Lula entre o presidencialismo de coalizão e o de cooptação, que rima com mensalão

O fracasso de Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante e outros menos votados, na articulação política para viabilizar a PEC da Transição, forçará Lula a entrar em campo tão logo receba alta médica. Até porque ele está também atrasado na montagem do governo e da base de apoio no Congresso. Seu desafio será adotar o “presidencialismo de coalizão” sem reincidir no “presidencialismo de cooptação”, que gerou o Mensalão.

Vai que…

Em Brasília, até os céticos acreditam que Lula não ousará retomar o Mensalão, comprando o apoio de parlamentares. Há precedente.

Prática reiterada

O mensalão do governo Lula era o maior escândalo de corrupção de todos os tempos, até a Lava Jato revelar outro, mais grave: o Petrolão.

Teoria do injustificável

FHC criou a expressão “presidencialismo de coalizão” para justificar alianças políticas constrangedoras, no Congresso.

Dinheiro na mão

No primeiro governo, o PT confundiu coalizão com cooptação e “azeitou” as relações entre governo e Congresso com malas de dinheiro público.

Coluna do Claudio Humberto

 

Gleisi “surta” e deixa escapar rancor contra Neymar

Apesar de tentarem (sem muita vontade) disfarçar, é inegável o sentimento de rancor que Gleisi e Lula trazem consigo. Irresponsáveis e pouco afeitos à democracia eles culpam o presidente Bolsonaro, seus familiares, seus aliados e seus eleitores pela rejeição que eles experimentam cada vez que saem às ruas.

A presidente nacional do PT e integrante da transição de governo, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) deu mais uma demonstração dessa mágoa quando reagiu à saída do atacante Neymar por contusão durante a estreia da Seleção Brasileira contra a Sérvia nesta quinta-feira (24) pela Copa do Mundo.

“Foi tarde”, disse Gleisi no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), local onde a equipe do presidente eleito Lula (PT) está instalada.

O local também foi usado pelo grupo para assistir a partida da Seleção, onde foi colocado um telão. Neymar é apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL), para quem fez campanha nas eleições.

E quem é Gleisi perto de Neymar?

Enquanto Neymar venceu por força única e exclusiva de seu talento e se tornou uma figura mundialmente conhecida, Gleisi e seu ex-marido, Paulo Bernardo, ambos ex-ministros das gestões só ganharam noticiário robusto quando foram réus por ‘falsidade ideológica eleitoral’.

Para reduzir o debate ao pequeno mundo do Gleisi, se hoje ambos desembarcassem no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, terra natal de Gleisi, haveria uma multidão para aplaudir e pedir autógrafos à Neymar.

Já Gleisi teria que sair por uma porta lateral para não ser hostilizada pelos seus conterrâneos paranaenses, cena que se repete com frequência onde quer que ela vá.

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de “Terrorismo Global” e “México pecado ao sul do Rio Grande” ambos pela Scortecci Editora.

 

Mega Sena acumula e próximo prêmio chega a R$ 65 mi; veja os números

Com valor acumulado há seis rodadas, o próximo sorteio será na quarta-feira (30)

Nenhum apostador acerto as seis dezenas da Mega-Sena neste sábado (26) e o próximo prêmio deverá chegar a R$ 65 milhões. O concurso 2.543 teve os seguintes números sorteados: 02 – 05 – 27 – 30 – 46 – 53. Com valor acumulado há seis rodadas, o próximo sorteio será na quarta-feira (30).

Já os cinco acertos tiveram 138 apostas ganhadoras, que receberão cada R$ 29.679,12. Os quatro acertos registram 7.475 ganhadores, com prêmio de R$ 782,74 cada um.

Se levasse sozinho o prêmio principal da loteria, o apostador poderia aplicar toda a bolada na poupança e receberia mais de R$ 371 mil de rendimento no primeiro mês.

O ganho ainda poderia ser impulsionado com investimentos mais rentáveis com a mesma segurança da caderneta, que oferecem mais de R$ 615 mil no primeiro mês pelo mesmo montante aplicado.

