É cada vez maior e revolta da população da Baixada e de empresários de transportes coletivos e de cargas, que operam entre os portos da Ponta da Espera e o Cujupe (vice-versa) com os péssimos serviços aquaviários. Toda a problemática é fruto de um ato inconsequente e de conotação política do ex-governador Flavio Dino, que de maneira violenta e sem a mínima noção dos sérios problemas do seu ato com uma intervenção irresponsável. A partir da intervenção truculenta do Governo do Estado na empresa ServiPorto, em que se apossou das suas três embarcações toda em plenas operações e com os seus interventores as sucateou de tal forma, que elas ficaram sem poderem operar e serem transformadas praticamente em ferro velho, tem até uma delas na Ponta da Espera tomada pela água do mar.
Zé Humberto em manutenção preventiva diária e os riscos constantes
Se desde o ano passado, quando as embarcações da ServiPorto já operavam precariamente pela falta de manutenção, tivesse havido uma licitação nacional com vistas a uma prestação de serviços de qualidade e segurança, o problema ficaria apenas entre o Governo do Maranhão e a ServiPorto na justiça.
Como o improviso e a falta de um mínimo de responsabilidade dos gestores da Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos tem se constituído nas suas práticas habituais, criou-se uma concorrência pública vergonhosa com privilégios e o resultado é que o próprio Governo do Maranhão temendo pelas consequências, tratou de fazer a anulação.
Depois inventaram a balsa improvisada como ferry com o nome Zé Humberto, que operava no Pará, que a toque de caixa veio para São Luís como tentativa para amenizar os serviços bastante agravados. A embarcação, mesmo depois de ter passado por inúmeras reformas cobradas pelo Ministérios Públicos Federal e Estadual e acompanhadas pela Capitania dos Portos, continua em operação precária, mas a verdade é que vem oferecendo riscos, daí as constantes manutenções preventivas e ultimamente está ficando mais parada, como nos dois últimos dias.
Por outro lado, as embarcações da Internacional Marítima, que também não são novas e pelas sucessivas viagens ultrapassando os limites já apresentam problemas, o que tem gerado muita confusão nos portos de embarque e desembarque com sucessivos movimentos de protestos. Para que se tenha uma dimensão do sofrimento a que estão sendo expostos passageiros e proprietários de veículos, a demora para um embarque varia entre 15 e 24 horas, para quem está à espera na Ponta da Espera e Cujupe, uma vez que as vendas de passagens antecipadas estão suspensas.
Diante do quadro caótico de falta de um mínimo sinal de pelo menos uma solução paliativa, o Governo do Estado chegou a acenar com algumas propostas, uma delas, de que no dia 05 de agosto deste haveria uma embarcação reformada, mas tudo não passou de alarme falso e mais uma mentirinha para enganar o povo da Baixada Maranhense. A verdade é que estão tripudiando primeiramente com os direitos e depois com a paciência da população.
Cadê os políticos oportunistas e em plena campanha que silenciam para um problema da maior seriedade? Onde estão? Me recordo do saudoso radialista Jairzinho da Silva, que dizia: Quando esses políticos picaretas e oportunistas chegarem em suas casas oferecendo cestas básicas ou dinheiro em troca de votos, recebam e peçam mais. Na hora do voto, exerça a sua consciência e o seu direito e dê o troco para eles.
Fonte: AFD