Golpes na Reforma Agrária denunciados pelo Fantástico são antigos no Maranhão

     aldir

A farra na distribuição de terras que deveriam ser da reforma agrária, negociatas de lotes de beneficiários com terceiros e conivência das autoridades são muitos existentes no Maranhão. Se a Controladoria Geral da União fizer uma investigação com o Ministério Público Federal no Maranhão vão identificar casos bastante escabrosos e que devem comprometer inúmeros ex-superintendentes do INCRA.

      No assentamento de Santa Rosa dos Pretos e outros nas imediações de Entroncamento de Itapecuru-Mirim, existem casos de lotes de reforma agrária, que foram transformados em fazendas, apesar das denúncias de assentados feitas à direção do INCRA e do Ministério Público, sem falarmos em centenas de problemas semelhantes em todo o Estado.

      O mais grave é que grandes extensões de áreas que poderiam ser utilizadas para assentamentos da reforma agrária estão anexadas a patrimônios particulares de empresas do agronegócio, de políticos e de empresários. O mais vergonhoso é que as autoridades têm conhecimento através de denúncias e chegam a se certificar, mas não adotam providências devido  ingerências dos interesses do poder. Para exemplificar, na região do Baixo Parnaíba e mais precisamente nos nove municípios dominados pelo plantio do eucalipto pelo grupo Suzano Papel e Celulose, existem áreas de terras devolutas que poderiam perfeitamente ser transformados em assentamentos de reforma agrária, mas no entanto criminosamente são utilizadas para a dominação através do eucalipto.

        Diante da denúncia nacional de distribuição de terras e negociatas de títulos, a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal têm a responsabilidade de investigar e responsabilizar os dirigentes de instituições que fizeram favorecimentos, os compradores e vendedores de lotes e arrecadar todas as terras para assentar famílias que realmente precisam da terra, para dela com o suor de cada dia, retirar o pão para o próprio sustento e dos seus familiares, além de amenizar o grave problema dos conflitos agrários.

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