No período de 08 a 13 deste mês, 04 presos fugiram do presidio Maracujá, da Penitenciária de Timon. Caso não hajam providências por parte da Secretaria de Administração Penitenciária, novas fugas podem ocorrer, pelas facilidades, que suscitam suspeitas de que estaria havendo facilidades e naturalmente corrupção.
A fuga de dois bandidos de elevado índice de periculosidade pela porta da frente da unidade prisional, foi vergonhosa, levando-se em conta que ambos foram chamados para descarregar um caminhão. Começaram a executar o serviço sem escolta e a porta do caminhão ficou aberta com a chave no contato. Não demorou muito para que os dois bandidos fugissem com o pesado veículo arrebentando o portal principal do Maracujá e saindo em alta velocidade. Não muito distante, os dois bandidos abandonaram o caminhão e desapareceram. Há suspeitas de que teriam sido resgatados por outros criminosos.
No dia 13, dois outros perigosos bandidos foram encaminhados para trabalharem na fábrica de bloquetes, sem qualquer escolta. Eles receberam ordem para retirar em carros de mãos, uma produção já curada dos bloquetes para colocar num local fora da unidade prisional. Como eram apenas eles dois executando o transporte e sem escolta, não encontraram maiores dificuldades para sumirem. O certo é que quando foi dado o alarme, pelo menos eles já tinham mais de duas horas de fuga empreendida.
Denúncias de perseguição, assédio moral e maus tratos a presos
Inúmeras denúncias já foram feitas à direção da SEAP, ao desembargador coordenador do Sistema Penitenciário do Maranhão, ao Ministério Público e ao Conselho Nacional de Justiça. As instituições que deveriam averiguar as denúncias se manifestam indiferentes aos problemas, que vêm crescendo. Quem não se recorda da fuga de 04 bandidos da Penitenciária de Imperatriz. Os detentos amarraram os auxiliares penitenciários da vigilância e fugiram por uma porta lateral da unidade. O alarme foi dado pelos moradores das imediações ao plantonistas de guarita, que não teria visto nada. O estranho tanto em Imperatriz e Timon é que o videomonitoramento de elevado custo, tem muitos pontos cegos e as fugas ocorrem justamente pelos locais, o pode naturalmente ser do conhecimento dos presos e outras armações, que infelizmente mostra que o Sistema Penitenciário do Maranhão.
O Ministério Público chegou a iniciar uma investigação sobre espancamento de presos, mas infelizmente não deu prosseguimento. Entende-se que entidades de defesa dos direitos humanos, devem tomar iniciativa de averiguar as investigações. Outro fator sério é que os bloquestes produzidos em alta escala se tornou um negócio tratado diretamente com a república mineira importada pelo secretário Murilo Andrade, e com o aval do titular da SEAP.
Um dos sérios problemas no Sistema Penitenciário do Maranhão é que os Policiais Penais representam menos de 20% do efetivo, simplesmente por falta de concurso público. A realidade é que auxiliares penitenciários sem qualificação e à revelia usam armas de grande porte em que é necessário treinamento especializado e outros dirigem veículos sem habilitação, além de fazerem transportes de presos.
Fonte: AFD
Existe um caso nessa penitenciária regional de Timon onde presos foram torturados e tiveram cassetetes enfiados no ânus e também gás lacrimogêneo injetado no ânus dos presos! O vídeo com essas torturas foi divulgado no G1 e em outros jornais, mas posteriormente foi retirado, não se sabe a mando de quem! Caso abafado!