Cobrança em cursos de pós-graduação em instituições públicas pode chegar ao fim

ufgA cobrança de cursos de pós-graduação latu sensu, que envolvem especializações e MBA (Master Business Administration), é recorrente nas universidades públicas de todo o país. Atualmente, algumas sentenças isoladas da justiça da primeira instância ou de tribunais federais já vêm se apresentando contrárias à exigência de mensalidade para oferta desses cursos. Após cinco anos de espera processual, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai se posicionar, em definitivo, sobre a constitucionalidade dessa cobrança.

A partir da decisão do STF deverá ser criada uma regra geral sobre o tema com alcance para todas as universidades públicas brasileiras. Recentemente, um estudante do curso de especialização em Direito e Processo do Trabalho entrou com uma ação na 8.ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás contra a cobrança imposta pela Universidade Federal de Goiás (UFG). A Instituição declarou a inexistência de verba específica para o funcionamento do programa de pós-graduação, razão pela qual alegou a necessidade da participação financeira dos alunos interessados para a sua realização. No entanto, a 6.ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região negou provimento à apelação da universidade contra sentença que impedia a instituição de cobrar por cursos de pós-graduação. Este não é um caso isolado visto que, em diferentes momentos, a cobrança de mensalidade para a realização de tais cursos, em instituições públicas de ensino superior de diversos estados, já foi contestada. Os cursos de pós-graduação, muitas vezes, são ofertados através de parcerias com entidades privadas, o que dá margem para a cobrança de taxas.

O Ministério Público Federal ressalta, que está expresso na Constituição a proibição da cobrança de quaisquer encargos relativos ao ensino por parte de estabelecimentos oficiais. “É justamente para garantir a gratuidade de ensino que as universidades federais dispõem de personalidade jurídica, orçamento e patrimônio próprios. Ora, se a verba orçamentária que o Governo Federal destina às universidades é insuficiente, não cabe subvencioná-las às custas do patrimônio dos alunos”, afirma o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em seu posicionamento na ação.

A alegação das universidades em geral é que a cobrança feita atualmente é legal e institucionalizada, tendo em vista a existência de uma regulamentação interna aprovada pela reitoria e por outros órgãos colegiados da instituição.

O julgamento do caso no STF aguarda o posicionamento do ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal já havia se posicionado frente à importância do tema, considerado de repercussão geral, ou seja, “atende a critérios de relevância jurídica, política, social ou econômica”, segundo a matéria publicada no portal IG. Depois do relatório feito pelo ministro, o tema será levado ao plenário da corte.

Edição: Andes-SN

 

Flip: fala-se de ditadura porque a polícia ainda mata e tortura, diz Ivo Herzog

O escritor Marcelo Rubens Paiva e o engenheiro Ivo Herzog defenderam, durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), a educação em direitos humanos e o exercício da memória sobre os momentos de chumbo da ditadura brasileira para que nenhum filho perca o pai prematuramente vítima da violência no país.

“Essa não é uma conversa do passado, porque a polícia continua matando e torturando”, disse Ivo. “Precisamos que haja a revisão da Lei de Anistia para acabar com o DNA de impunidade da polícia. Seis jornalistas já foram assassinados no Brasil somente neste ano e o Brasil é o quarto país em que mais se mata jornalistas”.

Para Marcelo Rubens Paiva, a ignorância de jovens e de confusão evidenciada nas redes sociais em relação à ditadura mostra que a divulgação sobre o que ocorreu nesse período deve ser intensa e contínua. “Vemos jovens pedindo a volta da ditadura. Precisamos urgentemente repensar esse material didático que está sendo ensinado”, disse.

