Greve dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado poderá resultar em denuncias ao Ministério Público Estadual

           aldir

  A greve dos servidores da Assembleia Legislativa do Estado poderá ter um desfecho muito maior do que pode ser imaginado pelos deputados e mais precisamente dos integrantes da mesa diretora. Conscientes de que o movimento poderá desnudar muitas questões e interesses políticos, alguns parlamentares estariam se movimentando em busca de uma solução para entendimentos com o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado. Os grevistas lutam pela imediata reforma e implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, e deixam bem claro, que não lhes restaram outra opção diante das negativas da mesa diretora do parlamento em não aceitar um debate livre e democrático, quando seriam esclarecidos os detalhes para o atendimento às reivindicações.

            Um servidor bastante indignado me disse hoje na porta da Assembleia, que o dinheiro que utilizado para pagar o considerável número de servidores fantasmas daria um bom suporte para o novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos.

            O presidente do Sindsalem, Luís Noleto, destacou o Tribunal de Contas do Estado rebateu os argumentos da mesa diretora do parlamento, que tinha como argumento a elevação dos valores da folha de pagamento. O TCE deixou bem claro que o gasto com pessoal da Assembleia atualmente ainda está abaixo do limite estabelecido por lei, o que significa que mesmo com o considerável número de servidores fantasmas e os excelentes salários de assessores comissionados, mesmo assim ainda há disponibilidade de que seja feita a reforma e a imediata implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, diz Luís Noleto, presidente do Sindsalem.

               aldir

  Servidores Pretendem Recorrer ao Ministério Público com Denuncias sobre os fantasmas que ganham altos salários

             Durante reunião com associados do Sindsalem, por decisão da maioria, a entidade de classe poderá denunciar ao Ministério Público Estadual e pedir investigação sobre os fantasmas e os generosos salários de assessores comissionados, o que é sem dúvidas improbidade administrativa, além de outros problemas sérios, que ainda não irão revelar.  A maioria parlamentar que é aliada do governador Flavio Dino, não se manifesta sobre o problema, preferindo rezar na cartilha do presidente, o deputado Humberto Coutinho. Uns dois deputados, que embora se manifestem solidários com os servidores, dizem preocupados com os desgastes políticos que atinge a todos os parlamentares e sem dúvidas o próprio governador Flavio Dino.

            Luís Noleto, presidente do Sindsalem voltou a afirmar que a diretoria da entidade de classe está aberta ao diálogo, mas não vai ceder na paralisação da greve, devido aos problemas ocorridos no ano passado, quando mesmo com acordo assinado, a mesa diretora não honrou o compromisso sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos.

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