Em assembleia realizada às primeiras horas da tarde de hoje, os servidores efetivos da Assembleia Legislativa do Estado recusaram a proposta de reajuste de 3% , apresentada por uma comissão integrada pelo deputado Eduardo Braide, o secretário Marcelo Tavares e mais três diretores do parlamento estadual indicados pelo presidente da casa deputado Humberto Coutinho.
A categoria e o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Maranhão reagiram por unanimidade, considerando imoral a proposta, principalmente de um poder público que detém o controle de um considerável número se servidores com salários elevados e reajustados agora em março e também um apreciável número de servidores fantasmas que ganham mensalmente mais de 18 mil reais, que é uma imoralidade pública e ninguém fiscaliza, disseram vários servidores durante a assembleia da categoria.
Atualmente a Assembleia Legislativa do Estado detém mais de 2 mil servidores, dos quais apenas um pouco mais de 500 são do quadro efetivo, o que corresponde a apenas 25%, os 75% são temporários com salários que dependem dos interesses dos parlamentares, mas que a maioria ultrapassa os 20 mil reais.
Diante da indignação dos servidores em refutar a proposta considerada imoral, a assembleia decidiu pela continuação da greve e também que sejam feitas denúncias imediatas ao Ministério Público Estadual para investigar o caso dos fantasmas e ao Tribunal de Contas do Estado para verificar a folha de pagamento do Poder Legislativo e verificar os aumentos salariais autorizados pela Mesa Diretora e publicados no Diário da Assembleia no último dia 22 de março. Os grevistas querem que a denúncia dos fantasmas seja denunciada a mídia nacional e as mais diversas categorias sindicais. A greve continuará nesta quarta-feira mais inflamada com panfletagem na avenida Jerônimo de Albuquerque, denunciando a corrupção no Poder Legislativo do Maranhão.