Marcelo fez uma analogia à morte do pai com a do assistente de pedreiro Amarildo, desaparecido desde julho do ano passado após ser levado de casa por policiais militares na Rocinha, favela da zona sul do Rio de Janeiro. “Amarildo tinha cinco filhos, meu pai tinha cinco filhos, Amarildo foi levado de casa, meu pai também. O corpo do Amarildo foi levado de madrugada por uma viatura militar, assim como meu pais. Meu pai não tinha nenhuma acusação contra ele e o Amarildo também não. A morte dele foi determinada por um major, assim como o meu. O Brasil continua o mesmo”, disse Marcelo.

Marcelo Rubens Paiva e Ivo Herzog participaram ontem (1º) da mesa “Em Nome do Pai” no circuito alternativo da Flip e que reuniu os filhos de duas vítimas célebres da ditadura, Rubens Paiva e Vladimir Herzog. O mediador foi Zuenir Ventura.

“Temos no nosso DNA a responsabilidade de estar sempre lembrando o que foi a ditadura,” declarou Marcelo, que tinha 11 anos quando o pai, Rubens Paiva, deputado cassado pela ditadura, foi levado pela polícia de sua casa no Leblon, zona sul do Rio, em 1971. “Meu pai recebeu um telefonema e em meia hora invadiram nossa casa com metralhadoras. Acharam que era um aparelho [de resistência à ditadura] e descobriram que era uma casa de classe média com pais, cinco filhos e uma babá. Meu pai foi levado e militares ficaram na casa e quem chegava era preso. O namoradinho de uma irmã que tinha 15 anos foi preso, um amigo que foi fazer trabalho de grupo com minha outra irmã foi preso”.

Convênio para implantar Rádio e TV Câmara

pereira

Vereador Isaías Pereirinha anunciou hoje o convênio

Durante a sessão solene de abertura do 4º período legislativo da 18ª legislatura da Câmara Municipal de São Luís, nesta segunda-feira, (04), o presidente da Casa, vereador Antonio Isaias Pereirinha (PSL), anunciou que o convênio para a implantação da Rádio e TV Câmara em parceria com a Assembléia Legislativa “já está pronto para ser assinado, e falta apenas marcar uma data para viabilizarmos essa parceria”. Ele também conclamou todos os vereadores a desenvolverem um esforço concentrado “para que nos façamos presentes as sessões, de modo a não prejudicar apreciação de nenhuma matéria, principalmente as que vão aos anseios da sociedade”.

A afirmação foi feita após o vereador Francisco Chaguinhas (PSB) ter usado a palavra defendendo “um marco regulatório para que possamos ter a nossa Rádio Câmara, pois dessa forma passaremos a ter um diálogo frontal com a sociedade, que não sabe dos debates que se travam aqui nessa Casa e das ações nossa, dos vereadores”. Para ele, o novo veículo de comunicação irá tirar vereadores da situação de refém de alguns órgãos de imprensa.

Após ter pedido a prestação de homenagem póstuma com um minuto de silêncio para os falecidos jornalista e professor Arimathea Athayde, primeiro secretário de Comunicação do Governo do Maranhão; Arnaldo Miranda, ex-diretor financeiro do Legislativo Ludovicense, e ao funcionário público Anastácio, servidor da imprensa oficial do município, o vereador José Joaquim (PSDB) fez um pronunciamento de boas vindas a todos, enaltecendo a história da Câmara Municipal de São Luís e aqueles que por lá passaram, além de desejar sucesso aos oito colegas de parlamento que irão disputar mandato nas eleições de outubro.

Ainda se manifestaram os vereadores Josué Pinheiro (PSDC) e Osmar Filho (PSB) fazendo saudação aos seus colegas. Também utilizaram a palavra o secretário Municipal de Governo Rodrigo Marques, representando o prefeito Edivaldo Holanda Junior, e o diretor da Assembleia Legislativa, Ivan Sarney, em nome do presidente do Legislativo estadual, deputado Arnaldo Melo

 Superintendência de Comunicação da Câmara

 

Piloto do acidente em Balsas se envolveu em quedas aéreas antes

O piloto Delano Martins Coelho, 36 anos de idade, que morreu neste domingo no acidente aéreo na cidade de Balsas, Maranhão, se envolveu em três desastres aéreos nos últimos cinco anos. Piauiense, Delano morreu na queda do avião monomotor que caiu em cima de uma residência na cidade de Balsas. Outras quatro pessoas morreram no local, entre elas a noiva de Delano Coelho.

