Consul alemão acusado de matar o marido fugiu do Brasil e é procurado pela Interpol

Walter Henri Maximillen Biot e o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn eram casados há 23 anos. A Justiça do Rio de Janeiro ordenou nesta segunda-feira (29) que o cônsul alemão acusado de matar o marido seja incluído na lista de foragidos da Interpol, um dia após o diplomata embarcar rumo à Alemanha. “O juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Rio, aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro e decretou a prisão preventiva do cônsul alemão Uwe Herbert Hahn, acusado pela morte de seu marido, o belga Walter Henri Maximilien Biot, no dia 5 de agosto”, informou o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) em comunicado. O magistrado “determinou, ainda, a inclusão do nome do cônsul na lista de foragidos da Interpol, em razão do acusado ter embarcado no domingo para a Alemanha”, completou o tribunal.

Hahn foi detido em 6 de agosto, mas uma juíza de segunda instância lhe concedeu um habeas corpus na semana passada, alegando que o prazo para que o Ministério Público (MP) apresentasse uma denúncia havia expirado. O cônsul acabou sendo solto sem entregar o passaporte.

O MP, que nega ter perdido o prazo legal, denunciou Hahn por homicídio nesta segunda-feira. De acordo com a investigação, Biot foi assassinado na cobertura onde o casal vivia, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio. A perícia concluiu que Biot faleceu vítima de um “severo espancamento”.

O MP afirma que Hahn alimentava um “sentimento de posse” em relação ao marido, a quem “subjugava financeira e psicologicamente”, impedindo-o de estabelecer qualquer nível de independência econômica ou de desenvolver amizades com outras pessoas. Hahn disse às autoridades que seu marido bateu a cabeça após uma queda.

Segundo a imprensa, Hahn, casado com Biot há 20 anos, tentou limpar a cena do crime antes da chegada da polícia e afirmou aos agentes que o marido tinha bebido muito e tomado pílulas para dormir.

“A Polícia Civil está perplexa e estarrecida com o retorno do cônsul ao seu país de origem”, disse a delegada Camila Lourenço ao jornal O Globo. “Havia a possibilidade de determinação de medida cautelar diversa da prisão, como a retenção do passaporte, o que dificultaria sua fuga”, completou.

Fonte: Yahoo Notícias

 

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