Drones revolucionam a agricultura pulverizando 22,6 hectares por hora

O uso de drones na agricultura ganhou destaque nos últimos 10 anos. A utilização desses recursos no campo tem aumentado significativamente por empresas, profissionais liberais e produtores de toda a cadeia, que buscam resultados rápidos e precisos aliados à diminuição de custos.

E, olha, que o agricultor, normalmente, é resistente à busca e uso de novas tecnologias. Mas, como seria possível ignorar os pontos positivos da ferramenta?

As possibilidades são infinitas! Sensoriamento remoto, aplicação e pulverização de defensivos agrícolas, detecção de pragas e focos de incêndio, acompanhamento de pastagem, monitoramento de desmatamento, demarcação da área de plantio, levantamento do número de plantas em determinada área, condução e contagem do rebanho, busca por animais perdidos e muito mais.

– Os drones vieram para inovar, revolucionar e transformar a agricultura. Não é uma tecnologia futura, aliás, este futuro está acontecendo neste exato momento. Estamos vivenciando um tempo extremamente tecnológico e tudo nos leva a crer que não existe outra alternativa para aumentar a produtividade e rendimento sem o uso das mais diferentes ferramentas tecnológicas existentes. E é evidente que os drones estão entre as principais inovações tecnológicas dos últimos tempos – destaca o professor de informática, Vanderlei Prezotto Pinheiro, acrescentando que esses equipamentos, contudo, não podem substituir outras tecnologias já existentes.

Na 2ª maior feira do agronegócio mundial, a Agrishow, que ocorreu no início deste mês, em Ribeirão Preto (SP), a fabricante chinesa EAvision divulgou um drone que era capaz de desviar automaticamente dos obstáculos durante as pulverizações.

Com sistema de visão binocular e duas câmeras frontais simulando o olho humano, o aparelho identifica as barreiras e, simplesmente, desvia. Ele atinge 36 km/h e chega a render 22,6 hectares por hora de trabalho.

A expectativa de venda dos drones chineses é tão grande para o Brasil que a empresa vai instalar uma fábrica em Cravinhos, no interior de São Paulo, no valor de R$ 20 milhões para suprir a demanda. A unidade já deve começar a operar em setembro deste ano.

Fonte: Jornal do Agro Online

 

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