Finalmente, depois das mais diversas discussões sobre interesses, demagogia, fragilidades e a falta acentuada, de um mínimo de respeito e direitos aos usuários dos transportes coletivos, o jogo de cartas marcadas terminou como deveria. O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Vitor, que sempre procura ostentar poder e se diz defensor do povo, não teve a mínima coragem de se posicionar em favor da população.
Os empresários são sempre os bens sucedidos, quer sejam aliados dos rodoviários ou do poder público e sempre bem vistos pelas instituições, o que permite a que sejam favorecidos nas negociações financeiras e por outro lado, não honram compromisso dentro das suas responsabilidades na prestação de serviços, tripudiando abertamente com a prefeitura de São Luís, que é totalmente incompetente para fazer valer a cobrança de serviços de qualidade, uma vez que paga subsídio com dinheiro do povo.
Há uma ampla visibilidade da vergonhosa hipocrisia, em que a prefeitura diz que fiscaliza, o serviço de transporte coletivo e os empresários destacam que são fiscalizados e prestam excelentes serviços, assim é feito o massacre diário aos usuários de coletivos em que estão trabalhadores, estudantes, idosos e deficientes que no dia a dia correm em busca de atendimentos médicos, perícias no INSS e peregrinações diversas nas precárias redes estadual e municipal de serviços, dentre eles, levar sorte para conseguir receber medicamentos de uso contínuo com distribuição gratuita na farmácia estadual específica. Infelizmente, tudo isso é desconhecido por falta de visão e compromisso das instituições públicas e privadas para com os mais pobres e excluídos e o transporte coletivo é fator necessário. Toda a problemática acima foi sentida nesta greve.
A greve teve objetivo de favorecimentos financeiros e políticos
Os rodoviários informaram que desde novembro enviaram propostas para o acordo coletivo de trabalho com base no mês de janeiro. Foram surpreendidos com uma contraproposta considerada pela categoria como imoral. Com uma antecedência de pelo menos 10 dias, eles anunciaram a greve.
O prefeito Eduardo Braide, sempre oportunista, foi às redes sociais e afirmou que a prefeitura de São Luís garantia subsidio para atender a reposição salarial dos rodoviários e que não aceitaria aumento de tarifa. Criou uma expectativa grande e não tomou qualquer iniciativa para uma negociação antecipada, o que evitaria a greve e os prejuízos advindos dela. E muito pelo contrário, esperou pela greve como tentativa para auferir vantagens eleitorais com posição contra o aumento das passagens e o subsídio. O resultado negativo foi grande para a população e principalmente para o comércio.
A negociação para acabar com a greve foi emperrada pelos empresários, uma vez que as reivindicações dos rodoviários se enquadravam dentro do previsto, mas os empresários sem o menor discernimento e sem questionamento sobre o péssimo serviço prestado, exigiram mais contrapartida Acostumados com o melzinho na chupeta da prefeitura com o dinheiro do povo, queriam R$ 1,35, por passagem, mas os envolvidos na negociação entenderam como um absurdo e complicou quando foi exigido uma planilha de custos, que eles não tinham.
Como a Prefeitura de São Luís vai repassar mais dinheiro por cada passagem, acredita-se que o subsídio que atualmente é de R$ 4 milhões deve ser aumentado para R$ 5 ou 6 milhões de reais. Recursos devem ser retirados das falidas saúde e educação municipal.
Os fatos marcantes da greve
Os fatos bem marcantes da greve, muito bem claros e bem assimilados pela população foram: O prefeito Eduardo Braide, que poderia ter evitado a greve com a sinalização bem antecipada para a negociação. Depois, apostou no pior, acreditando que do movimento sairia bem na fita, mas amargou derrota, diante dos prejuízos causados, dentre os mais danosos, aos trabalhadores, estudantes e aos comerciantes, em pleno período do carnaval, além de lhes faltar coragem para mostrar a cara e ir para o debate.
Os rodoviários nos dois últimos movimentos de greve da categoria, se recusaram a respeitar decisões judiciais. Como o caso de agora é reincidência, eles podem amargar o pagamento de multa e outras sanções.
Os empresários ganharam mais subsídios e vão continuar sacaneando com a população com panes diárias nos coletivos velhos, diante da omissão vergonhosa, desrespeitosa e totalmente omissa da Prefeitura de São Luís.
Fonte: AFD