Deputados se omitem aos sérios problemas de saúde, fome e miséria que dominam o Maranhão

Para muitos deputados estaduais que ocupam a tribuna do legislativo, os sérios problemas na malha viária do Estado, são de responsabilidade do governo federal e estão nas BRs, daí que cobram ostensivamente o Dnit. Fica difícil se entender, qual a motivação de tanta subserviência em esconderem a realidade, quando se sabe que os maiores e graves problemas são de responsabilidade do Governo do Estado. Está no Maranhão, a pior rodovia do Brasil, que segundo a Confederação Nacional do Transporte é a MA-006, uma das principais responsáveis pelos sérios problemas para o escoamento das commodities da Região Sul do Estado.

Os deputados que devem obediência ao Palácio dos Leões, não podem ter posicionamentos próprios em defesa dos eleitores que o elegeram, a não ser que tenham sido guindados através dos conhecidos esquemas, nada diferente do que vem sendo denunciado da existência de laranjas na politica como foi identificada uma candidata residente no município São José de Ribamar e dezenas de outros em vários Estados da Federação.

Infelizmente, os parlamentares não questionam os sérios problemas causados pelo desmonte do Sistema Estadual de Saúde, e que como consequência, ambulâncias e outros veículos chegam diariamente nos dois Socorrões de São Luís, trazendo doentes para disputar vagas nos corredores e outros simplesmente para morrer em nossa capital. Não se debate, sobre a necessidade urgente de conclusão de obras de centros de hemodiálise no interior do Estado para se evitar a banalização da vida, e as constantes mortes de diabéticos, pela total omissão do poder público.

Quando os parlamentares se omitem a defender direitos coletivos e se submetem a imposição ao silêncio obsequioso, assumem também a responsabilidade pela vida das pessoas pobres e humildes, e ao que o Governo do Estado impõe a milhares de famílias maranhenses, quando lhes retira o direito a saúde, levando-se em conta que a maioria deve passar fome, diante da séria realidade de que mais da metade de toda a população maranhense vive na extrema pobreza, de acordo com o IBGE.

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