Governo Lula joga no lixo R$1,75 bilhão em vacinas vencidas

O governo de Lula (PT) desperdiçou R$ 1,75 bilhão em vacinas não utilizadas em 2023 e no decorrer deste ano, em mais um dos inúmeros casos de incompetência da ministra Nísia Trindade

O governo de Lula (PT) desperdiçou R$ 1,75 bilhão em vacinas não utilizadas em 2023 e ao decorrer deste ano. Desde o início do terceiro mandato do petista, o Ministério da Saúde jogou fora 58,7 milhões de doses no lixo pois estavam vencidas. Este é o maior rombo desde o segundo mandato de Lula em 2008, quando o prejuízo foi de R$ 1,96 bilhão em vacinas vencidas. Os dados foram obtidos através da Lei de Acesso de Informação (LAI).

Só em 2023, 39,8 milhões de vacinas foram inutilizadas, somando um prejuízo de R$ 1,17 bilhão, de janeiro deste ano até o presente momento foram mais 18,8 milhões sem uso, somando mais R$ 560,6 milhões de prejuízo aos cofres públicos. A pasta justificou o desperdício como sendo culpa do governo de Jair Bolsonaro, que presidiu entre 2018-2022 “as vacinas vencidas em 2023 foram reflexo de estoques herdados da gestão anterior e campanhas sistemáticas de desinformação que geram desconfiança sobre a eficácia e segurança do imunizante, impactando na adesão da população”, afirmou o ministério em nota enviado ao O Globo.

Os 58,7 milhões de doses inutilizadas pelo atual governo representa um aumento de 22% em relação ao governo anterior. No governo de Bolsonaro, o número de doses não utilizadas, foi bem menor, apenas 48,2 milhões. Os mais de R$ 1 bilhão desperdiçados em vacinas, poderiam ter auxiliado na compra de 6 mil ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), visto que, cada unidade custa R$ 276 mil. 101 milhões de canetas de insulina também poderiam ter sido compradas, canetas essas que ficaram em falta nos postos de saúde em todo o país no primeiro semestre deste ano.

Jornal da Cidade Online

Celular em sala de aula: 86% da população apoia restrição, mas defende o uso em atividades pedagógicas

Estudo da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados mostram que, para compor o percentual, 54% são favoráveis à proibição total e 32% defendem liberação apenas para atividades pedagógicas.

A restrição, de algum modo, do uso de celular em sala de aula é apoiada por 86% da população brasileira, segundo estudo da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados,  uma empresa da FSB Holding. Para compor o percentual, a pesquisa soma os 54% dos respondentes favoráveis à proibição total aos 32% que defendem a liberação do celular apenas para atividades pedagógicas em sala de aula. O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destaca o expressivo número de pessoas favoráveis a algum tipo de restrição e destaca que a expressividade surpreende, já que o debate é recente no país. 

“A gente está falando aí de uma ampla maioria, 86%, que são favoráveis a restringir, esse dado de alguma maneira surpreende. Porque esse debate começou com mais intensidade no Brasil há poucos meses. Há vários países na Europa que já proíbem e restringem o uso de celular nas escolas e o Brasil ainda não. Algumas escolas têm iniciativas pontuais, mas não há uma legislação sobre isso”, afirma Tokarski.

A pesquisa mostra, ainda, que apenas 14% dos brasileiros são contrários às medidas que, atualmente, estão em debate no Congresso Nacional. No final de outubro, a Comissão de Educação da Câmara aprovou um projeto que proíbe uso de celular em escolas (públicas e privadas). O texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Pesquisa

Segundo o estudo, os brasileiros entre 16 e 24 anos são os que mais apoiam, em algum nível, a proibição. Porém, a restrição total tem menor aderência a para essa parcela da população em relação ao total. Confira:

  • 46% dos entrevistados entre 16 e 24 anos concordam com a proibição total do uso dos aparelhos;
  • 43% defendem a utilização parcial dos celulares.

“Mesmo os jovens de 16 a 24 anos, que em tese, você poderia imaginar que seriam menos favoráveis, eles também são favoráveis a algum tipo de restrição”, frisa Tokarski.