Para concorrer à bolada, basta ir a uma casa lotérica até as 19h e marcar de 6 a 15 números no volante; há ainda a opção de deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por dois, quatro ou oito concursos consecutivos (Teimosinha).

Cada jogo de seis números custa R$ 4,50. Quanto mais números o apostador marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país. Outra opção é o Bolão Caixa, que permite ao apostador fazer apostas em grupo.

Fonte: R7

 

Alckmin enfrenta má vontade e boicote de Gleisi e Mercadante na Transição

Trocando cotoveladas para garantir lugar sob os holofotes do governo paralelo do PT, Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante só dão trégua na disputa que travam pelo poder, à sombra de Lula, para se unirem contra Geraldo Alckmin. Eles se revezam em iniciativas e reuniões, até agora inúteis, O ex-tucano continua sem merecer perdão dos petistas contra os quais lutou por décadas, ao lado de Mário Covas, FHC e José Serra.

Nem te ligo

Nem mesmo o fato de que sua adesão pode ter garantido a vitória de Lula por mínima margem garante a Alckmin o reconhecimento devido.

Sangue de barata

Apesar do boicote, o jeito sangue de barata de Alckmin parece lembrar aos inimigos internos que, ao contrário deles, ele é eleito e indemissível.

Ciúmes de você

Cada encontro político Alckmin gera outros, ora organizado por Gleisi, ora por Mercadante. E o pior é que nenhuma das reuniões é relevante.

Desgraça pouca

Alckmin ainda carrega consigo a “mancha” de ter sido o único a tratar de alguma coisa com o presidente Jair Bolsonaro, e a portas fechadas.

Coluna do Claudio Humberto

 

Estatais federais empregam mais de 446 mil pessoas com regalias bilionárias

O Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais (Rebef) de 2022 revela o quadro de pessoal das empresas e os números impressionam. As 44 estatais empregam 445,97 mil pessoas com benefícios e regalias que somam cerca de R$16 bilhões anuais, que incluem os comuns como alimentação, transporte e saúde, e os nunca sonhados pela maioria dos trabalhadores normais, como babá e cultura, além de planos de saúde que são mantidos mesmo após aposentadoria.

SUS ignorado

Só no plano de saúde de empregados, cônjuges e dependentes são gastos R$8,56 bilhões ao ano, equivalente a mais da metade do total.

E o INSS?

Além dos altos salários, quase todas as estatais têm previdência complementar para empregados e os gastos chegam a R$7,21 bilhões.

Sobrando

Metade das estatais pagam salários iguais ou superiores ao teto, com destaque para a Petrobras, única a passar de R$100 mil (R$103 mil).

A realidade

Já o trabalhador de salário mínimo depende do SUS, se aposentará pelo INSS e jamais terá direito a essas regalias que seus impostos sustentam.

Coluna do Claudio Humberto

 

. PT já estuda alternativa contra reeleição de Pacheco

Há quase um mês tratando da votação da PEC fura-teto, lideranças do PT já perceberam a incapacidade de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de liderar o Legislativo e começam a estudar alternativas para disputar a Presidência do Senado, cuja eleição será em fevereiro. A gota d’água foi Pacheco ter prometido aprovar a PEC até o fim de novembro e não ter conseguido sequer articular a apresentação da proposta, até agora.

O problema

Se criar atrito com PSD de Pacheco, que tem 11 senadores, o PT pode estar entregando o Senado ao PL, que tem a maior bancada, com 14.

Opções de peso

Se escolher entre os seus, o PT tem opções de senadores com grande tempo de Casa a ex-governadores. Todos mais capazes que Pacheco.

As opções

Nomes como Wellington Dias, Humberto Costa, Paulo Paim e Jaques Wagner agradam, mas o PT tem a 5ª maior bancada e precisa de apoio.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ministro Dias Toffoli relator de notícia crime no STF contra Alexandre de Moraes vota contra

A notícia crime foi ajuizada por Bolsonaro, que alegou suposto crime de abuso de autoridade do presidente do TSE 

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira (25) se abre uma investigação sobre o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes. O relator do processo, ministro Dias Toffoli, foi o primeiro a votar e foi contra a abertura do inquérito. O julgamento tem como base a notícia crime feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta prática de abuso de autoridade.

