A greve dos rodoviários iniciada e encerrada ontem, foi um jogo de cena mal articulado com empresários e alguns segmentos políticos para forjar um reajuste nas tarifas dos transportes coletivos de São Luís, com as pretensões de uma variação entre 11 e 22%, de acordo com as pretensões do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos.
Qualquer reajuste nos preços das passagens dos coletivos não será suportado pela população, diante da séria crise econômica e financeira e o desemprego desestabilizando milhares de famílias, Caso a Prefeitura de São Luís, que para a concessão terá que consultar a Câmara Municipal, se posicione favorável aos interesses dos empresários, nos preparemos para problemas sérios que surgirão com manifestações públicas de diversas categorias profissionais.
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior vem enfrentando sérias dificuldades para deslanchar a sua candidatura à reeleição e a concessão de qualquer reajuste de tarifa, mesmo através de negociação intermediada pelo Tribunal Regional do Trabalho, com a apreciação de planilhas deficitárias, prática bastante conhecida e exercitada pelos empresários, com certeza a população não vai aceitar. Levando-se em conta que apesar de ter sido colocado em circulação alguns coletivos novos, o serviço ainda é bastante deficiente, principalmente que diariamente pode-se observar ônibus deixando passageiros em ruas e avenidas, decorrentes de diversos problemas apresentados pelos coletivos.
O que vem sendo observado é que os rodoviários estão sendo transformados em massa de manobra e vêm sendo estimulados em diversos aspectos. Inicialmente anunciaram greve como protesto contra os constantes assaltos a coletivos e recuaram sem maiores discussões. Contentaram-se com as conhecidas promessas de que será dado um basta, mesmo todos sabendo das dificuldades enfrentadas pelo Sistema de Segurança Pública. Imediatamente engataram uma greve com a justificativa de que os empresários não adiantaram no dia 20, o valor correspondente a 40% dos seus salários, quando apenas as grandes empresas não honraram o acordo, o que deixou bem claro a armação. A verdade é que em conluio com os empresários, os quais dizem que estão trabalhando no vermelho e para que possam honrar o acordo coletivo de trabalho precisam de reajustes de tarifas, daí o entendimento para o surgimento da greve.
