A Câmara Municipal de São Luís realizou hoje uma das sessões mais participativas com manifestações e preocupações de todos os vereadores presentes. O vereador Fábio Câmara apresentou um requerimento para a apreciação do plenário, criando uma comissão de vereadores para fazer uma visita às comunidades da zona rural, que já foram atingidas pelos lagos artificiais depositários de resíduos tóxicos a partir do beneficiamento da bauxita pela Alumar.
Diante da realidade que causou uma as maiores tragédias mundial na cidade mineira de Mariana, o requerimento tomou uma proporção bastante acentuada e tocou profundamente as preocupações dos vereadores. Os questionamentos foram unânimes na questão da verificação da realidade e foi mais acentuada, diante dos fatos que deram origem a tragédia de Mariana. A empresa contratada para fiscalizar a Samarco era particular e indicada e paga por ela, Aquela história de colocar a raposa para tomar conta do galinheiro,
O vereador Francisco Chaguinhas foi bastante contundente e com muita indignação disse, que infelizmente as Secretarias de Meio Ambiente, tanto estadual e municipal existem apenas para fornecer licenças e muitas para regularizar criminosamente a destruição ambiental, e que existem inúmeras denúncias.
Os questionamentos avançaram com emendas a propostas do vereador Fábio Câmara e o resultado é que ao invés de ser formada uma comissão para ver a realidade nas comunidades rurais da grande São Luís, ficou acertado que todos os vereadores participarão das visitas e que será solicitada uma inspeção dos vereadores a Alumar, acompanhados de uma equipe técnica às áreas em que estão os lagos artificiais para armazenar resíduos tóxicos de bauxita e outros elementos da vida marinha, animal, vegetal e humana.
O vereador Francisco Carvalho aproveitou a oportunidade para fazer uma grave denúncia, que é cada vez maior os resíduos de minérios de ferro, que no percurso ferroviário da mina até o porto em São Luís, vão se acumulando ao lado da ferrovia, causando danos ambientais e atingindo as famílias que moram em comunidades cortadas pela linha férrea.
Todos os vereadores presentes aprovaram também visitas a algumas áreas e a solicitação de que eles com equipe técnica vejam a realidade interna da Vale, que inclusive é uma das proprietárias da Samarco. A empresa BHP Billiton outra proprietária da Samarco, tem participação societária com a Alumar.
