A exoneração do coronel Marco Antônio Alves, agora ex-comandante geral da PM, foi recebida por todos os segmentos da instituição como um verdadeiro alivio, uma vez que ele teve a grande capacidade de acumular tanta incompetência e proporcionar indignação, revolta, decepção e fragilidade em apenas um ano no Comando Geral da PM. Entrou como esperança e deixou o cargo completamente isolado e altamente criticado e para muitos militares deve se constituir em chacota, principalmente para soldados, cabos e sargentos, que se dizem vítimas de perseguição dele através das suas Associações Militares.
No Palácio dos Leões, a exoneração do coronel Alves era dada como certa, mas ela foi antecipada depois da sua atitude intempestiva, inconsequente e até irresponsável, quando diante dos atos irresponsáveis praticados pelo tenente-coronel Miguel Gomes Neto, que dentro do seu próprio gabinete com uma pistola tentou contra a vida de um cabo PM e um advogado, mesmo assim entendeu em promove-lo.
Ele mandou remover o tenente-coronel para São Luís e para surpresa geral, quatro dias depois, simplesmente o exonerou do 15º Comando de Bacabal e o nomeou para o Comando do Estado Maior da PM.
Dentro da PM a temperatura chegou ao extremo, levando-se em observação que o tenente-coronel Miguel Neto é bastante conhecido por práticas de indisciplina e violência, tendo com um facão aplicado panadas e cortes em um capitão e quando era tenente chegou a dar uma violenta garrafada no coronel Alves.
Temendo por uma revolta mais acentuada dentro da PM, o governador Flavio Dino determinou a exoneração do comandante geral.
