Denuncia de que ex-superintendente do INCRA teria discriminado trabalhador de área de assentamento para favorecer interesse politico

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O assentado Antonio José foi discriminado pelo ex-superintendente do INCRA e hoje deputado José Inácio e não recebeu o dinheiro do fomento em sua totalidade.

       O deputado estadual José Inácio Rodrigues Sodré, ex-superintendente do INCRA, que já é réu na Justiça Federal pela pratica de improbidades na instituição e inúmeras denúncias no Ministério Público Federal, que poderão lhe complicar ainda mais. Sobre ele pesa também a acusação de irregularidades no assentamento Padre Paulo, na construção de casas do programa Minha Casa Minha Vida, destinadas a trabalhadores e trabalhadoras rurais.

        Foram construídas mais de 200 casas destinadas ao pessoal da Associação de Terras de Santana, que envolvem as comunidades Santa Vitória, Floresta, Santana, Centrinho e Itapetininga. A maioria das casas já apresentam defeitos e riscos decorrentes da precariedade das obras, inclusive rachaduras na iminência de proporcionar desabamentos.

         Existem denúncias de que na comunidade Floresta, apenas cinco quilômetros da sede de Bequimão, o senhor Antonio José, morador há mais de 20 anos na gleba, foi discriminado, assim como outras pessoas que não receberam por casas, que acabaram sendo entregues a pessoas residentes em São Luís, que estavam engajadas na campanha politica de Zé Inácio. Se o Ministério Público Federal for até o local, com certeza encontrará o senhor Antonio José, que mora em uma casa de taipa, construída com o apoio dos assentados, e poderá colher importantes informações, inclusive sobre desvio de recursos de fomento, que teriam sido entregues apenas pela metade e as informações são de que o INCRA não repassou o restante, mas servidores do próprio órgão teriam afirmado aos assentados que o dinheiro pode ter sido desviado.

       A verdade é que os trabalhadores e trabalhadoras da área de assentamento estão se sentindo lesados e dispostos a cobrar o restante do dinheiro da atual administração do INCRA. Eles não querem saber se alguém desviou o dinheiro, o querem é o restante do fomento que proporciona a compra de ferramentas para o trabalho do dia a dia e a subsistência das famílias.

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