>> Polícia do Maranhão identifica vítimas de acidente aéreo

Somente em fevereiro deste ano, Delano Coelho, registrou dois acidentes. Um deles matou uma menina de oito anos de idade, Thaiane Feitosa de Brito, no município de Araguaína, no Tocantins. O comandante da aeronave também saiu ferido no acidente.

Este acidente ocorreu no dia 20 de fevereiro. Coelho não conseguiu evitar que o avião caísse menos de três minutos depois de decolar do aeroporto daquela cidade. Outras duas pessoas tiveram ferimentos no desastre em Tocantins.

Na ocasião, o piloto ainda chegou a ser agredido por populares, mas foi socorrido pela polícia. No hospital, Delano foi preso por homicídio culposo e lesão corporal. Ele foi solto após pagamento de fiança.

Delano Coelho ainda foi notícia em junho de 2011 no Piauí, após ser acusado de fazer uma manobra arriscada. Ele pousou a aeronave que pilotava, um monomotor Romeu Papa Fox, em uma avenida de Parnaíba, a cerca de 3 km do aeroporto da cidade.

Em 2009, o piloto piauiense fez um pouso forçado no município de Água Branca, 98 km ao sul de Teresina, capital do Piauí. Supostamente com problemas na bomba de combustível, a aeronave aterrissou no km 447 da BR-343.Na ocasião de cinco anos atrás, só o piloto estava no bimotor e nada grave aconteceu com ele.

Sindspem acusa a Sejap pelas deficiências nas escoltas e pede investigação transparente para que a realidade seja mostrada

SindsepA diretoria do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão – Sindspem, com a responsabilidade de esclarecer todos os fatos que deram origem ao tiroteio ocorrido no Fórum do Tribunal de Justiça, do qual resultou como vítimas, um preso que tinha ido prestar depoimento na Quarta Vara Criminal e um policial civil.Antonio Benigno Portela, diz que dirigentes de entidades estão dando informações sobre o fato, sem o devido conhecimento da realidade e muitas visam atingir deliberadamente uma categoria que tem sido altamente prejudicada e vítima de acusações perversas, que jamais foram provadas, partindo da governadora Roseana Sarney, passando pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária e de um juiz da Vara das Execuções Penais.

        Como presidente da entidade de classe, Portela conversou com agentes que conduziram presos para prestar depoimento na manhã de ontem no fórum da capital. Eram quatro detentos com audiências praticamente nos mesmos horários, sendo todos conduzidos em uma viatura com a escolta de quatro agentes penitenciários por deficiências de total conhecimento da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, estabelecendo-se a paridade de um preso para cada agente, quando a recomendação é de dois agentes para cada detento e no caso dele ser de alta periculosidade, um número maior.

