Quando do registro de inúmeros acidentes e dos sérios riscos de se tornarem de maiores proporções, algumas instituições não conseguiram se manterem mais omissas para os serviços de ferry boats entre a Ponta da Madeira e o Cujupe, para o acesso a toda região da Baixada Maranhense e a outros Estados da Região Norte. A indignação e a revolta de empresários e usuários, estes temendo pelas suas visitas, gerou manifestações por parte da Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, Ministério Público, Assembleia Legislativa do Estado, Capitania dos Portos e Defensoria Pública.
Depois de inúmeras reuniões e audiências públicas, ficou definido que as duas empresas que exploram os serviços, não atendiam condições corretas para a prestação de serviços e então o próprio Governo do Estado, decidiu assumir a responsabilidade de fazer uma reformulação geral para a operacionalização dos serviços com garantia e mais precisamente com a substituição dos ferry boats velhos por novos e serviços de qualidade.
A Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos – MOB anunciou no meio do ano passado, uma licitação nacional para a prestação dos serviços, registrando que até o mês de novembro do ano passado, ela estaria concluída e possivelmente no exercício de 2021, se constituiria em um marco para a substituição de serviços improvisados e sem maiores responsabilidades, inclusive com ferry boats, que foram trazidos de outros estados, por não atenderem as exigências de segurança para a prestação de serviços.
O Governo do Estado não realizou a licitação e nem informou nada, optando para a mesma esculhambação com riscos iminentes de acidentes. À época dos graves problemas, ficou constatado que a maioria das máquinas em operações, constantemente passavam por reparos com soldas nos cascos, decorrente do avanço da ferrugem.
As duas empresas que exploram os serviços continuam com deficiências ainda maiores e como houve acomodação dos segmentos sociais em não fazerem cobranças, as instituições permanecem caladas e o muito mais o governo, que não teria a intenção de fazer a devida a necessária reformulação geral nos serviços, em razão de que haveria interesses políticos dentro do contexto.