De acordo com o levantamento da Nexus, quanto mais alta a renda mais as pessoas são a favor da proibição. Confira os dados: apenas 5% com renda superior a cinco salários mínimos disse ser contrária à proposta que impede o uso de celulares nas escolas, contra 17% da população que ganha até um salário mínimo. 

Tokarski ressalta, ainda, que um dado relevante da pesquisa é não haver diferença de opinião entre quem convive ou não com crianças que frequentam a escola.  Em ambos os perfis, 54% defendem a restrição total e 32%, a parcial.

“Ou seja, mesmo quem não tem filho, quem não convive em casa, o irmão mais velho de um estudante, por exemplo, mesmo essas pessoas, elas são altamente favoráveis a se restringir”, aponta o CEO.

Marcelo Tokarski ressalta também os avanços do debate sobre o assunto no país e os impactos negativos do uso do celular em sala de aula.

“O que me parece é que esse é um debate que está avançando e que as pessoas, à medida que vão sendo informadas, vão lendo os impactos negativos que o uso excessivo do celular, e nesse caso específico, o uso do celular durante as aulas pelas crianças, é prejudicial ao aprendizado delas, porque a criança, o adolescente, o estudante em geral, ele acaba perdendo o foco, ele acaba se distraindo ali durante a aula e isso acaba prejudicando.” 

Amostragem 

A Nexus entrevistou 2.010 cidadãos face-a-face, com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A margem de erro no total da amostra é de 2 pp, com intervalo de confiança de 95%.

“E para fechar, olhando aqui por região, a gente tem só uma diferença na região Sul, onde essa aprovação é a maior de todas, ela chega a 93%. Ela é de 86%, que é a média brasileira nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste e no Sudeste é um pouquinho abaixo, é 83%. Mas em todas as regiões a aprovação a algum tipo de restrição ao uso de celular nas escolas é a mesma”, compartilha Tokarski.

Legislação no Brasil

A proibição ou restrição do uso de celular por alunos em sala de aula segue em debate em alguns estados brasileiros. Por exemplo, em São Paulo, a proibição total de celular em escolas foi aprovada em duas comissões da Assembleia Legislativa do estado (Alesp) – a de Educação e Cultura; e a de Finanças, Orçamento e Planejamento. 

Já os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) também aprovaram o projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas salas de aula da rede pública do estado. O texto segue para a segunda votação no plenário.

No Ceará, no município de Juazeiro do Norte, já existe uma legislação local que proíbe o uso de celulares e outros dispositivos tecnológicos pelos alunos nas unidades escolares da rede municipal de ensino.

BRASIL 61

OAB: das lutas sociais às farras pessoais

Carlos Nina*

Só quem não sabe qual é a finalidade da Ordem dos Advogados do Brasil é que não percebe que seus atuais dirigentes, na maioria das seccionais e subseções, a transformaram e querem mantê-la como um instrumento de barganha de vantagens pessoais, atrelando-a a interesses políticos partidários da pior espécie e às mais imorais motivações.

A finalidade da OAB

A OAB não é um fim em si mesma, não é um clube de bacharéis selecionados por exames de Ordem, não é uma empresa de shows e festas, nem uma liga de esportes. É uma instituição cujos inscritos têm um dever de tal importância que o exercício de seu múnus está protegido na Constituição da República (art. 133) e não apenas em seu estatuto, que, entretanto, também contempla a grandeza da responsabilidade da OAB.

As eleições da OAB interessam à sociedade

É exatamente por isso que as eleições das seccionais e subseções da OAB não dizem respeito apenas aos advogados, mas a toda a sociedade, pois é a ela que se destina o primeiro elenco das finalidades previstas no inciso I do art. 44 da Lei federal 8.906/94: a OAB, serviço público (e não privado), tem por finalidade defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça. O advogado é o instrumento dessa luta, desse desiderato.