        Portela registrou que as distorções são muitas em razão dos constantes equívocos da administração do sistema, que acabam criando problemas como o de ontem. A escolta era feita pelo GEOP, uma espécie de grupo de elite do Sistema Penitenciário, altamente treinado para a condução de detentos para audiências nas quatro comarcas da capital e do interior. Por questões nunca esclarecidas, a direção da Sejap decidiu retirar agentes penitenciários dos serviços internos das unidades prisionais colocando-os para a escolta e o GEOP dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Hoje são 22 agentes penitenciários para atender as escoltas das Comarcas da Região Metropolitana e algumas no interior. O serviço é bastante deficiente e coloca em risco todos os dias a vida dos agentes penitenciários. Não há viaturas de apoio e no caso de um ataque para resgate de presos no trajeto para os fóruns, os agentes podemser mortos, daí os constantes riscos em qualquer ponto da cidade. No caso do fato registrado no Fórum do Tribunal de Justiça, ocorreu exatamente quando o juiz determinou que fosse retirada uma das algemas do preso, quando havia apenas um agente, que abri-la foi golpeado pelo preso, desarmado e ameaçado. O agente temendo pela sua vida e dos demais presentes pediu para ele ir embora. Quando saiu da sala da audiência, deparou-se com outro agente penitenciário que vinha auxiliar o colega para a condução do elemento para a viatura policial, sendo desarmado e logo em seguida deparou-se com um policial civil, que felizmente estava armado e a partir dali houve o tiroteio, que graças a Deus não atingiu ninguém que estava no fórum, com exceção do agente policial civil e o próprio detento.

          O dirigente do Sindspem , entende ser bem pertinente a instauração de procedimentos para a apuração dos fatos tanto pelo Fórum do Tribunal de Justiça, Associação dos Magistrados e Associação do Ministério Público, talvez assim todos eles venham a conhecer a total realidade do Sistema Penitenciário do Maranhão. O que aconteceu dentro do fórum foi apenas mais um reflexo de uma realidade séria e grave, que se tenta camuflar.O que o Sindicato dos Agentes Penitenciários discorda plenamente são as inúmeras tentativas de se querer responsabilizar os seus associados, levando-se em conta se houver uma avaliação de juízo de valor, o problema foi tão grave quanto ao caso de um juiz do Estado do Tocantins, que invadiu o Fórum com arma de fogo para tentar contra a vida de um servidor da instituição, afirmou Antonio Benigno Portela.

Promotor de Justiça foi vitima da violência que domina o Complexo Penitenciário de Pedrinhas

           promotorO promotor de justiça Pedro Lino da Silva Curvelo é um dos poucos fiscais da lei, que inspeciona as unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e conhece a realidade desumana em que vive a população carcerária e a verdadeira esculhambação que é, e o riscos a que estão expostos os servidores públicos e o pessoal terceirizado que prestam serviços. Por sucessivas vezes ele já solicitou providências à direção da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, quanto as necessárias melhorias para minorar o sofrimento dos presos, principalmente dos riscos que representam centenas de detentos fora das celas, mas infelizmente a Sejap não encara com a devida responsabilidade as solicitações. Mesmo diante da inoperância e do desrespeito, não se entende o que impede o promotor de justiça a adotar providências com o ajuizamento de ações no judiciário, com as mazelas acentuadas que dominam um sistema corroído pela podridão da corrupção e com uma escola que transforma bandidos em monstros.

            A violência de que foi vitima o promotor de justiça Pedro Lino da Silva Curvelo, com agressões verbais e ameaças de morte, não podem de maneira alguma ser deixadas de lado e precisam ser apuradas rigorosamente. Para se ter a ideia da dimensão da violência, o preso não satisfeito com as suas palavras, jogou café contra o promotor. Muito oportuno será se comissões da Procuradoria Geral de Justiça e da Associação do Ministério Público façam uma averiguação de perto em todas as unidades prisionais do Complexo de Pedrinhas para se certificar do considerável número de presos que estão fora das celas e dos riscos que representam até para a prática de barbáries. Infelizmente, a falência do Sistema Penitenciário do Maranhão é uma realidade e ele agoniza para a morte. A única coisa que tem prosperado dentro do sistema carcerário é a corrupção deslavada com contratos milionários com empresas aliadas do Palácio dos Leões, para a prestação de serviços terceirizados.

