A informação de que o governador Flavio Dino vai proibir a realização do carnaval em todo o Estado, como medida preventiva ao enfrentamento da covid-19, evitando aglomerações e outros excessos, é apontada como favorável por alguns segmentos sociais, mas encontra resistência dentro dos setores produtivos, que têm as suas receitas de subsistência no carnaval.
A Procuradoria Geral da Justiça encaminhou às prefeituras de todo o Estado, recomendação para que não realizem o carnaval, o que se identifica com a determinação do Governo do Estado, sustentadas no combate a covid-19. Inúmeros prefeitos entendem, que por princípios democráticos se faria necessário um debate e não apenas serem chamados para acatar uma ordem.
É preocupante a decisão do dirigente do executivo estadual para proprietários de bares, restaurantes e casas de eventos, uma vez que a medida pode ter efeito imediato, se estendida às chamadas prévias carnavalescas que tomam ampla dimensão nos finais de semana em nossa capital. A verdade é que elas geram muitas aglomerações, o que é um fato, por falta de controle.
São inúmeros os estabelecimentos em nossa capital, que funcionam como bares, restaurantes e encontros para drinks, que na verdade, com música ao vivo e muita gente, geram aglomerações e quando arrocham músicas do carnaval, com as chamadas prévias, o pessoal desobedece totalmente e não responde por nada. Outros começam a funcionar nos sábados e domingos à tarde e alcançam as madrugadas, quase semelhante aos chamados “pancadões”. Quando o pessoal fica tochado, a gritaria e o vale, tudo dominam os ambientes. Tudo ocorre de tal forma, que os donos dos estabelecimentos ficam impotentes para evitar a euforia dos verdadeiros foliões e acabam se tornando infratores. Afinal de contas, qual é o dono de bar, restaurante e casa de eventos, que diante das manifestações carnavalescas dos seus clientes é capaz de chama-los a atenção e ameaçar fechá-los para atender uma ordem de autoridade ou pelo menos observar o uso de máscara?