O Arcebispo Metropolitano e vice- presidente da CNBB, Dom José Belisário da Silva, concedeu hoje entrevista coletiva a imprensa para falar da Campanha da Fraternidade de 2015, que tem como tema Fraternidade: Igreja e Sociedade e o lema Eu Vim para Servir. Participaram da coletiva, a irmã Claudiana Braga, do Projeto Promovendo Vidas; Roseana Peixoto, coordenadora da Pastoral da Criança; Helena Barros Heluy, da Comissão de Justiça e Paz e o padre Crizantonio, coordenador de Pastoral da Arquidiocese de São Luís.
Dom Belisário, depois de tecer importantes observações sobre a trajetória da Igreja Católica, disse que a Campanha da Fraternidade deste ano está inserida nas comemorações do Jubileu do Concílio Vaticano II, com base nas reflexões propostas pela Constituição Dogmática Lumen Gentium e pela Constituição Pastoral Gaudium et Spes. Destacou que o serviço e o diálogo são muito importantes em busca da dignidade humana, do bem comum e da justiça social, sempre negados a sociedade, observando problemas decorrentes da falta de água, moradia, alimentação, trabalho, liberdade de expressão, saúde, educação e tantos outros direitos. O Arcebispo Metropolitano foi bem contundente quando afirmou que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil trabalhará dentro da campanha com maior preocupação com a coleta de assinaturas para a Reforma Politica e Combate a Corrupção, que será intensamente em todos os segmentos da Igreja. Afirmou que a proposta da CNBB e de algumas outras entidades reside em questionamentos claros e objetivos sobre financiamento de campanhas politicas, com a colaboração de pessoas físicas, contribuições previamente estabelecidas e a participação pública. As eleições de acordo com as propostas serão em dois turno sendo um turno para programas e partidos políticos e o segundo em candidatos. A Igreja defende um número maior de mulheres nas disputas eleitorais e da que muitos projetos que possam resultar em alterações constitucionais haja consulta popular através de referendos ou plebiscito, além de inúmeros outros aspectos que virão das participações populares, disse Dom Belisário.
A ex-deputada estadual e procuradora aposentada do Ministério Público, Helena Heluy, há necessidade de coleta de assinaturas para a Reforma Politica, mas observou a necessidade de uma ampla socialização das propostas, com vistas a que pessoas tenham a devida consciência de que não estão assinando apenas um papel, mas das suas responsabilidades com as mudanças e o combate a corrupção.
Para a Irmã Claudiana Braga, da Ordem da Redenção e que trabalha o importante Projeto Promovendo Vida, a questão dos direitos e da dignidade humana são importantes e muito mais o combate a corrupção, que é maior responsável pelas desigualdades sociais, principalmente na fome, na miséria, nas doenças e inserção de homens e mulheres no submundo da violência e do vicio e da perdição das drogas.
Roseane Peixoto, coordenadora da Pastoral da Criança, disse que a Campanha da Fraternidade chega como uma luz para dimensionar um amplo trabalho comunitário junto as famílias das crianças que são acompanhadas, que têm outros filhos, alguns em idades para a cooptação para as drogas e também da necessidade de todos terem conhecimento de seus direitos como cidadãos e que se organizem e lutem por vidas dignas e abundantes.
O padre Crizantonio, coordenador de Pastoral da Arquidiocese de São Luís, destacou que houve capacitação para multiplicadores de todas foranias da Arquidiocese de São Luís, acreditando que tenha mais de três mil agentes de pastorais capacitados como multiplicadores, o que vai facilitar uma participação e dimensão acentuada para um trabalho e vice bem determinado no contexto comunitário. A campanha é um convite para estudos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e da Doutrina Social da Igreja.
A abertura arquidiocesana da Campanha da Fraternidade será às 15 horas de amanhã, no Ginásio Castelinho, com a participação de todas as paróquias, pastorais e movimentos da Arquidiocese de São Luís e será presidida pelo arcebispo Dom José Belisário da Silva.