Começam nas campanhas as corrupções que tanto o Brasil tenta debelar

Jornal do Brasil
É vergonhoso um país que anuncia um crescimento de 0,98%, o que significa quase um processo de estagflação, que só não é mais violento em razão da inflação ser pequena.
Mas esta inflação não é enfrentada pelas classes média e favorecida. A inflação destas classes tem se mostrado acima, com reajustes em serviços e produtos bem acima da inflação oficial.
Mas a vergonha não para por aí. É vergonhoso também que o cidadão brasileiro, no caso o fluminense, assista a uma eleição em que alguns candidatos ostensivamente promovem uma campanha miliardária que nenhum tempo de mandato, com mandato honesto, poderá ser capaz de ressarcir.
O JB sugere ao Ministério Público, ao Tribunal Regional Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral que avalie o custo de campanha de determinados candidatos. A conclusão é que é impossível esse gasto com a receita declarada pelo candidato ou mesmo com a ajuda que ele declara receber. Se o MP, o TSE e o TRE escolherem em cada estado uns 10 candidatos de todos os níveis em eleições proporcionais, os candidatos ao Senado e os próprios candidatos ao governo, jamais encontrarão relação entre gastos e a declaração do que gastou ou do que vai gastar.
A Receita Federal deveria ser instada a atuar imediatamente.Começam nas campanhas as grandes corrupções que tanto o Brasil tenta debelar.

 

Plenária da CUT aprova luta pela democratização do judiciário

Por: Iracema Corso

Lideranças sindicais presentes na 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores aprovaram a necessidade de lutar pela democratização do Poder Judiciário no Brasil, a exemplo do que já acontece na Argentina e Venezuela.

Com esta ação a CUT se destaca como a primeira central sindical brasileira a questionar a falta de representantes eleitos pelo povo em qualquer instância do Poder Judiciário. Na atual conjuntura não há representação popular nem na escolha dos membros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que serve para fiscalizar o Judiciário. Inclusive o presidente do CNJ é o mesmo presidente do Supremo Tribunal Federal, o que, por questões óbvias, acaba por impor limites a esta fiscalização.

A democratização defendida pelos representantes sindicais visa o fortalecimento do Judiciário enquanto política pública, que garanta o acesso amplo e democrático da população aos serviços, a participação social nos mecanismos de controle e a regionalização do Conselho Nacional de Justiça, com participação da classe trabalhadora em sua composição.

Democratizar o Judiciário, em sentido amplo, é uma meta que também alcança a democratização e ampliação da Defensoria Pública e Ministério Público na perspectiva de garantir o acesso e os direitos já conquistados pela classe trabalhadora.

Na Plenária estadual realizada há três meses em Sergipe, os trabalhadores presentes avaliaram que a falta de controle social sobre o Poder Judiciário acabou por configurar um cenário desfavorável à população brasileira, na ocasião em que o Poder Judiciário serve de instrumento das elites e da direita deste país e criminaliza as lutas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. “Urge a necessidade de se construir um Poder Judiciário mais democrático, que amplie a participação da classe trabalhadora no controle social do órgão, na composição do Conselho Nacional de Justiça, no processo de escolha dos mandatos de desembargadores e ministros nos Tribunais (Tribunais de Justiça Estaduais e Tribunais Superiores), assim como a limitação do tempo do mandato”, avaliaram as lideranças presentes em texto que acaba de ser aprovado na Plenária Nacional.

Sobre Padres Exorcistas

cruzO Catecismo da Igreja Católica nos ensina o que devemos proceder com prudência e distinguir antes da celebração de qualquer exorcismo

Durante os vinte e oito anos do governo pastoral de Dom Paulo Evaristo Arns, hoje arcebispo emérito, houve um só padre com mandato: Frei Gilberto da Silva Gorgulho, frade dominicano (recentemente falecido). Mas sempre houve padres que se diziam exorcistas. Eu mesmo conheci dois: Um no Belenzinho (padre Miguel) e outro no bairro do Tatuapé (padre verbita alemão). Ainda havia outros ao redor da cidade de São Paulo fazendo as coisas no paralelo. O curioso é que estes e os atuais não seguem o ritual tal qual manda a igreja e muitas vezes não tem os requisitos para exercer tal função. É mais para aparecer na televisão do que para enfrentar o mal e ajudarterapeuticamente as pessoas.