“Considerando-se que os fatos narrados na inicial evidentemente não constituem crime e que não há justa causa para o prosseguimento do feito, nego seguimento à inicial, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, rejeitando, desde logo, o mérito da petição”, avalia.

Na ação, o chefe do Executivo alega ter sido incluído no inquérito das fake news sem nenhuma prova de participação na difusão de informações falsas. “Há em tal enquadramento típico, um evidente excesso e, sobretudo, uma clara falta de justa causa fundamentada”, argumenta a defesa de Bolsonaro, na notícia crime.

O julgamento do STF ocorre de forma virtual. Os demais ministros ainda não declararam o voto. O julgamento tem data prevista para terminar em 2 de dezembro, e Moraes não pode votar, por ser objeto da ação.

Fonte: R7

 

“Risco PT” já fez Petrobras perder valor bilionário que daria para pagar o Bolsa Família

Desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil, a Petrobras vem perdendo valor de mercado. Segundo cálculo do TradeMap divulgado pela Revista Veja, foram R$ 116,6 bilhões de queda desde o último dia 31 de outubro.

A quantia seria suficiente para pagar integralmente o aumento de 200 reais nas parcelas do Bolsa Família prometido por Lula mais o adicional de 150 reais por cada criança até 6 anos de idade, que custariam em torno de 70 bilhões de reais.

“Lula, ao vencer, trouxe aos investidores preocupações sobre sua influência na empresa, seja em investimentos, política de preços, de distribuição de dividendos e eventuais trocas de pessoas do comando da empresa. A queda da Petrobras gera perda de valor para os acionistas, inclusive o governo”, avalia Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.

A União detém cerca de 40% do capital da estatal. Imaginem o que irá acontecer com o país com o retorno dessa gente à cena do crime, em que alguns mesmo com direitos políticos suspensos, dão cartas na equipe de transição.

Jornal da Cidade Online

 

Flavio Dino no centro das discussões entre PT e PSB por ministérios

Após a euforia da declaração de que Lula (PT) foi eleito presidente em segundo turno no Brasil e a rapidez com que uma imensa equipe de transição foi criada; agora, começam a aparecer as primeiras rusgas nessa relação conturbada entre o Partido dos Trabalhadores e o PSB.

A briga nos bastidores é pelo fatiamento dos ministérios.

O PSB, de Carlos Siqueira, acredita que Lula está agindo com astúcia ao indicar certos nomes que são suas “cotas pessoais” como se fossem da legenda socialista, como é o caso do ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, para a Justiça. Assim, se conseguir jogar para a conta de Lula alguns indicados, o PSB ganha mais ministérios para a sua lista de responsabilidades.

O partido tem em mente sugerir Marcelo Freixo, Márcio França ou Paulo Câmara para as pastas do Turismo e das Cidades. Mas, tudo ainda depende de aval do PT, que tem rebatido às críticas da sigla e argumentado que o PSB é pequeno demais e elegeu poucos parlamentares para cobrar em demasiado.

A divergência, no entanto, entre os partidos é antiga. Em setembro de 2013, o PSB ficou irritado com a pressão feita pelo PT e abandonou ministérios e cargos de segundo escalão no Governo de Dilma Rousseff. O motivo foi uma nota divulgada pela legenda de Lula, que o partido socialista julgou ser “um chamado para a briga”. No centro da disputa, como, aliás, ocorre até hoje, estavam os governos estaduais, que ambas as legendas não queriam perder, o controle dos ministérios e a indicação de Eduardo Campos para a presidência do Brasil.

Roberto Amaral, que era vice-presidente do PSB na época, resumiu bem o que ainda segue vigente nos dias atuais:

– Não rompemos com o PT e não declaramos guerra – resumiu, acrescentando que o PT estaria traindo a confiança do aliado, encaminhando cargos a outras “legendas amigas”.

