, confortável e integrado. O olhar forte do pai não censura o filho, simplesmente acolhe e recolhe para a festa da vida, no seio do lar, com a música da alegria e do regozijo. O pai que está sentado, olhando no horizonte distante, na espera do filho, é a figura de Deus Pai sempre pronto para perdoar, para acolher, para abençoar, para iluminar, para fortalecer, para construir sonhos, para brilhar na mente e no coração da gente.

Deus Pai te abençoe pai, pelo dia dos pais.

Fonte – CNBB Nacional

Família e paternidade

Dom José Gislon

Bispo de Erexim

É com alegria que lembramos no mês vocacional o dia dos pais, essa pessoa importante para o crescimento da vida pessoal e na formação da família. Hoje também iniciamos a semana da família, berço de todas as vocações, por isso convido a cada um a agradecer ao Senhor pela sua família.

Na Exortação Apostólica Pós-Sinodal – AmorisLaetitia –  (sobre “O Amor em Família”), o Papa Francisco recorda que “o bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja. Fiéis ao ensinamento de Cristo, olhamos a realidade atual da família em toda a sua complexidade, nas suas luzes e sombras (…). Como cristãos, não podemos renunciar a propor o matrimônio, para não contradizer a sensibilidade atual, para estar na moda, ou por sentimentos de inferioridade face ao descalabro moral e humano; estaríamos privando o mundo dos valores que podemos e devemos oferecer”.

Mesmo com todas as inquietações do momento histórico, a família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa proteger. Toda instituição, seja de caráter religioso ou civil, tem sua responsabilidade na defesa e proteção da família, que envolve vidas e pessoas. Porque é a família a nossa primeira escola, onde recebemos as primeiras lições para a vida e o convívio na sociedade. “Uma família em risco perde a capacidade de reação para ajudar seus membros, e a violência na família é escola de ressentimento e ódio nas relações humanas básicas”.

Na sua ação evangelizadora, a Igreja deve ser a Mãe que acolhe os filhos com ternura, e leva a misericórdia de Deus às famílias, também àquelas que vivem nas realidades mais difíceis e sofridas. Lembrando que “a família e o matrimônio foram redimidos por Cristo (cf. Ef5,21,32), restaurados à imagem da Santíssima Trindade, mistério de onde brota todo o amor verdadeiro… O matrimonio e a família recebem de Cristo, através da Igreja, a graça necessária para testemunhar o amor de Deus e viver a vida de comunhão. O Evangelho da família atravessa a história do mundo desde a criação do homem à imagem e semelhança de Deus até a realização do mistério da Aliança em Cristo no fim dos séculos com as núpcias do Cordeiro (cf. Ap 19,9)”.

Fonte – CNBB Nacional

SÃO LUÍS – CIDADE BELA E ACOLHEDORA CARENTE DE ARBORIZAÇÃO

*José Olívio Cardoso RosaALDIR

Que bela Cidade,

São Luís do Maranhão,

E também acolhedora

Com aqueles que a visitam

Beleza por todo lado

Desde a fonte do Bispo

Aos velhos casarões azulejados

De um povo generoso,

Com Boa percepção

Deixando passar o tempo

Sem mantê-la intacta

Aquela prestimosa arborização.

 

Como dá gosto de sevê

Nossas praias e sobradões

Todos azulejados,

Da época Imperial

Vindo todo esse acervo

De Lisboa Portugal

Louvamos todas as bravatas

Por tudo que aqui se fez.

Cantada pelos poetas

Todos eles imortais.

 

As cantatas Natalinas

Que até hoje preservamos

As estátuas dos poetas

E escritores Ludovicences,

Quer seja Enéas ou ebúrneas,

Todas bem preservadas

Que até hoje nos encanta

Com essa beleza sonhada

Ora concretizada.

 

Ah!,minha Cidade tão bela

Faltando-lhe com exatidão

Aqueles arvoredos tão lindos

Que compõem a sua história

Porém ficou na memória

Por não haver preservação.

 

E o que pensam os dirigentes

DessaCidade tão Bela

Desprovida de arvoredos

Posso até lhes afirmar

Que é uma Cidade sem alma

Sem flores, sem frutos

Sem passarada, com um futuro ameaçador

Em alguns bairros e tão quente,

Que até parece um vapor.

 

Terra de belas penas

Com contos tão magistrais

De contistas tão perfeitos

Sem deixar nada para trás

E até mesmo a desejar

Dos escritores Europeus

Que enriqueceram nossos anais

De uma forma tão bonita

Pois vale, o que está escrito

Tudo fica registrado, presente,

Futuro e passado.

 

Houve por partes deles

Escrever para as gerações

Presente, futura, afirmo assim

Sim senhor,

Pois se houve qualquer omissão

Não foi da geração passada

E sim de nossa geração.

 

Que até agora assiste

Sem qualquer inquietação

Faço aqui uma ressalva

Com raríssimaexceções.

 

A cidade arborizada

Recompõe sua paisagem

Com sombras por todo lado

E o Rei Sol insistente

Se sente acovardado.

 

Por isso tudo que disse

Vale-nos a pena a lição

Persistência antes de tudo

Irmanadas com a mansidão

Paciência e disciplina

Deus nos ajude irmãos

A conservar nossa bela Cidade

São Luís do Maranhão.

Sempre onipresente

Que mora no coração da gente.

 

*José Olívio de Sá Cardoso Rosa é advogado, poeta e escritor.

