Assembleia Legislativa do Estado através do corporativismo e a omissão das mulheres deputadas, que não tiveram a devida e necessária solidariedade com uma mulher vítima de violência praticada por um colega de parlamento, receberam a resposta nas urnas e pelo menos quatro delas não passaram no crivo popular e foram reprovadas.
O deputado Cabo Campos de maneira covarde e truculenta agrediu a sua esposa Maria José Brandão Nogueira Campos, que devido a violência da pancadaria recebida teve que ser internada em uma casa de saúde. Ela denunciou o covarde deputado e todas as providências foram adotadas pelas autoridades policiais, pelo Ministério Público e o Judiciário. O Cabo Campos escapou de ser preso em razão da imunidade parlamentar, mas como não foi reeleito, a partir de fevereiro de 2019 estará a disposição das autoridades para responder pelo crime praticado.
As denúncias encaminhadas a Assembleia Legislativa com detalhes da agressão e inclusive com a comprovação de laudo do Instituto Médico Legal da Secretaria de Segurança Pública, mereceu denuncia, que foi encaminhada a mesa diretora , que tratou de encaminhar o problema para a Comissão de Ética, presidida pelo deputado Rogério Cafeteira. Este por sua vez criou uma subcomissão presidida pela deputada Graça Paz, que nunca se manifestou na denuncia até o presente momento, mas que poderá fazer a partir de agora, quando a legislatura chega ao seu final e o acusado não foi reeleito.
O interessante dentro do contexto é que o deputado Rogério Cafeteira, presidente da Comissão de Ética e a deputada Graça Paz, que tinha a responsabilidade de denunciar o Cabo Campos, acabaram sendo reprovados nas urnas e há quem afirme que seria decorrente do protecionismo corporativista ao colega.
Por outro lado, o Cabo Campos não esconde de que luta para ser indicado pelo governador Flavio Dino para a Secretaria de Igualdade Racial, e assim permanecer na impunidade. Caso tenha fundamento, a indicação de um agressor covarde para uma pasta da maior importância será bem contraditório e uma guerra declarada do governo as instituições que lutam em defesa dos direitos e da dignidade das mulheres e aos movimentos sociais de defesa das mulheres
