No dia 15 de janeiro de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um palanque improvisado no município de Bacabeira, anunciou que a economia do nordeste iria se aproximar bastante da sudeste, com a construção das Refinarias Premium 1 e 2, no Maranhão (Bacabeira) e no Ceará (Pecém), com investimentos iniciais de US$ 2 bilhões. Em 2015, a Petrobrás anunciou a decisão de abandonar as obras e a construção da refinaria no Maranhão.
Foi uma das maiores frustrações para o empresariado maranhense e para milhares de pessoas que já trabalhavam nas obras de infraestrutura das empreiteiras e muita gente que instalou estabelecimentos comerciais nas imediações das áreas, principalmente com hotéis, pousadas e restaurantes. Os prejuízos foram incalculáveis para trabalhadores enganados por empresas e por extensão aos donos de hotéis e restaurantes.
Todos os recursos gastos na área de infraestrutura foi para o ralo e o povo maranhense vítima de um dos maiores estelionatos políticos frustrantes e revoltantes, e a população acabou se constituindo em massa de manobra.
Em pleno ano eleitoral, com o elevado desemprego e uma pandemia não permitindo uma definição da sua duração, eis que começam a divulgar que o governo Flavio Dino estaria negociando com a empresa petroleira norte americana Oil Groupe, a instalação de uma refinaria em São Luís, despontando como atração empresarial o Porto do Itaqui. As conversas entre o grupo empresarial e gestores do Maranhão teria pelo menos três anos, tempo suficiente para negócios serem concretizados diante da tal iniciativa da Oil Groupe pretender instalar seis refinarias no Brasil com portes para o refinamento de 05 a 10 mil barris diários Pelo visto não existe qualquer entendimento formalizado, deixando tudo no campo da sondagem e da especulação.
Uma informação de tal natureza, recheada de expectativas mirabolantes para um povo com dificuldades diante uma pandemia dolorosa, sem emprego e realmente passando dificuldades, e em muitos casos até fome, é como se estivesse próximo de um oásis. Se as negociações realmente existem desde o ano de 2017, somente agora se querer dar divulgação e bem próximo das eleições municipais, sem nenhuma concretização de compromisso, é para gerar expectativas. Daí é que pode perfeitamente se constituir em articulação de interesses políticos e que merece uma atenção da população pata ter os seus devidos necessários cuidados, principalmente depois do estelionato político da Refinaria Premium.