 

 

 

 

 

Governo do Estado inaugura escola em comunidade quilombola de Codó sem estar equipada e ela não funciona prejudicando estudantes

Escola inaugurada em comunidade quilombola não funciona e o povo se sente enganado pelo Governo do Estado.
Escola inaugurada em comunidade quilombola não funciona e o povo se sente enganado pelo Governo do Estado.

Um grupo de 50 lideranças comunitárias pretende vir a São Luís cobrar do secretário Felipe Camarão, que honre o compromisso com o Conselho Comunitário Rural, de equipar a unidade escolar e a coloque imediatamente em funcionamento para evitar maiores prejuízos para os estudantes. Lideranças desconfiam que haja interesse político para que a escola não funcione, daí que eles pretendem denunciar o problema diretamente a Procuradoria Geral de Justiça.

Já cansados de esperar pelas promessas da Secretaria de Estado da Educação – SEDUC, do Governo do Maranhão, o Conselho Comunitário Rural – CCR, que integra atualmente 25 associações comunitárias, reuniu dia 09 de julho de 2016, na Comunidade de Matões dos Moreiras e lá mais uma vez elaborou um ofício que foi entregue ao Secretário da SEDUC, Felipe Camarão durante a reinauguração do Centro Quilombola de Formação por Alternância Ana Moreira – CEQFAAM, e posteriormente ao Secretário da Secretaria de Estado da Igualdade Racial – SEIR Sr. Gerson Pinheiro. Assim como as demais vezes, as comunidades não estiveram nem uma resposta das solicitações.

Pais, estudantes e os demais que participaram da reinauguração do prédio, estranharam o evento por não está a escola equipada, a não ser umas velhas cadeiras de madeiras (algumas já quebradas), que colocaram nas salas de aula, uma grande falta de respeito para com a população campesina. De equipamentos só isso e nada mais.

Prometeram por ocasião da reinauguração (09/07/16) iniciar o ano letivo dia 1º de agosto e até o momento, não equiparam a escola e nem contrataram os funcionários, o que está causando grande indignação dos que necessitam daquela escola para estudar ou formar seus filhos. Para piorar a situação, nem se quer as respostas aos ofícios enviados (que já foram tantos), ainda não deram satisfação nem uma às comunidades.

Com tudo, o CCR, convidou a Gestora da URE de Codó, Profª Fátima Falcão, o Supervisor da Supervisão de Educação Escolar Quilombola e de Educação para as Relações Étnico- Raciais – SUPEQERER/SEDUC, Professor Rodrigo Jansen e o Secretário da SEIR para um Seminário de Educação do Campo/Quilombola promovido pelo CCR. Daí foi também solicitado a URE a permissão para que o mesmo fosse realizado dia 04/08/16 no prédio do CEQFAAM, além da ausência de todos os convidados do governo do Estado, o prédio não foi liberado, às comunidades presentes teve que realizar o Seminário debaixo das árvores. Deste participaram 60 pessoas de 15 comunidades da região e da Região São Benedito dos Colocados.

Como encaminhamento, foi decidido no seminário que um grupo de pais, estudantes, egressos, lideranças comunitárias e representantes de entidades que apóia a causa, está indo num grupo de 50 pessoas à SEDUC para reunir com o Secretário Profº Felipe Camarão, dia 10 de agosto (na próxima quarta-feira), sendo que o ônibus será fretado pelas próprias comunidades para que não haja interferência política no movimento. O grupo promete permanecer na SEDUC até as providências tomadas.

Fonte – Conselho Comunitário Rural de Codó

A Lei Maria da Penha precisa zelar mais pela dignidade humana das mulheres e acabar as medidas protetivas ineficazes

Sem título

A bibliotecária e bacharel em direito Marilia Mendonça é uma pessoa que é detentora de sentimentos muitos fortes de solidariedade, fraternidade e humanismo para com o seu próximo. Ela defende a educação com formação das pessoas para a cidadania e registra que antes de se falar em direitos, se torna necessário que a cidadania priorize os deveres. Há muitos anos, independente de ser politica ou não, Marilia Mendonça nunca abandonou a luta de contribuir para a construção de consciências criticas, onde esteja. No Detran, onde foi diretora administrativa foi criticada e bastante boicotada pela presidência do órgão por se recusar a tratar de maneira indigna os servidores da instituição e deixou bem claro, que jamais iria ferir os seus princípios e valores para atender interesses escusos de quem que que seja.

Marilia Mendonça entende que a Lei Maria da Penha ganhou avanços, mas precisa de muito mais. Deveria haver uma sintonia integrada entre todos os segmentos institucionais que tratam diretamente com a mulher vítima da violência, para que ela seja realmente protegida e evitarmos os números casos delas serem assassinadas mesmo com as tais medidas protetivas. A ex-vereadora manifesta preocupação sobre a questão do acompanhamento social e psicológico dos filhos, que merecem atenção bem maior e constante.

Infelizmente, dentro da sociedade se tem dado destaque para a violência contra a mulher, apenas os casos de agressões físicas. Tem muita agressão verbal mais dolorosa do que a pancada e ainda temos outro tipo de agressão em que quase não se fala, a do estupro que ocorrem entre casais e que infelizmente destroem a dignidade interior das mulheres. Marilia Mendonça destaca, que a Lei Maria da Penha ganha avanços, mas necessário se torna que as vítimas sejam ouvidas pelos legisladores que podem contribuir torna-la bem contundente, afirmou.