O avanço da violência amedronta a população e a banalização da vida infelizmente fica cada vez mais acentuada

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O problema é sério, bastante assustador e com muita incerteza em relação para onde caminhamos. A banalização da vida é uma realidade que atinge inúmeros segmentos sociais e de uma maneira especial trabalhadores e trabalhadoras, que por necessidade da própria subsistência ficam bem próximas e mais vulneráveis a violência. A bandidagem se organizou, adquiriu armamento de última geração, capacitou os seus integrantes em conhecimentos estratégicos, conseguiu se infiltrar em setores próximos dos poderes constituídos e tem serviço de inteligência para ser bem informado para o planejamento das suas ações, principalmente em um dos seus maiores negócios, o tráfico de drogas.

O que assusta ainda mais e causa sensação de impotência a população é que são mais frequentes os confrontos entre policiais e bandidos, numa demonstração clara de que a audácia dos criminosos se tornou bastante acentuada. Se não há respeito e nem um mínimo de temor às autoridades policiais, o resultado é que estamos assistindo o aumento de assassinatos em qualquer hora e dia e em qualquer lugar, mesmo quando a vítima se rende aos criminosos. É uma situação bem critica, levando-se em observação de que quando o cidadão reage ele pode morrer e quando não reage também não escapa, e acaba-se ficando naquela de que se correr o bicho pega e se parar o bicho come.

Não adianta tentar se colocar que o problema é nacional como justificativa. Há necessidade urgente, da união de esforços de todas as instituições dos poderes constituídos e dos todos os segmentos sociais, para debates amplos e ações para enfrentamento à realidade. Se não houver um combate massivo ao tráfico de drogas, não tão somente aos zés ruelas, que fazem negócios em vários pontos da cidade, mas aos grandes contraventores e importadores,  nada será conseguido. A criação de politicas públicas efetivas de educação, saúde, geração de emprego e renda, empreendedorismo pelo poder público com a iniciativa privada e um importante trabalho de prevenção e repressão pelo aparelho policial, podemos até não resolver a problemática, mas com certeza estimularemos a redução com o enfrentamento ganhando visibilidade. O que não leva a nada são ações isoladas e muitas vezes sem o planejamento adequado, assim como a insistência dos vícios do clientelismo politico.

A violência nos transportes coletivos se tornou um grande tormento para a população, mais precisamente para as pessoas das comunidades mais distantes. Apesar de uma propaganda de que a prefeitura de São Luís tem colocado um maior número de coletivos em operação, não podemos levar a sério, bastando a observação de que ela não tem nenhuma empresa. A realidade é que o problema no setor era gravíssimo e agora tende a se tornar grave. O trabalhador e a trabalhadora ao adentrar em um ônibus se sentem completamente vulneráveis à espera dos assaltantes. O que mais indigna os passageiros é que os assaltos geralmente ocorrem em locais bastante conhecidos. Apenas como ilustração da realidade, tenho uma filha, que estuda na Universidade Federal do Maranhão, que já foi assaltada por mais de dez vezes. Já perdeu celulares, dinheiro, objetos pessoais e até uma mochila com livros e material de pesquisa. Não me refiro às outras ocasiões em que ela se encontrava em coletivos e nada foi levado. É um problema que continua e a sensação que as pessoas têm é que o aparelho policial demostra ser impotente para o combate ao tipo de violência, o que acaba proporcionando audácia da bandidagem.

        As constantes divulgações de que está havendo a redução da violência na capital e no interior, com informações em percentuais, podem até ser verdade, mas o cerne do problema é que ela continua muito alta  e com reflexos altamente negativos. Tem sido muito séria a indignação das pessoas com as divulgações, e sabemos que diante da total banalização, as vítimas diárias de assaltos em que perdem bolsas, celulares, objetos pessoais, ela não registram boletim de ocorrência, a não ser quando são levados documentos. Há muitas queixas e manifestações públicas de indignação das pessoas, pela ausência da policia das ruas, que até pouco tempo tinha visibilidade.

A verdade é que há necessidade urgente de ser feita alguma coisa para o enfrentamento à realidade, no momento em que a recessão se torna visível e vai se acentuar, e com certeza vai gerar desemprego e por extensão mais problemas sociais e não teremos dúvidas que desaguarão no crescimento da violência.

Precisamos acima de tudo fazermos as nossas partes para cobrarmos dos poderes constituídos, a necessidade urgente de um Basta!

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