Dom Orlando Brandes, arcebispo do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, nas reflexivas homilias durante as várias celebrações presididas por ele no período dos festejos de Nossa Senhora Aparecida, abordou sérios e importantes temas que hoje estão escancarados ao povo brasileiro. De uma forma contundente, destacando a corrupção deslavada dentro dos poderes constituídos do país, em que interesses escusos se sobrepõem ao direito, a seriedade, a transparência, a ética e a moral.
Pautado dentro dos princípios da Doutrina Social Católica, Dom Orlando Brandes clamou ao Povo de Deus, que lute por direitos, dignidade, valores éticos em defesa da dignidade humana e da vida. O arcebispo do Santuário de Aparecida lembrou a todos, que estamos na porta de uma eleição para prefeitos e vereadores e que os cristãos atentem para as suas consciências quanto aos candidatos, procurando ver quem realmente tem compromisso com o povo.
Diante do que vem sendo posto a todos por Dom Orlando Brandes, os católicos principalmente, têm a responsabilidade de saber escolher os melhores expurgando oportunistas e corruptos, que nesses períodos costumam se aproximar do Povo de Deus com promessas e ofertas de toda ordem e mais precisamente de cestas básicas, diante do problema sério da fome e o dinheiro, de origem escusa e na maioria das vezes subtraídos da saúde, da educação, da merenda escolar e dos hospitais em que muita gente morre à mingua nos corredores das mais diversas unidades.
Infelizmente é a maioria que compra consciência das pessoas que estão na miséria e na fome e são obrigadas a ceder para que os seus filhos não morram de fome. Nesse período que antecede as eleições são vistos em paróquias e comunidades, políticos promíscuos, que nos parlamentos nunca se posicionaram para defender direito das pessoas terem acesso a saúde, a educação, ao transporte coletivo de qualidade, ao abastecimento de água e necessidade de esgoto. Muito pelo contrário, eles aliam ao poder para aumentar a exclusão e assim possam continuar na exploração dos seres humanos.
O mais lamentável e até bastante dolorido e deprimente, são inúmeras lideranças comunitárias e religiosas se engajarem em defesa de pilantras e aproveitadores, a maioria de antigos conhecidos, omitindo-se totalmente às recomendações da Doutrina Social da Igreja e aos princípios emanados do evangelho e se tornam multiplicadores da prostituição de consciências para atender velhos políticos, a maioria envolvida em corrupção deslavada com a subtração de recursos públicos. São pessoas reverenciadas e exaltadas nos templos, sinceramente não sei se pelos excessos de pecados ou em busca de recompensas.
Quando se vê e se aplaude o arcebispo Dom Orlando Brandes falando da essência da sua alma ao Povo de Deus, a gente acredita que nem tudo está perdido e que na Igreja Católica do Brasil, ainda existem religiosos comprometidos com os mandamentos da Lei de Deus, com o Evangelho com a Doutrina Social da Igreja e as Enciclícas, e se suspira que: “Navegar é preciso; Viver não é preciso,” decanto do poeta português Fernando Pessoa.