Para tanto, da Ordem deveriam partir os exemplos daquilo que é a sua finalidade. Contudo, o que se está vendo alastrar-se pelo País é o desvio das finalidades da Instituição por seus dirigentes, impunemente, porque, desde a Lei 8.906/94, foram criados mecanismos para minar a igualdade nas disputas eleitorais e garantir que os dirigentes nacionais controlem as eleições do Conselho Federal, e, assim cooptem os dirigentes seccionais, num processo de cumplicidade que contribuiu para a desmoralização da Instituição, submetendo-a, progressivamente, ao comando de segmentos totalmente alheios aos interesses da OAB.

De quem é a culpa pela demora do Quinto Constitucional?

A indicação do Quinto Constitucional pela OAB para o TJ-MA sempre se deu em processo de absoluta legalidade e normalidade, com as indicações dos desembargadores Jorge Rachid, Jouglas Bezerra, Milson Coutinho, Paulo Velten e Ricardo Duailibe. Contudo, desde a criação da última vaga da OAB para o Quinto Constitucional do TJ-MA, em 16 de março de 2022, o que se tem visto é uma sucessão de ilegalidades, fraudes e irregularidades perpetradas pela Diretoria da Ordem, em total desrespeito aos advogados, ao Tribunal de Justiça e à sociedade.

Finalmente encaminhada pela OAB-MA ao TJ-MA, a lista foi devolvida para a OAB-MA dia 4 de dezembro de 2023, por descumprimento de norma constitucional. Desde então, a Diretoria da Ordem quedou-se inerte. O absurdo dessa conduta mereceu da eminente Procuradora de Justiça Themis Carvalho o batismo de Tapete de Penélope, aludindo à expressão que se tornou proverbial para referir-se a algo que está sempre sendo feito, mas que, por ardis, nunca termina. Assim, aguarda-se a lista da OAB-MA há 3 anos!!!

A importância do voto dos advogados recém-formados

Essa mesma Diretoria pretende reeleger-se nas eleições do dia 18 de novembro, segunda-feira, confiante no voto dos advogados recém-formados, a quem tenta cooptar valendo-se do desconhecimento sobre as finalidades da Ordem e, acima de tudo, deles escondendo os abusos que nela cometem.

Confia a Diretoria na tática romana, aplacando os anseios dos advogados com pão e circo. A diferença é que não dá o pão. Ao contrário. Toma-lhes nas anuidades, para pagar o circo de festas e banquetes. No entanto, ao tentarem ingressar no mercado, aqueles advogados logo constatam a dura realidade da advocacia, em seu mister diário, que é de absoluto abandono pela Instituição. O que os advogados veem é seu sacrifício em pagar as anuidades caras, sem qualquer retorno da OAB, usada para atender a interesses pessoais de seus dirigentes, familiares e cúmplices.

As eleições do dia 18 de novembro serão decisivas

No dia 18 de novembro não será o destino da OAB-MA que está em jogo, mas a credibilidade da Instituição, o respeito aos advogados pelos prepostos do Poder Público e, acima de tudo, a defesa dos interesses da sociedade.

Por isso, cidadão, participe.

Você mesmo, que nem é advogado, mas que tem um advogado ou algum dia poderá precisar de um, você que espera da Ordem que se posicione contra as injustiças impunes de autoridades públicas, participe. Fale com seu advogado para que se alie àqueles que querem resgatar a Ordem do caos em que foi mergulhada e volte a ser aquela Instituição que sempre combateu os abusos das autoridades públicas e da qual possam se orgulhar os advogados que hoje sentem vergonha de a ela pertencer.

Por tudo isso espera-se que os advogados, especialmente os advogados recém-formados, maiores vítimas do abandono pela OAB, lutem por uma Ordem independente, capaz de enfrentar toda e qualquer autoridade, na defesa e no respeito de suas prerrogativas, para que os advogados não passem pelo vexame da vergonha e do constrangimento e possam defender com firmeza e altivez os seus constituintes e assim construir uma sociedade onde prevaleça a segurança jurídica.

