Há mais de quatro anos, um acordo entre o então prefeito Edivaldo Holanda Júnior fez um acordo com proprietários de barracas do comércio informal da praça Deodoro com vistas a desocupar o local para as obras de construção de um novo logradouro pelo IPHAM. O então dirigente municipal negociou com o pessoal do comércio informal, registrando que eles provisoriamente ocupariam a frente e uma lateral do tradicional colégio Liceu Maranhense, enquanto seria viabilizado um local digno e favorável ao comércio para a instalação de todos.
O tempo passou e as obras, inclusive da rua Grande foram concluídas e hoje já são bem visíveis as marcas do vandalismo nos dois locais. O pessoal do comércio informal foi vergonhosamente enganado e muito contrariados permanecem num local, que não é próprio para as suas atividades. O ex-prefeito foi embora e o novo, de quem esperavam um acolhimento e respeito aos seus direitos, nunca se dignou a buscar entendimentos, mesmo com solicitações dos prejudicados.
Diante da realidade, se desconhece qualquer ação da Câmara Municipal de São Luís e do Ministério Público, diante do problema que afeta a paisagem das praças Phanteon e Deodoro e diretamente do Liceu Maranhense, um dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino do Estado, retirando a sua visão do contexto turístico e cultural de São Luís, afinal de contas, grandes expressões do potencial literário maranhense, estudaram ou ensinaram no estabelecimento de ensino. Diante das referências, não se pode admitir por omissão, incompetência ou desrespeito, que não seja encontrada uma solução para o sério problema e se dê a devida e necessária atenção que se faz necessário.
Há uma urgência, de que os movimentos culturais, literários e turísticos se mobilizem pela restauração da visão ampla do Liceu Maranhense e das praças do Phanteon e Deodoro. Mas, acima de tudo, o poder executivo municipal precisa cumprir o seu dever de cuidar e preservar o centro histórico de São Luís, transferindo para local digno o pessoal do comércio informal, restaurando inclusive o tráfego de veículos no local.
Fonte: AFD