No primeiro semestre do ano passado foram registrados 150 assaltos a transportes coletivos na capital e agora que estamos no início do mês de maio, os números revelam que estamos com o registro de 162. É uma situação bastante preocupante, apesar dos esforços das autoridades, que não conseguem enfrentar com a devida determinação a bandidagem. O mais sério em toda a problemática é que os bandidos continuam dando prioridade aos banalizados locais para os ataques. Começa a se transformar em verdadeiros dramas para trabalhadores, trabalhadoras e estudantes o direito de ir e vir e mais angustiante a volta a partir das primeiras horas da noite, horários preferidos para os ataques.
Apesar das informações de que está havendo redução da violência, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos contesta, e o mais grave é que a sensação da população é que ele cresce. Entendo que embora esteja havendo esforços, tenho afirmado, que enquanto não houver politicas públicas efetivas na área da educação em tempo integral, geração de emprego e renda e empreendedorismo nas comunidades mais pobres e um enfrentamento obstinado ao tráfego de drogas, o poder público vai sempre perder as batalhas contra a criminalidade. Quando me refiro ao enfrentamento às drogas, não é prisão dos Zés Roelas com pequenas quantidades, enquanto os tubarões vivem na mais absoluta impunidade e a maioria bem próxima dos políticos e dos poderes constituídos com muito dinheiro fácil fazendo lavagens e desafiando a tudo e a todos.
A pistolagem que havia dado uma trégua no Maranhão, nos últimos dois anos mostrou que está viva e que tem força. A falta de um maior policiamento no interior do Estado tem concorrido para explosões de caixas eletrônicos e assaltos a unidades dos Correios. Quando a policia prende um grupo, outros já estão em plena ação. Já se fala em consórcio do crime organizado, justamente para dificultar investigações. As explosões de caixas eletrônicos e de agências dos Correios, causam sérios prejuízos a aposentados, portadores de benefícios diversos da previdência social e o pessoal do bolsa família. Terão que se deslocar para locais distantes para receber seus benefícios e gastam cada vez mais. Muitos estão deixando acumular dois meses, como mecanismo de redução de despesas.
A verdade é que a problemática é bastante séria e que precisa acima de tudo da união de todos os segmentos sociais com os poderes constituídos para o enfrentamento. Entendo que o momento é muito mais de somatórios de esforços e da denúncia com vistas a prevenção e que todos tenhamos a consciência plena de que podemos contribuir para fazer a mudança dessa realidade. É bom repetir, que é união e não alguns se mobilizarem e os oportunistas tentarem destruir.
