O trem passa, a sujeira fica: Projeto para tampar vagões com cargas de minérios

       aldir

Comida cheia de pó de minério, plantação prejudicada, pulmões adoecidos e muita sujeira dentro de casa. Esse é o cenário constante de moradores das regiões de Barra Mansa e Quatis, além de outros municípios do sul fluminense, por conta das partículas de minério e outros materiais expelidos dos trens de carga, que passam nas cidades cortadas pela Ferrovia do Aço, fruto do “Milagre Econômico” do período da ditadura militar.

Após visita ao local, o deputado Flavio Serafini desarquivou o projeto 2711/2014, protocolado pela deputada Inês Pandeló (PT-RJ) em 2014, que teve sua tramitação suspensa pelo fim da legislatura.

O projeto propõe que todos os vagões de trens de carga trafegando dentro da área geográfica pertencente ao Estado do RJ, que transportem material poluente que possa ser espalhado com o vento, trafeguem tampados.

As empresas que descumprirem deverão pagar multa de cerca de R$135 por vagão e havendo reincidência, o valor será cobrado em dobro.
É importante lembrar – como denunciaram diversos moradores – que alguns vagões, dependendo do material, trafegam tampados.

“Quando a mercadoria é sensível, causa dano ao objeto, ele vem protegido. Agora, quando o prejuízo é a nossa saúde e a saúde ambiental, essa preocupação não existe”, informou Guilherme Gonzaga, um dos responsáveis pelo assentamento Irmã Dorothy , que tem o projeto de produção agroecológica prejudicado, devido ao pó que cobre a plantação.

“Além disso, os trens passam dentro das cidades, bloqueiam qualquer organização urbanística, geram dificuldades no trânsito e ainda podem causar acidentes, como a queda de pedras”, afirma.

Fonte: Brasil de Fato
Por Viviane Tavares
do Rio de Janeiro

 

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *