O oportunismo vergonhoso do deputado petista José Inácio

Aldir

O deputado petista José Inácio Rodrigues Sodré, com uma passagem bastante tumultuada e marcada por inúmeras denúncias de improbidades na Superintendência do INCRA, continua com a sua peregrinação nada transparente, depois que se elegeu deputado estadual com uma campanha marcada com recursos abundantes. Na cidade de Bequimão, sua terra natal, se constituiu no mais ferrenho e agressivo adversário do então candidato e hoje governador Flavio Dino. Sem qualquer discernimento e feito papagaio de pirata, conseguiu tirar algumas fotos ao lado do dirigente do Executivo Estadual e distribui no município e mais precisamente nas comunidades próximas a barragem do Pericumã, como tenha sido o grande responsável pela autorização para a construção da tão sonhada ponte pela população de vários municípios da Baixada Maranhense e do Litoral Norte. O maior opositor à construção da ponte era o prefeito Filuca Mendes, de Pinheiro, em razão de temer o fracasso dos seus inúmeros negócios particulares, como postos de combustíveis e hotéis e diversos outros de aliados políticos. A decisão de construção da ponte sobre o rio Pericumã, foi do próprio governador Flavio Dino, diante de um planejamento elaborado pela sua equipe de governo, que constatou que através da ligação das duas extremidades do rio, pode perfeitamente proporcionar o desenvolvimento de municípios e da região.

       O deputado José Inácio, durante a sua administração na Superintendência do INCRA, se constituiu como o maior inimigo dos quilombolas e da reforma agrária. Através da postergação de interesses coletivos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, se colocava sempre em defesa de negócios de políticos e de empresários do agronegócio. Para exemplificar, basta verificarmos a problemática dos conflitos agrários na região de Codó. Alí já houve assassinato de quilombola, perseguição e expulsão de famílias, incêndio de casas e até de uma Igreja Católica e dezenas de roças, sem falarmos na utilização das policias militar e civil para repressão através da força para expulsar milhares de famílias detentoras de posses centenárias. A Associação dos Quilombolas do Maranhão, que deve ter um encontro com a Ouvidoria Agrária Nacional vai formalizar um pedido de auditoria na Superintendência, sobre a questão dos recursos que deveriam ser utilizados na desapropriação de áreas e regularizações fundiárias e que acabaram sendo desviados para convênios nada transparentes com vários municípios, bem nas proximidades do período eleitoral do ano passado. Outra questão séria e que simplesmente foi desrespeitada pelo então superintendente e hoje deputado estadual José Inácio, foi o assentamento de 165 famílias que deixaram as áreas indígenas AwáGuajá. Apesar de ter sido firmado um acordo com o Ministério Público Federal e a Justiça Federal para que fosse honrado o compromisso, inclusive com a liberação de recursos pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário na administração de José Inácio, nenhuma família foi assentada. Se a maioria ocupa hoje uma área foi decorrente da decisão firme do juiz federal José Carlos do Vale Madeira.

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