O prefeito Edivaldo Holanda Junior pode até ter tido a intenção de aplicar recursos públicos na construção de praças em áreas públicas da avenida 2, no primeiro conjunto da Cohab-Anil como direitos da população, mas os executores das obras não. Conforme se observa na placa sobre as obras, o executivo municipal destinou mais de R$ 2 milhões para os serviços de urbanização dos locais com a construção de dez pequenas praças.
A empreiteira e naturalmente à revelia da fiscalização da Prefeitura de São Luís, praticou um ato vergonhoso e comprometedor, ao executar as obras, fazendo discriminação entre os logradouros públicos, que gerou uma grande indignação por parte dos moradores. A empresa que seria a Ducol, construiu quadra em algumas delas e colocou uma média de 07 bancos na maioria e em outras apenas dois, além de não cimentar logradouros, impedindo acesso de crianças para práticas de lazer.
Na praça onde está o colégio Júlio Mesquita, deixaram o piso com capim, excluindo possibilidade de diversão para crianças e apenas dois bancos, que foram na noite de ontem(02), inauguradas pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior que ouviu de moradores, reclamações procedentes e marcadas por forte indignação. Uma moradora registrou, que se a prefeitura executasse as obras, elas teriam custos bem menores, com serviços de qualidade e com os moradores acompanhando, todos estariam satisfeitos, mas como interesses escusos fazem parte do contexto, o que vê é que houve subtração de serviços e recursos por parte da empreiteira, quando praticou a discriminação.
Outra argumentação bem procedente por parte dos moradores, principalmente da praça em que fica o colégio Júlio Mesquita, que é um estabelecimento de ensino do Estado. Recentemente ele passou por uma ampla reforma, mas que funciona com o ensino médio pela tarde. O horário matutino é cedido à prefeitura para ensino fundamental, devido a precariedade da municipalidade em unidades de ensino, sendo a prefeitura de São Luís responsável pela exclusão de mais de 06 mil crianças do ensino infantil ao direito constitucional de acesso a escola.
A indignação é muito ampla, principalmente, que uma mulher que se dizia arquiteta presente à inauguração chegou a tratar com desrespeito algumas pessoas que reclamavam da discriminação. A verdade é que os moradores estão se organizando para dar um troco a prefeitura, pelo elevado desrespeito aos moradores, lembrando que eles querem é a aplicação dos recursos públicos com transparência.