Na contramão das medidas que vêm sendo postas em prática pelo Governo do Maranhão como prevenção para o avanço da pandemia com uma possível nova onda da covid-19 no estado, o Jornal Hoje (28) repetiu o que o Jornal Nacional destacou ontem, que o vírus está em queda, depois de um bom período em estabilidade.
O que fica bem claro no mapa mostrado para uma avaliação da pandemia em cada estado da federação é que as informações procedem de consórcio de empresas de comunicação, da qual a Rede Globo participa com pelo menos 03 veículos, em que aparecem O Globo, G1 e Extra, que por sua vez recebem os dados das Secretarias Estaduais de Saúde.
O Maranhão passou um período em que todos os dias era visto em estabilidade, o que correspondia a realidade vivida, principalmente na cidade de São Luís. O momento de agora é bem diferente com uma iminente e nova onda da pandemia e em que autoridades sanitárias do Governo do Estado estão adotando medidas restritivas, entre as quais a proibição do Carnaval e as prévias, que agitam os foliões mais do que no chamado período gordo, como prevenção a aglomerações.
O que a Globo tem feito como uma verdadeira manipulação e totalmente fora da realidade, é mostrar que falta com a verdade e suscita dúvidas em todas as suas informações, sem falarmos nas manipulações vergonhosas do dia a dia.
A verdade é que a pessoas contaminadas com a covid-19 já ocupam quase 90% dos leitos específicos para a doença em São Luís e o governador Flavio Dino, que havia desativado centenas de leitos, desenvolve ações para a reativação de centenas na capital e no interior. Outro problema sério é que os óbitos começaram a aumentar.
Quanto a questão da desinformação feita ontem e hoje pela Rede Globo e que seria baseada em dados fornecidos pelas Secretarias Estaduais de Saúde, necessário se torna um esclarecimento, se os dados tornados públicos procedem, ou se tudo não passa de mais uma das inúmeras manipulações , que pode ser tanto de um lado como do outro.
Por outro lado, o Ministério Público do Maranhão vem fazendo gestões para a proibição de eventos de toda ordem no Estado, para evitar aglomerações, mas ainda não se posicionou sobre a questão dos coletivos.