A foto registra o padre Marcelo Pepin com os anjos da guarda Maria do Espírito Santo Oliveira e Maria Cícera Nogueira, que zelam pelo grande filho de Deus.
Tem certos dias na vida da gente, que nos levam à reflexão de que eles são diferentes dos demais, quando são marcados por surpresas bem gratificantes e que chegam a tocar as ilimitadas reservas do espírito dos nossos corações. A grande surpresa que tive nos últimos tempos foi de encontrar hoje, o padre Marcelo Pepin, um religioso que há mais de 50 anos presta importantes serviços ao Povo de Deus do Maranhão, com ações evangelizadoras e formação de consciências críticas, mesmo com os seus 90 anos de idade. Tal qual um vinho de grande qualidade e sabor, Marcelo Pepin mostra uma plena lucidez, que está altamente atualizado quanto a Igreja Católica e os seus vários questionamentos, assim como as conjunturas políticas, sociais e econômicas.
Durante conversa que tivemos hoje, diante de um encontro casual e a descoberta de que estamos morando bem próximos, lembramos velhos tempos que se aproximam dos 50 anos. Lembramos, quando ele e outros padres canadenses moravam na rua do Sol, no sobrado em que foi o colégio Zuleide Bogéa. Com Marcelo residiam os padres Rejean Racine, Gerard Dupont e mais dois religiosos que não me recordo. Com a amizade feita com o padre Rejean Racine, então orientador espiritual dos jovens da Comunidade do Movimento Familiar Cristão, eu, Carlos Nina, Betinho Nina, João Alexandre Costa Júnior, José Manoel e José Maria Alves da Silva sempre frequentávamos a residência dos chamados padre canadenses.
Foi um período muito importante de aprendizado e participação em movimentos e organização, diante da repressão que impedia até com contundência, reuniões de jovens que queriam ver sempre mais adiante. Padre Marcelo Pepin, lembrou-se de todos e disse que no Canadá por algumas vezes conversou com o padre Rejean Racine, que foi quem me casou e fez a celebração do batismo dos meus dois primeiros filhos, antes de retornar ao Canadá e que posteriormente veio apenas uma vez ao Maranhão.
Padre Marcelo Pepin em seus mais de 50 anos no Maranhão foi uma presença marcante em inúmeras comunidades de São Luís e do interior do Estado. Se constituiu em uma presença marcante na Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Luís, com os seus conhecimentos cristalinos no contexto das conjunturas sociais e políticas e os reflexos na Igreja Católica. Deixa um grande legado para a história do compromisso com a evangelização e muito mais na formação de consciências críticas do Povo de Deus. Com a sua perseverança, ele continua aumentando mais capítulos à sua grande história, que na realidade faz parte da sua determinada missão profética.
Fonte: AFD
Nota do editor: A matéria acima foi publicada no dia 29 de novembro de 2018 e o padre Marcelo Pépin retornou a casa do Pai, no dia 22 de novembro de 2022