* Ex-presidente da OAB-MA e ex-Conselheiro Federal

Revisão de lei antidrogas pode afrouxar penas e gerar mais de 65 mil “descondenações”

A revisão criativa da Lei de Drogas por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) pode afrouxar a pena de 65 mil presos que foram flagrados com drogas. Os processos estão na fila do Mutirão Processual Penal de 2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Cada caso será revisto e, detalha o juiz auxiliar da presidência do CNJ, João Felipe Menezes Lopes, “quando pertinente”, retirar a pena pelo (ex) crime. Serão os novos “descondenados”. Entra no bonde da revisão os casos de falta grave dos últimos 12 meses.

Liberou geral

A revisão da “falta grave”, flagrante de porte de até 40g de maconha ou 6 pés da planta, responde por 13% de tudo que entra neste mutirão.

Tem de tudo

O CNJ vai revisar, ao todo, 496.765 processos, mas o número pode subir. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia ainda não se manifestaram.

14,8 mil em Minas

Minas Gerais, com 14.881 casos que serão revisados por falta grave, puxa a lista. São Paulo ainda não tem esse consolidado, só em 20

Sem generalizar

À coluna, o STJ diz que não necessariamente as revisões das faltas virarão soltura e que falta grave é aplicada em pessoas já condenadas.

Coluna do Claudio Humberto

 

Justiça condena o Governo do Maranhão a reformar as pontes da Avenida Ferreira Gullar

Integração da política de mobilidade urbana com a política de desenvolvimento urbano é essencial. A sentença considerou que o direito à mobilidade urbana exige compromisso contínuo dos gestores públicos em promover um ambiente urbano seguro. O Judiciário condenou o Estado do Maranhão a reformar as pontes localizadas na Avenida Ferreira Gullar, em São Luís, para corrigir problemas estruturais, evitar o risco de colapso e garantir a segurança do tráfego de veículos e pessoas.

A condenação, nesta segunda-feira, 11/11, de ordem do juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, atendeu a pedido do Ministério Público (MP). Em 90 dias, deverá ser apresentado um cronograma da obra.

O MP tomou conhecimento que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA) identificou um estado crítico na estrutura das pontes, confirmado por laudo elaborado pelo Estado do Maranhão, em 2016, que apontou diversos problemas, em especial “corrosão das armaduras”.

ESTADO CRÍTICO

Em laudo de vistoria técnica de 2015, o CREA-MA constatou que a estrutura caminha para um “estado de degradação crítico, se não forem tomadas as providências de recuperá-la estruturalmente”. Em documento, a Agência Executiva Metropolitana (AGEM) informou que possuía um Projeto Básico elaborado pela equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA) referente às pontes, mas que precisava ser aprovado pelo governador do Estado.

A SINFRA se manifestou informando que as obras de conservação e manutenção da Ponte Newton Bello ficaram sob a responsabilidade da AGEM e quanto às pontes localizadas na Av. Ferreira Gullar, já havia sido realizada vistoria e ensaios para a avaliação do quadro patológico existente, requerendo que fossem consideradas as dificuldades orçamentárias.

POLÍTICAS DE MOBILIDADE E DESENVOLVIMENTO URBANO

Na fundamentação da decisão, o juiz ressalta que a integração da política de mobilidade urbana com a política de desenvolvimento urbano é essencial e que ambas devem respeitar as diretrizes dos Planos Diretores Participativos, que refletem os anseios e necessidades da comunidade. Nesse contexto, o Plano Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal n.º 12.587/2012), determina diretrizes específicas para a segurança e eficiência dos deslocamentos urbanos. Conforme o art. 5º da lei, a Política Nacional de Mobilidade Urbana fundamenta- se em princípios como a segurança nos deslocamentos e a eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana.

O juiz considerou ainda que o direito à mobilidade urbana exige “compromisso contínuo dos gestores públicos” em promover um ambiente urbano seguro, inclusivo e sustentável, além de ações concretas que preservem a integridade das infraestruturas essenciais para a mobilidade.

