Servidor fez denuncia pública de corrupção e de ter sido beneficiado com diárias na Assembleia Legislativa do Estado

Pelo visto a caixa preta da corrupção no Poder Legislativo Estadual ainda não foi aberta
Pelo visto a caixa preta da corrupção no Poder Legislativo Estadual ainda não foi aberta

Não é de hoje que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado, na pessoa de seu presidente, tenta – sem sucesso – destruir a imagem da direção combativa, de luta, legítima e legalmente eleita do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado. Já utilizou vários os métodos espúrios e sempre articulados por uma eminência parda vinda da república de Caxias.

O mais novo – e não menos sujo – é a cooptação de servidores pelegos, como veremos a seguir. Para justificar o não pagamento da reposição inflacionária de 5% – conquistada pela força da greve e pela repercussão das denúncias do Sindsalem – a Mesa Diretora fez de tudo.

Primeiro, tentou ludibriar a categoria, dizendo que o reajuste não fora concedido por causa de atitudes de dirigentes sindicais, que apenas se recusaram a dobrar os joelhos para o patrão.

Em seguida, no afã de desmoralizar o Sindsalem, a Mesa Diretora simulou uma reunião com representantes ilegítimos e cooptados, aos quais tentou dar os méritos da conquista dos 5%. No entanto, mesmo com a interferência de tais “representantes”, até hoje o reajuste não saiu do papel, o que reforça a tese de que os 5% não foram concedidos por causa de um possível veto do governador Flávio Dino e, em hipótese alguma, por culpa do Sindsalem.

Dentre os servidores cooptados, figura o ex-sindicalizado e, agora, braço direito do patrão, Leonel Mesquita, elevado pela Mesa Diretora a “representante” da categoria e um dos responsáveis pela farsa do reajuste. Lamentavelmente, a atitude do senhor Leonel nada teve a ver com o interesse dos servidores. Prova disso é que ele já recebeu mais de R$ 8 mil em diárias entre 2015 e 2016. Em junho deste ano, logo após a reunião com a Mesa Diretora pediu e recebeu uma viagem para o Rio de Janeiro, incluindo passagens e diárias.

 Questionado pelo Sindsalem, na frente de várias pessoas, ele disse: “Viajei mesmo. Se vocês [do Sindicato] viajam com o dinheiro dos filiados. Por que eu não posso viajar [bancado pela Assembleia]?” – retrucou, confundindo o público com o privado. A resposta é simples. Quando representantes do Sindicato viajam, viajam para defender os interesses da categoria, dos trabalhadores, não por interesses e razões pessoais.

Diante do exposto, o Sindsalem lamenta que a Mesa Diretora tenha se utilizado de cooptação, com pagamento de benefícios a servidores, para tentar jogar a categoria contra seu Sindicato. Vale ressaltar que tal atitude pode configurar ato de improbidade administrativa, uma vez que o próprio servidor admitiu, na presença de testemunhas, que viajou ao Rio sem estar a serviço. Para piorar, o servidor disse, ainda, não se lembrar de ter viajado para Recife em 2015, embora no Portal da Transparência da Alema conste o pagamento das diárias em seu nome, o que também é bem grave e precisa ser apurado, dando a entender que alguém teria sido beneficiado em seu nome.  O Sindsalem lamenta, por fim, que além de funcionários fantasmas, possa existir na Alema desvio de dinheiro público travestido de falsas diárias. Em suma, servidores, somente unidos é que seremos fortes.

Defendemos o diálogo, a negociação coletiva e cordial. No entanto, não podemos nos calar diante de ataques como esses, que visam, unicamente, macular a imagem deste Sindicato e de sua diretoria pelo simples fato de lutar e ser intransigente e verdadeiramente, por melhorias para os servidores do legislativo estadual.

 Diante dos fatos acima narrados no Jornal do SINDSALEM, o Ministério Público Estadual bem que pode investigar o fato para apurar responsabilidades, exatamente quando o Poder Legislativo Estadual  vem atravessando uma séria crise com denúncias de corrupção em diversos níveis e deixa de ter legitimidade e respeito público, pelas sucessivas práticas dolosas que pesam sobre dirigentes da casa por práticas e omissões.

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