Greve no Transporte Semiurbano é desrespeito as autoridades e violação aos direitos dos usuários

A paralisação dos rodoviários do Sistema Semiurbano, surgida inesperadamente sob o argumento do atraso de salários de motoristas de algumas empresas, tomou proporções sérias, por parte do Sindicato dos Rodoviárias, que decidiu transformar a paralisação que poderia ser sanada com o pagamento dos salários por algumas empresas inadimplentes, em greve sem quaisquer justificativas e de conotação política em que os trabalhadores se tornam massa de manobra.

A inicialmente apresentada, seria a falta do pagamento de subsídios mensais pela Agência de Mobilidade Urbana, o que imediatamente foi desmentido, com o esclarecimento de que os subsídios não fazem parte de qualquer acordo para a sua destinação a pagamentos de salários de empregados.

             Uma greve para interesses escusos  

A greve iniciada como paralisação surgiu decorrente de atraso salário, que não havia, nem um mês e avança, na dimensão em que o Sindicato dos Rodoviários quer assumir o papel de negociador. O movimento paredista surgiu sem qualquer tentativa de negociação com empresários e comunicado prévio aos usuários, o que deixa claro, de se trata de amplo desrespeito às autoridades e a população das comunidades dos municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.

A tentativa de envolver a MOB, sob o argumento de atraso no pagamento de subsídios teria sido armação de alguns empresários com vistas ao incentivo da paralisação e em seguida a greve, o que é uma articulação bastante conhecida e fruto de interesses de empresários e rodoviários.

                Rodoviários se acostumaram a não respeitar determinações do TRT e do Ministério Público do Trabalho

Os rodoviários se acostumaram a desrespeitar decisões do TRT e nem tomam conhecimento do Ministério Público, em todos os períodos em que houve a questão para garantia de um percentual de coletivos rodando e aplicação de multas. As lideranças dos rodoviários, em algumas ocasiões deixaram bem claro, que nas negociações, tanto no TRT e o Ministério Público recuam da aplicação das sanções e acabam abrindo precedentes para outros desrespeitos futuros, como o de agora, em que se faz greve atropelando tudo e todos.

Na verdade, rodoviários e empresários estão abusando da população, com serviços precários, passagens caras, sistema de bilhetagem causando prejuízos aos usuários, panes diárias com sucatas sendo utilizadas como coletivos e o número reduzido deles e outros desrespeitos, contexto em que está inserida a total responsabilidade do Poder Público.  A indignação gera revolta e a revolta é um caminho para a luta por direitos, dignidade e justiça.

Fonte: AFD

 

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