Depois de inúmeros anúncios pela MOB sobre a licitação para os serviços de transportes aquaviários entre a Ponta da Espera em São Luís e o Cujupe na Baixada Maranhense, finalmente o ano passado o então governador Flavio Dino anunciou as empresas Internacional Marítima, uma atual e responsável pelos precários serviços e a Celte Navegação Ltda, do Pará especializada em serviços de transportes de cargas através de balsas e sem nenhum ferry boat. A assinatura do contrato não foi questionada por nenhum órgão de controle e inclusive contou com a presença do Procurador Geral de Justiça.
Mesmo com o contrato, os serviços continuam com a mesma esculhambação e com os velhos e conhecidos ferrys boats, numa demonstração plena de que tudo continua como era antes, com os riscos e as conhecidas precariedades. O que fica para a população é de que a licitação não passou de uma farsa para beneficiar os mesmos interessados, em que o Governo do Estado se movimentou como um grande benfeitor. A verdade é que os desdobramentos passaram por meios escusos e as mesmas empresas continuam colocando em riscos milhares de vidas das pessoas que utilizam todos os dias os serviços do transporte aquaviário.
Neste período da semana santa, as empresas Internacional Marítima e a Serviporto, as mesmas de outrora, contavam apenas com 03 embarcações para operações, sendo elas a de menores riscos, que tinham condições de fazer apenas 03 viagens cada uma, o que prejudicou consideravelmente o transporte de muita e gente e de veículos.
Como a esculhambação continua escandalosa e os órgãos de controle manifestam totalmente indiferença, os riscos de vidas e patrimônios de centenas de veículos ficam a mercê das autoridades, o que naturalmente esperam pelo pior para se manifestarem. A verdade é que se vier ocorrer qualquer acidente de maiores proporções, o Governo do Estado e os órgãos de controle não estarão isentos das responsabilidades.
Fonte: AFD