O armazenamento inadequado do produto e a sujeira que impera em feiras mercados da cidade, muitas vezes proporciona a que o consumidor esteja adquirindo produtos deteriorados e levando doença para casa.
A exploração é antiga e a justificativa é que no nosso Estado não existe realmente uma politica de incentivo a pesca para os produtos oriundos do mar. O Maranhão tem um grande litoral e potencial pesqueiro bastante reconhecido e que infelizmente e explorado por embarcações dos estados do Pará, Ceará e Pernambuco. A maior parte do pescado colocado no mercado de São Luís, apesar da procedência do litoral maranhense chega às nossas feiras e mercados através de embarcações e empresários paraenses e cearenses, o que concorre para a elevação do preço.
A pescada amarela e a corvina, que são peixes de maior aceitação pelos consumidores ludovicenses de melhor renda, muitas vezes são procedentes de áreas do Pará, em que há muita influência do mar em águas doces. Os produtos apresentam sabor diferente e quando cozidos não amolecem como os do litoral maranhense, o que tem sido responsável por muita desconfiança, principalmente nas feiras e mercados.
Como não há uma politica de abastecimento e muito menos fiscalização sobre peso e a qualidade para consumo dos produtos, os exploradores agem livremente na certeza que não serão importunados. Em outros tempos, os governos estadual e municipal faziam estoque regulador de pescado para o período da Semana Santa e tinham postos de vendas em toda a cidade, o que impedia a exploração e proporcionava uma grande oferta com preços bem acessíveis, principalmente para as famílias de baixa renda. À época a crise nem de longe se comparava com a atual.
A pescada amarela já ultrapassou os 30 reais o quilo, e a corvina podem ser encontrados entre 20 e 25 reais, os produtos mais procurados, mas os consumidores para não fugir à tradições da Semana Santa. Consumidores buscam alternativas para o período, sendo uma delas a compra do peixe salgado tipo bacalhau, importado do Alaska, que os supermercados oferecem a preços que variam entre 22 e 25 reais o quilo, além de terem sabor excelente.
Comprar camarão, o preço está bastante elevado, quando se trata do produto da água salgada, uma vez que o produto de cativeiro importado do Ceará já domina o mercado local e fácil de ser distinguido pela cor escura. O camarão graúdo oriundo das praias do nosso litoral e até mesmo do Araçagi e Raposa, os valores estão entre 50 e 60 reais, o que não deixa de ser exploração e pior do que ele, e o conhecido camarão seco, que de uma melhor qualidade ultrapassa os 80 reais o quilo. Comprar crustáceos congelados que são vendidos abertamente nas feiras e mercados e por falta de fiscalização sanitária é um sério risco à saúde do consumidor.