“De holofotes, só mesmo o capeta é que gosta!”

Do ritual da Igreja Católica está bem escrito na página 6 que: “quem vai exercer o ministério de exorcista, não transforme a celebração em espetáculo, proíbe a divulgação dos meios de comunicação e exorta a consultar peritos em ciências médica e psiquiátrica que tenham senso das coisas espirituais”.

E ainda no Ritual de Exorcismos, página 17: “o ministério de exorcizar os atormentados é concedido por peculiar e expressa licença do Ordinário local que, normalmente, será o Bispo diocesano (CIC canon 1172). Essa licença só deve ser concedida a um sacerdote que se distinga pela piedade, ciência, prudência e integridade de vida e especificamente preparado para esta função.

E na mesma página 17: “.. o sacerdote tenha a necessária e máxima circunspecção e prudência.

Este Ritual Romano renovado por decreto do Concilio Vaticano II foi promulgado por autoridade do papa João Paulo II – Ritual de Exorcismos e outras súplicas – tradução portuguesa – São Paulo: Editora Paulus, 2a.edição, 2008., promulgado por Cardeal Geraldo Majella Agnelo e apresentação de Dom Manuel João Francisco, bispo de Chapecó e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, da CNBB.

O que foi mostrado no programa da TV Globo é característico de histeria coletiva! Uma patologia psiquiátrica convencional e de tratamento terapêutico cientifico. Parecia ser mais sugestão dos clérigos em suas igrejas ou templos, transformados em espetáculo. Em vez de ajudar criaram mais doentes e doenças. Não houve nenhum exorcismo. Foi só espetáculo. Nos dois casos mais longos permitiu-se inclusive imagens da televisão o que é terminantemente proibido.

Resumindo: nenhum dos sacerdotes citados seguiu nenhuma norma do ritual que dizem conhecer e até ter feito curso em Roma.

Os padres não pediram avaliações prévias de peritos. Um deles usou uma língua estranha. Isto é muito estranho. Que os bispos permitam isto é mais estranho ainda. Seria bom que agora se pronunciassem depois que o caldo entornou. Lembro que não é preciso fazer curso nenhum no Vaticano para este ministério. O que precisa é bom senso e vida de fé profunda.

Não me pareceu que os padres Lauro e Vanilson sejam doutores em Teologia. Será que fizeram teologia? Quanto ao sacerdote do Rio de Janeiro chegou a divulgar o diário da mulher que se disse possuída, o que rigorosamente proibido. Rompeu com o sigilo. Isto é impressionante! Tudo se transformou em um verdadeiro circo. Do jeito que o diabo gosta! O patético ficou por conta de um borrifador de água benta para plantas:virou superstição em torno dos chamados objetos necessários para o exorcismo. Tornou-se paganismo barato. Fizeram parecer necessário tudo o que o ritual pede que se evite. A matéria foi popular. Já a catequese foi péssima e prestou um desserviço à evangelização e à lucidez teológica. Voltamos ao menos cem anos atrás. Um diálogo de surdos fazendo psicólogos e psiquiatras ficarem do outro lado quando o ritual é explícito em dizer que eles/elas são os primeiros a serem consultados e não os últimos nem os concorrentes. Nada deve ser feito antes de médicos, psiquiatras e cientistas das áreas humanas se pronunciarem. Como o povo anda doente da mente nas metrópoles com tantas violências e pressão, certamente irá crescer a demanda e os padres que gostam de aparecer terão nisto um prato cheio. Deus nos proteja.

Não podemos cair no grave erro do satanismo, que vê a presença do Maligno em toda parte e submete as pessoas à psicose do medo irracional. É claro que sabemos e cremos que o Maligno existe e faz pessoas sofrer. Mas livra-las do Mal é tarefa de todos e não de alguns e é algo muito santo e profundo, não show.

