Claudio Oliveira, dono do Grupo Bitcoin Banco (GBB) e que ficou conhecido como “rei do bitcoin”, teve os bens penhorados pela Justiça, segundo informações do Valor Investe.
O empresário é dono de plataformas de compra e venda de moedas digitais, mas responde na Justiça por uma dívida milionária com clientes que não conseguiram reaver os ativos investidos na empresa de Oliveira depois que o GBB quebrou.
Segundo o Valor, oficiais de Justiça chegaram a aparecer na casa de Oliveira em Curitiba na última semana para efetivar a ação de sequestro de bens. Quadros, relógios, joias e até sapatos de luxo foram empacotados, mas não levados. Oliveira teria convencido os fiscais a não levarem seus bens com a promessa de pagar ao menos parte da dívida nesta segunda-feira (19). O advogado Gustavo Bonini Guedes, que moveu a ação de penhora, representa clientes com R$ 13 milhões a receber.
A Justiça e os credores de Oliveira temem que o empresário fuja para a Suíça. A coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo informou que ele tem viagem marcada para o país para quarta-feira (21).
No auge do GBB, Oliveira dizia na imprensa e para clientes que tinha cidadania suíça. O grupo montado por ele geria as plataformas Negocie Coins e TemBTC. A primeira chegou a movimentar US$ 900 milhões por dia dia, segundo o Valor.
Frequentador dos círculos sociais da alta classe de Curitiba e São Paulo, foi em uma festa com cobertura do apresentador Amaury Júnior que Oliveira cunhou para si mesmo o apelido de “rei do bitcoin”, pelo qual ficou conhecido. Ele se gabava de faturar R$ 180 milhões por mês só com as taxas cobradas por transações de bitcoins em suas plataformas. Nem Oliveira nem o advogado que representa as vítimas quiseram comentar a ação de penhora.
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