Jornal da Cidade Online

 

Homenagem a Frei Antônio Sinibaldi, que foi pároco da Igreja do São Francisco

                                                                                                                                                                                                                            *Carlos Nina

Neste sábado, dia 26 de novembro de 2022, às 09:00h, o Frei Antônio Sinibaldi está sendo homenageado pela passagem de 35 anos de seu falecimento, ocorrido dia 7 de setembro de 1987.

A homenagem é pública e será realizada na Praça Frei Antônio M. Sinibaldi, na Lagoa, logradouro que, pelo nome, já revela a distinção que o Poder Público lhe concedeu, pela importância de seu trabalho não só sacerdotal, mas comunitário.

Temos assistido – porque os recursos midiáticos assim o propiciam – ao vivo, ou em imagens disponíveis nas redes sociais, todo tipo de violência a templos e símbolos religiosos, assim como àqueles que praticam ou mesmo acreditam numa religião ou professam alguma fé.

A crença religiosa e a fé têm-se tornado uma atividade de risco, perigosa, porque há quem, não tendo religião, considera-se – esses, sim, deuses, donos da verdade -, com poderes de julgar, condenar e punir os que acreditam numa religião ou simplesmente têm fé. Há até os que vaticinam: têm que ser liquidados. Sanha essa que mundo afora tem aterrorizado e vitimado os que acreditam no seu Deus.

É verdade que os próprios crentes há milênios se digladiam para fazer prevalecer as suas crenças sobre os outros, a sua religião sobre as outras. Todas elas, porém, têm a mesma essência, que é a crença, a fé. E é isso que deveria fazer com que as pessoas de todas as religiões se respeitassem. E as que dizem que não têm nenhuma, também, porque a ninguém é dado o direito de impedir ou de obrigar o outro a ter uma religião. Da mesma forma, a fé.

Na medida em que a Terra teve suas distâncias reduzidas pela interação das pessoas e as regras de convivência foram-se estabelecendo, princípios sendo criados, preservando-se os costumes locais. A globalização ampliou o conjunto das regras de maior abrangência, mas nenhuma delas visou, até agora, cercear a liberdade religiosa. Ao contrário. Da conflagração das grandes guerras do século passado resultou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo artigo 18 proclamou: “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular.”

Para os cristãos, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, mas isso também não o tornou um deus. É um ser mortal, capaz de fazer o bem e o mal, contribuir para melhorar a vida de sua comunidade ou atormentá-la. Depende de cada um, que, no dizer de Ortega y Gasset, é um ser e suas circunstâncias.

Dessa realidade nascem os heróis e os vilões, os anônimos. Cada um escolhe suas referências, como se a vida fosse a elaboração de uma tese, para a qual o autor tem de escolher seu referencial teórico, a base sobre a qual pretende desenvolver seu tema.

Frei Antônio Sinibaldi tornou-se uma referência. E com tal força que agora é buscada sua santificação formal na Igreja Católica, pois, para a comunidade, ele foi um homem santo, uma pessoa extraordinária que se entregou de corpo e alma à sua gente, não só confortando os aflitos, mas procurando soluções materiais para os necessitados.

Por tudo isso a homenagem que lhe será prestada neste sábado é justíssima. Como justo é destacar a dedicação de Mario Cella nesse processo para o reconhecimento da grandeza e da importância de Frei Antônio para a comunidade e para a Igreja Católica.

Dedicação essa que não é surpresa nem se baseia na identidade da nacionalidade italiana de ambos, mas porque Mario Cella, que se integrou com intensidade no universo maranhense, plantando sementes que germinaram na cultura e na educação em nosso Estado, construiu uma bela família, é ser humano forjado na fé, pautado pelos elevados valores da ética e da moral cristã. É essa sensibilidade que o faz reconhecer em Frei Antônio um referencial exemplar do verdadeiro cristão.

*Carlos Nina é advogado e jornalista