Qual é a resposta do governo para o assassinato do mecânico Irinaldo Batalha em Vitória do Mearim

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O assassinato cruel praticado com requintes de perversidade contra a pessoa do mecânico Irinaldo Batalha, trabalhador sem qualquer passagem pela policia e reconhecido como cidadão de bem e descendente de uma família tradicional de Arari, precisa de uma resposta das autoridades. O autor do torpe homicídio foi o elemento Luís Carlos Machado de Almeida, empregado da prefeitura de Vitória do Mearim à disposição da Policia Militar, que inclusive no ato portava equipamentos de uso restrito a PM

     O que precisa ser esclarecido publicamente, a quem cabe a responsabilidade dele estar usando equipamentos privativos da Policia Militar e fazendo parte de uma blitz, empunhando ostensivamente arma de fogo, não para ameaçar, mas para matar e infelizmente a vítima foi o mecânico Irinaldo Batalha. Nada justificativa o ato, nem mesmo a recusa em não terem parado para a fiscalização policial quando transitavam em uma moto conduzida por uma amigo sem antecedentes criminais.

     As imagens mostradas para todo o país e para mundo são revoltantes pelos requintes de perversidade que precederam a execução, inclusive a covardia de chutes no rosto da vítima já baleada e moribunda, sem poder exercer um mínimo de defesa e nem clamar por piedade.

     Responsabilizar os policiais militares que inseriram uma pessoa que já era assassina para fazer parte de uma blitz militar é um problema da maior seriedade e grave, que suscitam dúvidas sobre a capacitação dos militares que deveriam ter a responsabilidade maior de defender o direito de ir e vir de cidadãos, como Irinaldo Batalha. As imagens mostradas em rede nacional

exibidas nas maiores emissoras de televisão do mundo voltou a colocar o Maranhão como referência mundial de violência.

      O que não se pode é fazer silêncio diante de um fato sério e grave e que precisa de uma resposta para a população. Esta semana acidentalmente assisti uma reunião entre moradores do Jardim Eldorado com a presidente da Funac e do Secretário de Direitos Humanos, sobre a existência de uma unidade da Funac naquele bairro. O diálogo foi muito importante em busca do entendimento, mas um senhor registrou como exemplo, o caso dos assassinatos de cinco pessoas na praia do Panaquatira  poderia ter sido evitado, se a policia tivesse atentado para várias denúncias feitas sobre a violência naquela área, sendo algumas delas por ele.

      A propósito, algumas pessoas tentaram responsabilizar o policial militar morto no tiroteio por ter enfrentado os bandidos. Na minha percepção ele foi vítima da falta de uma melhor capacitação profissional. A verdade é que os soldados não estão devidamente formados e passando por estágios para irem para as ruas. Com o considerável número de oficiais que foram reformados por uma lei de mobilidade urbana, inclusive coronéis instrutores altamente capacitados e experientes, os reflexos negativos ficam cada vez mais visíveis dentro da Policia Militar. O caso de Vitoria do Mearim é um fato de ser dada ampla autonomia a um sargento sem o devido acompanhamento, mesmo à distância.

      Entendo que o governo deve um esclarecimento a família do mecânico Irinaldo Batalha e muito mais à população das cidades de Vitoria do Mearim e Arari, pelo crime brutal em que a responsabilidade maior é imputada à Policia Militar do Maranhão.

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