O poder público precisa orientar e ajudar os carroceiros com muitos serviços prestados a cidade de São Luís

Há poucos dias chamei a atenção das autoridades para os sérios problemas enfrentados pelos carroceiros que prestam serviços em diversos pontos da cidade. A maioria é de pessoas de idade mais avançada e que luta com dificuldade para ganhar o pão de cada dia, e ainda mais agora na pandemia. A maioria recebe o benefício da assistência continuada do INSS e como têm família e geralmente são as únicas referências de renda, o trabalho com a carroça é efetivamente instrumento para luta cotidiana.

Pelo que já fizeram pela cidade de São Luís, quando eram meios de transportes para mudanças e fretes diversos, estão dentro do contexto da história, e da sua elevada importância para o desenvolvimento da nossa capital. Mostrei aqui uma foto de um deles fazendo um frete indo pela ponta Bandeira Tribuzi e ontem encontrei o da foto acima saindo da rua Silva Jardim e entrando na contramão pela rua dos Afogados para atender um chamado feito por celular.

Com a orientação de flanelinhas, ele deve ter conseguido chegar ao local pretendido. Tratava-se um senhor de mais 70 anos com o rosto e os braços queimados pelo sol e sérios riscos de câncer de pele. Entendo que os carroceiros pelos relevantes serviços prestados à população ludovicense, precisam ser vistos pelo poder público como merecedor de reconhecimento e que seja encontrada uma maneira que possam trabalhar dentro das comunidades prestando serviços com transporte para instituições públicas e privadas, com a orientação da prefeitura de São Luís. É uma questão de respeito à dignidade deles e o direito à cidadania pelo pão de cada dia.

Fonte: AFD  

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