As policiais militar e civil em Codó, sempre estiveram à disposição dos interesses dos políticos e constantemente trabalhadores rurais são vítimas da força e da opressão. A foto é de um movimento de comunitários protestando em frente a uma delegacia pela prisão de um posseiro que foi encontrado pescando em um açude reclamado como propriedade de um politico, muito embora esteja em uma área quilombola.
A Justiça Federal atendendo a pedidos dos advogados da Associação dos Produtores Rurais Quilombolas do Povoado Puarqué, município de Codó, decidiu pela concessão de liminar para manter várias famílias de quilombolas em uma área de 1.700 hectares. A decisão judicial é decorrente da verdadeira perseguição que os quilombolas vinham sofrendo por parte do empresário e ex-prefeito de Codó, Biné Figueirêdo, que inclusive já figurou na lista suja do trabalho escravo. Pela decisão judicial, o ex-prefeito terá que retirar imediatamente da área, cerca de arame farpado, animais e alguns elementos que exerciam funções de jagunços e fiscais do ex-integrante da lista suja do trabalho escravo.
O problema da comunidade Puraqué é antigo e já deveria ter sido resolvido com a desapropriação da área, que realmente é reconhecida como de remanescentes quilombolas, mas os interesses políticos sob o comando do PT, que nos últimos anos tripudiou de trabalhadores e trabalhadoras rurais e foi inexpressivo no avanço da reforma agrária, acabou se tornando aliado da perseguição a milhares de famílias através da Superintendência do INCRA.
Em Codó está um grupo de políticos que tudo podem contra posseiros e trabalhadores rurais, contando quando querem com todo o suporte do aparelho de segurança, bem determinado para cumprir ordens de perseguição de empresários, políticos e empresários do agronegócio e altamente deficiente, quando se trata de garantir a ordem e a segurança.
O ex-prefeito Biné Figueirêdo, que inclusive já foi citado tem prazo para a retirada de qusse 150 cabeças de gado colocadas no local para destruir as roças dos quilombolas, como estratégia para força-los a deixar a área. A Associação dos Produtores e Produtoras Rurais do Povoado Puraqué, denunciaram a Justiça Federal, que a cabeças colocadas na área para destruir a produção de alimentos é do empresário FC Oliveira. Caso as cercas, o gado e outros instrumentos nocivos aos quilombolas não sejam retirados imediatamente, dentro do prazo estabelecido pela justiça, Biné Figueirêdo terá que pagar multa diária de mil reais.
Se o governador Flavio Dino tem a verdadeira intenção de fazer da Secretaria da Agricultura Familiar, instrumento para a produção de alimentos no Maranhão, ele terá que cobrar do INCRA e fazer do ITERMA, instituição séria e transparente para que sejam feitas desapropriações de áreas e regularizações fundiárias, inclusive de imensas áreas que estão incorporadas ao patrimônio de políticos e empresários do agronegócio. Em Codó, tenho minhas dúvidas se o governo irá se contrapor a Biné Figueirêdo, Zito Rolim (atual prefeito), o empresário FC Oliveira e o deputado César Pires.
