Flavio Dino sente o peso de não ter grupo politico e desconfia que não terá apoio de vários assessores nas eleições

               aldir

   Com um pouco mais de um ano para as eleições, o governador Flavio Dino, demonstra fortes preocupações com o seu futuro. Não criou um grupo politico e ao contrário perdeu importantes apoios diante da hostilização e do autoritarismo, que tem sido marcas da sua administração. Com a exceção do seu fiel confidente e escudeiro Márcio Jerry, os demais são descartáveis.

                  O governador acena para alguns integrantes da sua equipe, dando-lhes a entender que serão integrantes do seu projeto de concorrer à reeleição, mas sem qualquer justificativa, tira-lhes poder então concedido, e os isola totalmente .

                   Flavio Dino por falta de habilidade abriu uma frente de luta sem precedentes contra os servidores públicos estaduais.. Ao invés de tentar entendimentos com negociações amigáveis, muito pelo contrário impôs a sua força e influências nas instituições para por todos os meios, impor sua vontade.

                   Com a classe politica nada é diferente, quem não assume a postura de submissão não tem vez e assim vai dando as cartas no legislativo estadual e são muitos os prefeitos que caminham debaixo de ordens para receber migalhas do bolo que é mantido sobre o seu total controle.

                   O Maranhão apesar da grande propaganda não produz alimentos. Existe até financiamento do Pronaf, mas a assistência técnica e pequena para atender as demandas, daí o grande endividamento de agricultores familiares. Infelizmente, continuamos importando alimentos de vários estados do nordeste, dentre eles estão: Ceará, Paraiba, Rio Grande Norte e Pernambuco. Quando chegamos às feiras e supermercados, encontramos produção maranhense, a vinagreira, o quiabo e o cheiro verde, que também já é importado do Ceará. Com a cooptação de entidades de luta e defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, os conflitos agrários com a violência são silenciados e ninguém se atreve a falar sobre a fome e miséria que grassa em todo o Estado.

                  Recentemente, uma faculdade de Balsas, com alunos do curso de agronegócio realizou uma pesquisa na cidade sobre a origem dos produtos hortiftrutigranjeiros, que chegam ao mercado da cidade e constatou que a maioria são importados e o resultado não poderia ser diferente com o percentual de 95%. O contraditório é que em Balsas e municípios vizinhos está a grande produção de soja para a exportação para o mercado exterior.

                  Não temos politica de produção de alimentos, há tentativas de criação com discursos evasivos e fabricação de informações no papel. A verdade é que o problema não é maior no meio rural maranhense decorrente do programa bolsa família, de clientelismo e bastante prejudicial por não incentivar famílias ao processo de produção.

                   Essas distorções já existiam, mas me menor escala, haja vista que entidades e instituições gritavam e faziam movimentos com luta por dignidade humana, hoje elas simplesmente estão caladas e atreladas ao poder.

                   O governador Flavio Dino, está bastante enfraquecido no campo e com os constantes desastres como roubalheira na saúde e os fracassos na educação, o dirigente estadual agora apela para o Mais Asfalto, como tentativa de fazer um grande estelionato politico como foi feito em São Luís. Se formos verificar a situação da Segurança Pública, o problema maior não é dos gestores, mas da falta de uma politica governamental, em que a visão do governador é voltada para policiais, viaturas e armas, sem qualquer politica social, exatamente no momento de crise politica, econômica e social.

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