O deputado estadual petista José Inácio Sodré Rodrigues, réu na Justiça Federal pela pratica de contratos viciados para a construção de obras em comunidades rurais, inclusive de parentes, que foram pagas antecipadamente e não realizadas em vários municípios, com destaque para Itinga, Santa Rita, Bequimão e Mirinzal. Quando ex-superintendente do INCRA, o hoje deputado se constituiu como um verdadeiro algoz de centenas comunidades de quilombolas, preterindo direitos de famílias de negros centenárias para negociar interesses politicos que lhes favorecesse.
Esta semana propôs ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado, a presença no Maranhão da Comissão Parlamentar de Inquérito da Violência contra Negros e Pobres. Se ela vier terá que visitar centenas de comunidades quilombolas para ver de perto a violência que sofrem todos os dias e as dificuldades para com o próprio suor, retirar da terra o alimento de cada dia. A maioria foi preterida pelo então superintendente do INCRA, com a negação ao reconhecimento das suas áreas, desapropriações e regularizações fundiárias. Apesar dos conflitos sangrentos e da necessidade urgente de ações efetivas defendidas pela Ouvidoria Agrária Nacional e entidades da sociedade civil organizada e a existência de recursos destinados para a solução dos inúmeros problemas, todas foram excluídas e muitos negros e pobres sofrem e correm o risco de perderem a vida todos os dias, diante de ameaças de grileiros, latifundiários e pessoal do agronegócio.
Se a proposta do deputado José Inácio Sodré Rodrigues vingar, os deputados federais terão que passar pelo menos uns 15 dias no interior do estado e não vão conseguir ouvir 5% das comunidades negras que sofrem violência cotidiana, além de denúncias graves contra o ex-superintendente do INCRA. Pelo visto, pode-se observar que o deputado José Inácio deve estar com a consciência atordoada e queira se redimir com mais processos criminais.
