A Controladoria Geral da União e a Polícia Federal devem investigar compras de respiradores feitas por governos estaduais e municipais, os quais pagaram adiantados e não receberam os produtos. Há um levantamento de que foram efetuadas compras de quase 07 mil respiradores e um pouco mais de 03 mil foram efetivamente entregues, sem falarmos nos casos de que inúmeros apresentaram defeitos e outros já ultrapassados. As autoridades já têm informações de que, grande parte dos respiradores foi negociada com superfaturamento, que elevaram os valores das unidades que chegaram a ultrapassar o valor de R$ 160 mil.
Todos os casos em que foram utilizados recursos destinados ao combate da Covid-17 serão apurados pela Polícia Federal diretamente, mas outros casos em que os recursos foram dos cofres dos governos estaduais e municipais, também merecerão a atenção das autoridades de controle, devendo a responsabilização ficar por conta dos órgãos de controle dos estados, principalmente o Ministério Público.
A CGU já identificou casos em que respiradores foram comprados por um pouco mais de R$ 40 mil, enquanto outros atingiram mais de R$ 160 mil. O problema maior é que a falta dos respiradores ocasionaram muitos óbitos e colocaram muitos médicos em situação constrangedora de decidir entre pacientes acometidos pelo covid-19, qual deles teria maior chance de continuar com vida.
O maior sentimento de revolta e indignação da população é que muitos governantes e gestores se aproveitaram da pandemia com a dispensa de licitação para compra superfaturada de produtos para o enfrentamento a covid-19 serem vergonhosamente desviados através de atos de corrupção.
A roubalheira feita pela Prefeitura de São Luís – SEMUS
Entre os corruptos está a Prefeitura de São Luís, flagrada pela Controladoria Geral da União e a Polícia Federal na compra de 320 mil máscaras hospitalares, que três dias antes foi vendida para a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Luís por R$ 2,90 e na segunda compra o mesmo produto foi negociado por R$ 9,90, proporcionando um rombo criminoso de R$ 2,3 milhões dos recursos destinados ao enfrentamento do covid-19. A operação da Polícia Federal que recebeu o nome “Cobiça Fatal”, chegou a prender empresários e apreendeu farto material nos escritórios das empresas envolvidas e na sede da SEMUS.
A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilos bancários e fiscais de 19 envolvidos no ato criminoso, destacando-se o secretário Lula Fylho, que com a proteção do prefeito Edivaldo Holanda Júnior continua no exercício do cargo. A grande expectativa em torno dos fatos é que a qualquer momento a Polícia Federal poderá realizar uma segunda etapa, e dificilmente os envolvidos escaparão da operação “Cobiça Fatal”, inclusive com prisões preventivas, haja vista o substancioso material recolhido das roubalheiras e das práticas corruptas.