Comissão de Saúde da Assembleia poderá ir a Caxias ver a realidade das mães que perderam quase 200 bebês e das 20 crianças que ficaram cegas

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A comissão presidida pelo deputado Stenio Resende e os seus membros têm a responsabilidade de verificar a realidade da Maternidade Carmosina Coutinho e ir até as quase 200 mães que perderam seus bebês e as 20 crianças que ficaram cegas e solicitar as providências necessárias para responsabilizar os culpados, inclusive o prefeito Leonardo Coutinho e os médicos da casa de saúde, se assim pode ser qualificada. Os membros da comissão devem conversar com o Ministério Público e os delegados que dirigem o inquérito policial, se realmente forem a Caxias.

       Apesar da afirmação de que os parlamentares devem ir até o município de Caxias, sabe-se que existem algumas resistências, levando-se em conta que o prefeito Leonardo Coutinho e a maternidade Carmosina Coutinho, têm muito a ver diretamente com o deputado Humberto Coutinho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado.

      Sinceramente estamos assistindo a formação de um quadro de hipocrisia para a impunidade dos crimes graves e que atingiram pessoas pobres e humildes. O grupo politico da atual oposição se mantém calado em virtude de que os fatos foram registrados durante a administração do ex-secretário de saúde Ricardo Murad e da ex-governadora Roseana Sarney. Como o presidente do legislativo estadual é aliado do governador Flavio Dino, com certeza as investigações tendem a não prosperar e está imposto um silêncio obsequioso, daí a necessidade da Procuradoria Geral de Justiça, da Defensoria Pública  e das entidades da sociedade civil organizada exercerem o seu importante papel de defender os direitos e a dignidade das vítimas dentro do contexto da justiça.

     A Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado, durante a legislatura passada teve uma importante atuação durante os períodos das presidências de Bira do Pindaré e Eliziane Gama, mas mesmo assim esbarraram em dificuldades, como foi o caso de uma jovem mãe de duas crianças e gestante que foi presa por dois militares e sem mandados e assassinada dentro do xadrez por duas outras mulheres, no município de Boa Vista do Gurupi. Houve uma revolta popular, atearam fogo na delegacia e em viaturas. Vereadores vieram a São Luís, solicitaram investigações ao então secretário Aluísio Mendes, da Segurança Pública e ao deputado Arnaldo Melo, presidente do legislativo estadual, que garantiu a presença da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias em Boa Vista do Gurupi, mas nunca deu condições para a viagem. O resultado é que tudo ficou na impunidade articulada pelo delegado regional da Segurança Pública, segundo os vereadores. O que impede que a Comissão de Direitos Humanos e das Minorias também vá a Caxias? Afinal de contas 20 crianças pobres e humildes estão cegas por erros médicos e quase 200 mães perderam seus filhos por negligência e falta de atendimentos em tempos hábeis. São seres humanos dignos e fazem parte das minorias estabelecidas pelo Poder Legislativo.

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