Agora todo mundo vai correr atrás do kit anti-capeta em lugar de orar mais, buscar ser irmão e ler a Palavra de Deus. Caímos no paganismo vulgar.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina o que devemos proceder com prudência e distinguir antes da celebração de qualquer exorcismo, se ele é de fato maligno ou uma doença.

O que é o mais importante na liturgia terapêutica da Igreja é que o rito do exorcismo “manifeste a fé da Igreja e ninguém possa considerá-lo uma ação mágica ou supersticiosa”. É exatamente o que não podia que foi mostrado e “vendido” para todos os que assistem ao Fantástico. Foi um fantástico show de superstição e estrelismos. Prudência dos padres foi zero. E a discrição pior que zero. Isso porque está escrito claramente na página 19 da introdução geral do Ritual: “Enquanto se faz o exorcismo, DE FORMA ALGUMA se dê espaço a QUALQUER meio de comunicação social e até, antes de fazer o exorcismo e depois de feito, o exorcista e os presentes NÃO DIVULGUEM A NOTICIA, OBSERVANDO A NECESSÁRIA DISCRIÇÃO.”

E na pagina 21 do rito, número 33: “Se for possível, o exorcismo seja feito num oratório ou em outro lugar adequado, SEPARADO DA MULTIDÃO, onde sobressaia a imagem do crucifixo. No local deve haver também uma imagem da Bem-aventurada Virgem Maria”.

Pergunto eu, com todos os meus pecados e pelejando contra o mal: Por que nada foi dito sobre a oração e o jejum dos três padres exorcistas? Só muito jejum do sacerdote pode torna-lo capaz de enfrentar o mal. E todos que foram às Igrejas fizeram jejum de quantas horas? E lhes foi pedido discrição e silêncio? Ou fazem propaganda para que haja sempre mais possessos e espetáculo?

Aqui está o Cânon 1172 — Ninguém pode legitimamente exorcizar os possessos, a não ser com licença especial e expressa do Ordinário do lugar. § 2Esta licença somente seja concedida pelo Ordinário do lugar a um presbítero dotado de piedade, ciência, prudência e integridade de vida”.

Resumindo: É muito duro ser exorcista. Primeiro tem que ser santo. Falar mais do amor de Deus que da maldade do capeta. Isto raramente aparece na Rede Globo.

Fernando Altemeyer Júnior,é  teólogo, doutor em ciências sociais, professor nas Faculdades Claretianas, na UNISAL, na EDT e na PUC-SP.

Exame de sangue ajuda a prever risco de suicídio

O teste mostrou 80% de precisão, sendo que esse número passa para 96% quando são analisados osjovens

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, descobriram uma forma de prever chances de alguém cometer suicídio por meio do exame de sangue. A chave da questão está na quantidade e em alterações de um gene chamado SKA2. Os dados são do jornal Daily Mail.

O gene SKA2 fica no córtex pré-frontal do cérebro, uma área envolvida na inibição de pensamentos negativos e no controle de comportamento impulsivo. No entanto, se não houver quantidade suficiente ou alterações no gene, o receptor do hormônio do estresse (cortisol) não pode suprimir a sua liberação no cérebro, o que levaria a pensamentos suicidas.

Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou o gene SKA2 em amostras cerebrais de pessoas mentalmente doentes que morreram por suicídio e, em seguida, as comparou com as de pessoas saudáveis. Assim, conseguiu desenvolver um modelo para prever qual dos participantes tinham pensamentos suicidas ou tentado se matar com 80% de precisão. Em pessoas mais jovens, esse número subiu para 96% e, em casos com risco mais grave, 90%.

“Precisamos estudar isso em uma amostra maior, mas acreditamos que podemos ser capazes de monitorar o sangue para identificar pessoas em risco de suicídio”, disse o pesquisador ZacharyKaminsky.