Constantemente abordo aqui, a questão relacionada a superlotação nos transportes coletivos de São Luís e a indiferença do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luís para os riscos diários de contaminação pelo covid-19 de milhares de usuários. A propósito, na edição de ontem do Jornal Hoje, foi veiculada uma pesquisa sobre o elevado número de casos de covid-19 decorrentes das superlotações em transportes coletivos, observando que os usuários se tornam multiplicadores da doença, levando para as suas casas e outros ambientes que venham frequentar depois das horas de desconforto e riscos a que são submetidos dentro dos ônibus.
A preocupação dos governantes locais e das equipes que tratam do enfrentamento ao covid-19 tem sido bastante direcionada para a orientação ao isolamento social e para as aglomerações em locais públicos e omissão total para os coletivos.
O gravíssimo problema das superlotações nos transportes coletivos, onde não existe um mínimo espaço de prevenção e o sufoco que as pessoas enfrentam e que se vêm obrigadas a baixar as máscaras para o pescoço, ainda não foram vistos com a devida atenção, respeito e aos usuários, para que não venham a ser infectadas pelos vírus, ainda não sensibilizou as autoridades, as quais, com a redução do número de coletivos, acabaram por dar mais dimensão para a doença.
Se realmente houver interesse das instituições do poder público, em evitar que usuários de transportes coletivos sejam contaminados e nem levem o covid-19 para as suas casas e outros locais, necessário se torna a adoção de medidas preventivas no momento em que os casos estão em queda em nossa capital e podem ser importantes para evitar outros riscos. Denúncia que recebi hoje, revela que todos os dias nos coletivos procedentes da zona rural, grande parte dos usuários são de pessoas idosas altamente vulneráveis a epidemia.