Denúncias de fantasmas na Assembleia Legislativa e no TCE devem motivar ações contra prefeituras e instituições públicas

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O juiz Douglas Martins, da Vara dos Interesses Difusos e Coletivos, tem sido um magistrado que se identifica com os anseios de moralidade da população.

Apesar da direção da Assembleia Legislativa do Estado e do Tribunal de Contas do Estado, tentarem desqualificar as denúncias feitas pelos sindicatos das duas categorias de servidores, não podem esconder que as ações do Ministério Público e da Justiça, quebraram o autoritarismo exacerbado dos dois poderes e eles não tiveram outra alternativa a não ser acatar as determinações judiciais. A questão foi mais vergonhosa para a Assembleia Legislativa do Estado, que tentou burlar a solicitação judicial com uma informação sem consistência, o que resultou a que fosse advertida tanto pelo Ministério Público e pela Justiça.

A verdade é que as denuncias dos sindicatos de servidores dos dois poderes conseguiram abalar as suas direções, até tidas como acima do bem e do mal e pautando as suas administrações com o quero, posso e mando, mas já sentiram que nem tanto e embora com respaldo de outros poderes, sabem que a sociedade está atenta para ser dado um basta nos desmandos e corrupção, que muitas das vezes resultam em nepotismo cruzado para sangrar os cofres públicos.

O que mais contraria a indignação da população é que os órgãos envolvidos que têm a responsabilidade constitucional de zelar pela seriedade, pela moralidade e pela transparência, infelizmente praticam o oposto e muitos querem fazer da instituição a continuação dos seus negócios políticos e particulares.

Não vai demorar, para que sindicatos, associações e outras entidades comunitárias se movimentem em denunciar e cobrar do Ministério Público e da Justiça, providências legais contra desvios de recursos públicos em prefeituras municipais, sem deixarmos de falar das centenas de casos de servidores fantasmas. O povo cansou de tantas mazelas de ver muita gente morrer em filas de hospitais, outras de fome, escolas com professores sem remuneração digna, sem merenda e transporte escolar, sem material didático. É revoltante uma pessoa chegar a um hospital e não existir médico para atender, e quando por acaso existe algum, não tem medicamento e muitas pessoas são obrigadas ao sacrifício de comprar medicamento e levar para o hospital ou posto médico. É uma verdadeira agressão vergonhosa, uma vez que os recursos destinados para atender as demandas, foram embolsados por muitos criminosos travestidos de gestores e dirigentes municipais.

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