O que impede prefeito, vereadores e secretários fazerem viagem nos coletivos de São Luís com o povo?

Nos últimos tempos, nunca houve tanta esculhambação nos serviços de transportes coletivos de São Luís. Uma greve inconcebível de mais de um mês, a destruição do teto de um terminal de coletivos, em que a Prefeitura, o Consórcio responsável pela administração e a Justiça tinham conhecimentos prévios, dos riscos às vidas de milhares de passageiros que transitam pelo local, e nenhum deles tomou a devida, urgente e necessária adoção de medidas para evitar o sério problema. Felizmente, tudo ocorreu pela madrugada e não foram registradas vítimas, que poderiam ser os pobres e humilhados passageiros, sempre a mercê de um serviço cada vez mais excludente com veículos velhos e que muitas vezes não conseguem concluir o trajeto.

O jornalista Douglas Pinto, depois de mostrar através da TV Mirante, os ônibus velhos, com pneus carecas e sem parte da lataria, além de não oferecer um mínimo de segurança, decidiu com muito esforço e o cinegrafista entrarem num deles e sentiu de perto o sofrimento diário dos passageiros para ir e vir aos seus locais de trabalho. As reclamações são muitas e bem dolorosas, como de uma idosa portadora de deficiência, que enfrenta dificuldades diárias para se locomover ao local de trabalho. Lamentável sob todos os aspectos é que diante do sofrimento de uma maioria, do outro lado está a indiferença dos gestores públicos sempre muito maior, e quanto muito com discursos, sem qualquer comprometimento, geralmente evasivos e sempre recheados com a conhecida e rasteira demagogia.

Diante da realidade cruel atual, será que o prefeito, os vereadores e os secretários municipais teriam coragem de pelo menos ter a experiência por alguns minutos de do que é o cotidiano de milhares de passageiros de coletivos. Não, para não se misturarem, sem ser em período eleitoral, e a falta de um mínimo de compromisso, além do temor à indignação popular, no caso em que viessem a ser identificados, e ainda mais com a falta do terminal que tem obrigado a que muita gente pague duas passagens, o que muito para quem tem pouco.

Por outro lado, a greve continua e como tem ficado claro que nesta cidade não tem autoridade para fazer valer o direito dos trabalhadores e estudantes de ir e vir, a população vive entregue ao próprio sofrimento.

Os rodoviários, que já estão em greve parcial há mais de um mês, queriam retomar esta semana, uma paralisação total, mas acabaram por recuar, temendo uma revolta popular com consequências sérias e que inclusive caminha para uma explosão.

Fonte: AFD

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