“Nesse sentido, resta evidenciado que cabe ao ente estadual, que se colocou como executor das obras e manutenções, a responsabilidade pela adoção das providências necessárias para a correção das falhas estruturais apontadas, buscando-se prevenir eventuais danos e assegurar a manutenção da segurança pública”, declarou o juiz na decisão.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

 

Alexandre de Moraes descobre o “plano,” reage e deixa escapar que não sabe o que fazer, diante do que semeou

Recentemente, os rumores de uma possível retaliação contra o ministro Alexandre de Moraes a partir do retorno de Donald Trump ganharam força… O que antes era apenas uma especulação, agora começa a se desenhar.

Trump afirmou publicamente que Elon Musk – um dos maiores inimigos de Moraes – precisa ser “protegido”. O presidente eleito dos EUA planeja fortalecer a liberdade de expressão, confrontando leis que limitam a atuação do X, plataforma que pertence a Musk. O bilionário, na primeira oportunidade que teve, mandou uma indireta a Moraes após a vitória de Trump:

“X voltou a ser número 1 no Brasil!”.

Além disso, outro algoz de Moraes será um dos nomes mais fortes de Trump dentro do Governo: Jason Muller, CEO da rede social Gettr que chegou a ser detido em um aeroporto no Brasil por ordem do ministro, será guindado à um alto cargo na Casa Branca.

Moraes já começa a se sentir encurralado. Segundo fontes do Supremo, ao ver esse cenário e perceber uma possível revogação de seu visto americano, o ministro reagiu imediatamente com ironia em conversa com outros integrantes do STF. Porém, os risos de Moraes devem ter sido de “pavor” já que uma forte reação se desenha bem na sua frente.

O cerco está se fechando…

Jornal da Cidade Online

 

Ministro Flavio Dino mantém suspensão das emendas parlamentares, diante de relatório da CGU

A decisão foi tomada após o ministro receber relatório da Controladoria-Geral da União. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu nesta terça-feira (12) manter a suspensão do pagamento de emendas parlamentares para Organizações não governamentais (ONGs). A decisão foi tomada após o ministro receber um relatório no qual a Controladoria-Geral da União (CGU) aponta diversas irregularidades nos repasses de recursos de emendas ao Orçamento da União no período entre 2020 e 2024.

Conforme o levantamento, que foi solicitado pelo próprio ministro, há direcionamento de emendas para uma organização específica, ausência de chamamento público ou concurso de projetos, ausência de capacidade operacional para execução das atividades, ausência de transparência na aplicação dos recursos recebidos, além de outras irregularidades.

Diante do relatório, Flávio Dino deu prazo de dez dias úteis para a Câmara, o Senado e as demais partes no processo se manifestarem sobre os dados. Em seguida, o mesmo prazo será dado à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Friso que, até a devolução dos autos a esta relatoria para nova deliberação, todos os repasses para ONGs auditadas pela CGU, referidas no 4º Relatório Técnico, permanecem suspensos”, decidiu o ministro.

Entenda

Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP 8 e RP 9 são inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte. O PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continua em descumprimento. Após aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original, Flávio Dino assumiu a condução do caso.

Em agosto deste ano, Flavio Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade. O ministro também mandou a Controladoria-Geral da União (CGU) auditar os repasses realizados pelos parlamentares por meio das emendas do orçamento secreto.

Com Agência Brasil

 

Pesquisa CNT: Rejeição ao governo Lula sobe e já é a maior da série: 30,8%

O governo do petista é avaliado de forma positiva (soma-se ótimo e bom) por 35,5% dos brasileiros, a menor porcentagem desde o início do terceiro mandato de Lula.

Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (12) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o governo do presidente Lula (PT) é avaliado de forma negativa (soma-se péssimo e ruim) por 30,8%, atingindo a maior rejeição desde o início da série histórica, em janeiro de 2023. 

O governo do petista é avaliado de forma positiva (soma-se ótimo e bom) por 35,5% dos brasileiros, a menor porcentagem desde o início do terceiro mandato de Lula. Outros 32,1% de brasileiros avaliam a administração de Lula como regular, enquanto 1,6% optaram por não responder ou não sabiam.

Avaliação do governo Lula

  • Ótimo: 12,2%
  • Bom: 23,3%
  • Regular: 32,1%
  • Ruim: 9,4%
  • Péssimo: 21,4%
  • Não sabe/Não respondeu: 1,6%

A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Os dados foram coletados através de entrevistas pessoais de 1.200 pessoas, entre os dias 6 e 9 de novembro em todo o país. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Diário do Poder

Tramita na Câmara, proposta para mudar números de deputados federais por estados: Veja como fica

Pará e Santa Catarina são os estados que mais ganhariam deputados federais com o projeto.

Tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar que tem como objetivo mudar a distribuição das vagas para deputado por estado e o Distrito Federal a partir de 2027, com base no Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A proposta que está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa, em regime de prioridade, não altera o número total de deputados (513) nem o número mínimo e máximo por estado (8 e 70), mas sim redistribui as vagas entre os estados.

Com o texto de autoria do deputado federal Pezenti (MDB-SC), Pará e Santa Catarina são os estados que mais ganhariam deputados federais, com quatro cada.

Veja abaixo como ficariam as mudanças:

Acre – número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

Alagoas – número de deputados atuais: 9; com a proposta: perde um parlamentar e fica com 8;

Amazonas – número de deputados atuais: 8; com a proposta: ganha dois parlamentares e fica com 10;

Amapá – número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

Bahia – número de deputados atuais: 39; com a proposta: perde dois parlamentares e fica com 37;

Ceará – número de deputados atuais: 22; com a proposta: ganha um parlamentar e fica com 23;

Distrito Federal – número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

Espírito Santo – número de deputados atuais: 10; com a proposta: continua com 10;

Goiás – número de deputados atuais: 17; com a proposta: ganha um parlamentar e fica com 18;

Maranhão – número de deputados atuais: 18; com a proposta: continua com 18;

Minas Gerais – número de deputados atuais: 53; com a proposta: ganha um parlamentar e fica com 54;

Mato Grosso do Sul – número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

Mato Grosso – número de deputados atuais: 8; com a proposta: ganha um parlamentar e fica com 9;

Pará – número de deputados atuais: 17; com a proposta: ganha quatro parlamentares e fica com 21;

Paraíba – número de deputados atuais: 12; com a proposta: perde dois parlamentares e fica com 10;

Pernambuco – número de deputados atuais: 25; com a proposta: perde um parlamentar e fica com 24;

Piauí – número de deputados atuais: 10; com a proposta: perde dois parlamentares e fica com 8;

Paraná – número de deputados atuais: 30; com a proposta: continua com 30;

Rio de Janeiro – número de deputados atuais: 46; com a proposta: perde quatro parlamentares e fica com 42;

Rio Grande do Norte – número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

Rondônia – número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

Roraima – número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

Rio Grande do Sul – número de deputados atuais: 31; com a proposta: perde dois parlamentares e fica com 29;

Santa Catarina – número de deputados atuais: 16; com a proposta: ganha quatro parlamentares e fica com 20;

Sergipe número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8;

São Paulo número de deputados atuais: 70; com a proposta: continua com 70;

Tocantins número de deputados atuais: 8; com a proposta: continua com 8.

Diário do Poder

Revista britânica faz questionamento humilhante: Para que serve o Exército Brasileiro?

A revista britânica The Economist questionou a razão de o Brasil manter o 15º maior exército do mundo, mesmo sem envolver-se em guerras diretas. A crítica, segundo a publicação, recai sobre a estrutura das Forças Armadas brasileiras, sugerindo que elas se tornaram obsoletas e politizadas, sem um propósito claro de defesa para o país. A matéria discute o papel do Exército Brasileiro, questionando sua real utilidade além de missões tradicionais.  Apresenta diferentes perspectivas, incluindo a necessidade de modernização e adaptação a novas ameaças, além do debate sobre os custos e o impacto social de sua manutenção.

Levanta a questão crucial: qual o real valor estratégico do Exército Brasileiro no contexto atual?

