O transporte coletivo em São Luís é cada vez mais deficiente, principalmente quanto a prestação de serviços com uma frota cada vez mais velha, o que causa diariamente as conhecidas panes mecânicas, em que os passageiros são deixados em ruas e avenidas a própria sorte para chegar ao trabalho e os estudantes as escolas. Como o desrespeito aos usuários é muito pouco, começam a ser mais frequentes os casos de incêndios de coletivos.
Para uma cidade, onde a frota é bem deficiente, cada coletivo em pane e os que pegam fogo, o serviço precário fica mais comprometido, haja vista que os empresários é quem realmente impõe às regras para atender a demanda, da maneira que entendem. O negócio é tão vergonhoso e totalmente prejudicial aos usuários, mesmo com os milhões de reais de subsídios pagos mensalmente pela Prefeitura de São Luís, sem qualquer retorno, como direito de ir e vir aos passageiros.
Desde o ano passado, a Câmara Municipal de São Luís criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o serviço de transporte coletivo na capital. Foram criadas inúmeras expectativas e o que teve de vereador oportunista procurando aparecer, o resultado era o esperado pela população. A CPI, nasceu quase morta e os empresários com a força que detêm continuarão impondo suas regras e querendo mais subsídios sem dar um mínimo de retorno ao sofrido povo de São Luís.
O que fica cada vez mais claro é que a SMTT demonstra ser uma instituição omissa e sem qualquer preocupação em fazer a devida e responsável fiscalização com a aplicação das sanções penais aos infratores. Todos os dias usuários denunciam através da mídia, o tratamento indigno que lhes são dados pelas empresas de transportes coletivos, mas de pouco ou nada adianta. Estão esperando apenas a realização das eleições para que empresários e rodoviários sempre articulados, iniciem movimentos para aumento de passagens e mais dinheiro da Prefeitura de São Luís como subsídio, sem que tenham qualquer compromisso de retorno, pelo menos com redução das panes diárias. A zona rural é a mais humilhada pelas autoridades e pelo visto vai continuar gritando e cobrando por coletivos, mas infelizmente são ignorados e acalentados com a famosa política compensatória, em que não têm ônibus, mas têm asfalto, que não resiste a um inverno, mesmo com informação, de que se trata de produto de qualidade. Infelizmente. A verdade, diante da realidade, causa indignação, diante da total esculhambação do tratamento dado pelo Poder Público ao Povo.
Fonte: AFD