SINDSPEM vai pedir cópia do relatório da vinda da CPI do Sistema Carcerário ao Maranhão

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O presidente da CPI, deputado Alberto Fraga ladeado por César Bombeiro e Antonio Portela, dirigentes do SINDSPEM.

       A diretoria do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão decidiu que vai pedir à Comissão Parlamentar do Sistema Carcerário da Câmara Federal, uma cópia do relatório da visita ao Maranhão, inclusive com as oitivas dos representantes de entidades e instituições presentes a audiência pública, além da relação dos convidados e os que deixaram de comparecer e não apresentaram qualquer justificativa. O pedido será feito ao deputado federal Alberto Fraga, presidente da CPI e a deputada federal Eliziane Gama, uma das responsáveis pela vinda da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Maranhão.

      Os agentes e inspetores penitenciários estranharam que o ex-secretário da SEJAP, Sebastião Uchôa não tenha comparecido para ratificar acusações que nunca conseguiu provar contra a categoria e para assistir a entrega de uma farta documentação feita pelo SINDSPEM  ao presidente da CPI, no qual constam  documentos e cópias de várias edições do Diário Oficial do Estado, que mostram claramente contratos viciados envolvendo  mais de 50 milhões de reais assinados sem concorrência pública, apenas mediante termos aditivos com as empresas VTI, Atlântica e Gestor. No caso da última, o negócio foi tão vergonhoso, que todos os meses, mais de R$ 1,5 milhão eram retirados do custeio das unidades prisionais para garantir salários a quase 200 pessoas, que não tinham a obrigatoriedade de trabalhar, e que seriam indicações de políticos e amigos do dirigente da pasta.

          Ao não comparecer a audiência  com a CPI,o delegado Sebastião Uchôa, perdeu também uma oportunidade para fazer esclarecimentos sobre as barbáries  com mais de 80 mortes no Sistema a Penitenciário do Estado, com várias decapitações, fugas, escavações de túneis  e a corrupção deslavada. Ele pessoalmente poderia dar informações à senhora Maria da Conceição Rabelo, mãe do jovem Ronalton Silva Rabelo, que desapareceu da unidade PSL-2 do Complexo de Pedrinhas, na véspera em que seria posto em liberdade mediante ordem habeas-corpus concedido pela justiça de Santa Inês.

         A senhora Maria da Conceição Rabelo, entre lágrimas e dizendo que o seu coração de mãe lhe dizia que o filho foi  assassinado, afirmou que o delegado Sebastião Uchôa lhe disse que o seu filho fugiu mediante facilidades dos plantonistas da unidade em que se encontrava. Ela registrou que o delegado Larrat, que ainda hoje é o chefe do setor de inteligência da SEJAP, também lhe fez a mesma afirmativa. Outro fato importante, que precisa ser investigado é que segundo a mãe de Ronalton, constantemente ele era transferido para a CCPJ do Anil e depois retornava ao Complexo Penitenciário e ao questionar as mudanças era informado que se tratava de ordem judicial.

          O delegado Larrat, que como chefe do setor de inteligência da SEJAP, não compareceu a audiência e nem apresentou qualquer justificativa. Pelo que se ficou claro para a comissão é que apenas o secretário Murilo Andrade, da Sejap, que estivera com o pessoal da CPI no Palácio dos Leões, teria solicitado dispensa da oitiva.

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