O artigo também toca na questão da burocracia e da falta de transparência em relação ao orçamento e às ações do Exército, sugerindo maior prestação de contas.  A discussão se estende para o papel do Exército em situações de emergência e desastres naturais, contrapondo sua eficiência nesses casos com a falta de investimentos em outras áreas de segurança pública e defesa civil.

No entanto, essa visão ignora a realidade brasileira. O Brasil, sendo um país de dimensões continentais e com vastos recursos naturais, necessita de uma força militar robusta para proteger seu território e garantir sua soberania. A existência de um exército preparado é, em grande medida, um instrumento de dissuasão para eventuais ameaças externas. Além disso, a presença de forças militares auxilia na defesa contra atividades ilegais que ameaçam a Amazônia e outras áreas estratégicas, como exploração de minérios e recursos naturais por ONGs estrangeiras, muitas vezes com respaldo internacional.

Atualmente, o Brasil possui uma força de 200 a 300 mil soldados ativos e cerca de 1 a 2 milhões de reservistas, consolidando-se como o maior exército da América Latina. Ainda que a força militar possa enfrentar desafios relacionados à modernização e à política interna, não se pode negar sua importância estratégica. A modernização das forças armadas é, sim, uma necessidade, mas a desmobilização ou o enfraquecimento dessa estrutura, como sugerido de forma indireta pela The Economist, poderia deixar o país vulnerável a ingerências e explorações internacionais.

A questão que fica é: por que uma publicação britânica se interessa em discutir a necessidade do exército brasileiro? Para a população brasileira, é fundamental interpretar esse tipo de crítica com cautela e refletir sobre os reais interesses por trás de tal questionamento. O questionamento feito pela The Economist toca em um ponto sensível para o Brasil: a função e a relevância das suas Forças Armadas (FA) em um cenário global onde o país não participa de guerras formais. Contudo, mesmo em tempos de paz, o Brasil enfrenta ameaças que vão além do conflito armado direto, envolvendo a segurança territorial, a exploração de recursos naturais e a presença de interesses estrangeiros na região amazônica.

Como o maior país da América do Sul e com fronteiras extensas e complexas, o Brasil lida com diversas ameaças internas e externas. Além da defesa da soberania e da integridade territorial, as FA atuam no combate ao tráfico de drogas e armas, na proteção de fronteiras, em missões de paz, e na garantia da segurança de áreas ricas em recursos naturais. A Amazônia, que concentra uma biodiversidade única, além de vastas reservas de minérios, gás e petróleo, é uma região de interesse global, o que torna a presença militar brasileira ainda mais estratégica.

Na região amazônica, há a presença de organizações não governamentais (ONGs) estrangeiras, que muitas vezes atuam em projetos de conservação e desenvolvimento sustentável, mas cuja atuação, para muitos, é vista com desconfiança. Algumas dessas ONGs operam com financiamentos e agendas que não necessariamente atendem aos interesses brasileiros, gerando preocupações sobre a soberania nacional. Críticos apontam que a ausência de uma presença militar sólida abriria brechas para uma exploração indiscriminada de recursos naturais e maior interferência estrangeira em áreas estratégicas do território brasileiro.

Por que o Interesse da Imprensa Estrangeira? Para alguns analistas, essa atenção reflete uma preocupação internacional com o controle de recursos naturais brasileiros, especialmente na Amazônia, uma das últimas grandes fronteiras de biodiversidade e recursos do mundo. Outros interpretam essa crítica como parte de uma pressão para que o Brasil adote uma postura de defesa menos assertiva, o que facilitaria a entrada de empresas e entidades internacionais na região.

Para a população brasileira, a questão é delicada. Se por um lado, uma parte da sociedade vê as Forças Armadas com ceticismo, questionando seu envolvimento em questões políticas, por outro, há uma crescente percepção de que a presença militar é um instrumento essencial de proteção contra ingerências externas e exploração de riquezas naturais. Com o aumento da atenção internacional sobre o Brasil e suas riquezas, a presença de um exército bem preparado pode ser fundamental para proteger não só o território, mas também os interesses do povo brasileiro a longo prazo.

Fonte: Revista Exame