Há mais de cinco anos, aqui neste blog, venho chamando a atenção do poder público para o problema de operações dentro de supermercados com máquinas empilhadeiras, em todos os horários e com os clientes efetuando compras, mas de nada adiantou e pela omissão, à noite de ontem tivemos o registro de um acidente já previsto diante de abusos e falhas tanto humana ou mecânica.
Graças a Deus, o acidente não foi grandes proporções, mas infelizmente tirou a vida de uma jovem colaboradora do grupo Mateus e inúmeras outras pessoas consumidoras sofreram ferimentos. Não existe qualquer justificativa para as operações das máquinas empilhadeiras, havendo ocasiões em que duas e até três delas operam ao mesmo tempo, colocando em risco a vida dos clientes, como foi o registro de ontem. Os operadores sempre colocam uma corda de obstrução ao local em que estao operando, como se isso fosse o suficiente para garantir qualquer respaldo, inclusive obstruindo o direito do consumidor de ter acesso ao local em que haja algum produto que queira adquirir, além de não impedir, que uma criança ou outra pessoa acesse do local inadvertidamente.
As cordas de obstrução não contam com nenhuma placa de advertência, o que caracteriza ainda mais os riscos iminentes às vidas dos consumidores, muito embora não lhes garanta direito de operações entre os consumidores, em que estão crianças, idosos, deficientes e os cidadãos e cidadãs, que ali se encontram para efetuar compras e não se concentrar em não ser vítimas de acidentes.
Sempre tive preocupação com as empilhadeiras, quando vou ao supermercado com a minha esposa, e já fiz inúmeras observações aos meus filhos não apenas para cuidados com as suas pessoas, mas redobrado com os meus netos. Pessoalmente já tive muitos conflitos para pararem com as operações no Mix Mateus da Curva do 90, para poder retirar um produto que está no local em que estavam colocando e retiramdo mercadorias das prateleiras, que são muito altas com pesos elevados, outro fator de observação, que infelizmente não é atentado pela fiscalização, se é que ela existe.
Operações contínuas com empilhadeiras e indiferentes aos consumidores, são práticas acentuadas em lojas do grupo Mateus, do Atacadão e agora do Mineirão, que sucedeu ao Makro. Desconheço pelo menos que exista alguma legislação que permita operações perigosas com consumidores no local, o que deve ser observado pelas autoridades e tornada pública, oportunizando as pessoas a frequentar os estabelecimentos em que não existam iminentes perigos.
A tragédia do Mix Mateus da Curva do Noventa é apenas mais uma advertência de que como a vida das pessoas são banalizadas, simplesmente pela omissão do poder público, e serve como atenção para o sério e grave problema dos Ferry Boats.
O que tem merecido criticas da população foi a mobilização de muitas autoridades, a maioria delas que poderiam perfeitamente com as suas responsabilidades ter evitado o acidente. Agora cabe à população aguardar pelas providências das instituições do poder público, independente do grupo Mateus ser um dos grandes parceiros do Governo do Estado.