Sinceramente, entendo que a Organização das Nações Unidas – ONU perdeu seus princípios de valores e seriedade, ao prestar homenagem pública ao prefeito de Codó, Zito Rolim, pela participação do município no Movimento Podemos Mais / Maranhão, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade A indicação teria sido feito pela Secretaria Geral da Presidência da República, naturalmente com informações locais, em reconhecimento ao trabalho da prefeitura desenvolvido para alcançar Metas do Milênio/Maranhão. Por maior que tenham sido os méritos alcançados pela prefeitura de Codó, no programa do PNUD, o passado recente do prefeito no trabalho escravo e as acusações que pesam sobre ele na justiça, jamais poderiam permitir tamanha ostentação, o que suscita a total desinformação da ONU, a não ser que ela também tenha mudado seus juízos de valores.
Pasmem! O embaixador da ONU no Brasil no Brasil, Jorge Chedieck e o Secretário Nacional de Relações das Politicas Sociais da Secretaria Geral da Presidência, Wagner Caetano vieram ao Maranhão e em solenidade realizada no auditório Fernando Falcão, da Assembleia Legislativa do Estado, prestaram a homenagem ao prefeito Zito Rolim. Ele se fazia acompanhar de algumas crianças e adolescentes, utilizadas para o ato.
O prefeito Zito Rolim já esteve na lista do trabalho escravo e é acusado juntamente com o deputado estadual César Pires, o ex-prefeito Biné Figueiredo e o ex-deputado Camilo Figueiredo, serem os grandes responsáveis pelos conflitos agrários em Codó, impondo uma rigorosa perseguição a quilombolas e outros trabalhadores e trabalhadoras rurais, que contaram nos últimos quatro anos com a benevolência da Superintendência do INCRA.
A reportagem de ontem no Fantástico sobre o trabalho escravo, mostrando a luta de uma auditora do Ministério do Trabalho em defender direitos e a dignidade de seres humanos explorados foi também uma das realidades idênticas constatadas pela Policia Federal nas propriedades do prefeito Zito Rolim, do ex-prefeito Biné Figueiredo e do ex-deputado Camilo Figueiredo, atualmente assessor do governador Flavio Dino.
Como a ONU trata da defesa da dos direitos e da dignidade humana, bem que poderia se organizar para ver a realidade de milhares de famílias de quilombolas que são perseguidas no município de Codó. Seus direitos são negados pelos poderes constituídos, quanto a legalização de terras ocupadas por mais de um século. Constantemente jagunços tocam fogo em suas casas e roças. Nem a Igreja Católica tem escapado as ações de grileiros e latifundiários, que já chegaram a incendiar templos cristãos.
